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  • Advanced Humanoid Forum 2027

    Evento internacional reunirá especialistas e empresas em Munique para apresentar avanços e aplicações práticas da robótica humanoide. High-TechSociety.com | Editor: Luiz Cincurá O Advanced Humanoid Forum 2027 será realizado nos dias 20 e 21 de janeiro de 2027, no espaço Midnightbazar, em Munique, na Alemanha. O evento reunirá pesquisadores, especialistas, fabricantes de robôs e representantes de empresas de tecnologia e automação para apresentar os avanços e as perspectivas da robótica humanoide. O principal objetivo do fórum é aproximar o desenvolvimento tecnológico de suas aplicações práticas, examinando como os robôs humanoides podem ser integrados às atividades produtivas e aos serviços, com segurança, confiabilidade e viabilidade econômica. Imagem ilustrativa sobre robótica humanoide, gerada com inteligência artificial Temas centrais e aplicações A programação abordará a inteligência artificial física (Physical AI), que permite aos robôs interpretar informações do ambiente e executar ações, além da autonomia operacional, da interação entre humanos e máquinas, da segurança, da certificação e dos desafios de integração dessas tecnologias. As aplicações que receberão destaque estão os robôs humanoides utilizados na movimentação e organização de mercadorias em centros de distribuição, no apoio à montagem de veículos e no transporte de materiais e assistência a pacientes em ambientes hospitalares. O fórum também abordará sua utilização na reabilitação e nos cuidados com idosos. O encontro contará com apresentações técnicas, debates, workshops e demonstrações ao vivo, reunindo participantes ligados à indústria, à pesquisa científica e ao desenvolvimento de tecnologias avançadas. A importância do fórum A robótica humanoide vem ampliando suas possibilidades de aplicação, impulsionada pelos avanços da inteligência artificial, dos sensores e dos sistemas de controle de movimentos. Nesse contexto, o Advanced Humanoid Forum 2027 representa uma oportunidade para conhecer experiências de aplicação, avaliar a evolução dessas tecnologias e identificar os desafios que ainda precisam ser superados para sua utilização em maior escala. Mais do que apresentar novas máquinas, o evento pretende contribuir para adequar a robótica humanoide às necessidades reais das empresas e da sociedade. Mais informações: https://advancedhumanoidforum.com/ Transparência editorial: Este post e a ilustração foram produzidos com o apoio do ChatGPT, sob orientação e revisão do Editor, responsável pelo conteúdo final publicado. Fontes: ADVANCED HUMANOID FORUM. Advanced Humanoid Forum 2027. Site oficial do evento. ADVANCED HUMANOID FORUM. Industrial Humanoid Robotics: Technical Program 2027. Programação oficial.

  • Blondie: elegância e sonoridade atemporal

    Na apresentação de “Maria”, em 1999, a voz vibrante e melodiosa de Debbie Harry revela a força de uma música que permanece atual. High-TechSociety.com | Editor: Luiz Cincurá. Blondie canta "Maria" na voz de Debbie Harry A música “Maria”, lançada em 1999 pela banda norte-americana Blondie, conserva, mesmo após 27 anos, uma sonoridade atual, na voz vibrante e melodiosa de Debbie Harry. O vídeo registra a apresentação da Blondie em 4 de março de 1999, no programa canadense “The Dini Petty Show”, exibido pela rede CTV. Naquele período, “Maria” marcava o retorno da banda às paradas de sucesso, depois de 17 anos sem lançar um novo álbum de estúdio. A canção alcançou o primeiro lugar no Reino Unido, tornando Blondie o primeiro grupo norte-americano a liderar as paradas britânicas em três décadas diferentes: 1970, 1980 e 1990. Ícone do rock e da new wave, Debbie Harry ajudou a redefinir a presença feminina na música, combinando a atitude irreverente do punk-rock com uma imagem marcada pelo glamour da alta moda e pela originalidade. Sua trajetória é parte fundamental da identidade da Blondie, banda que permanece aberta a novas ideias e sonoridades, como tem sido desde o início. Fundada em 1974, em Nova York, por Debbie Harry e Chris Stein, a Blondie iniciou sua discografia em 1976 e completa 52 anos de trajetória em 2026, integrando um grupo restrito de bandas pioneiras da new wave que continuam produzindo música mais de meio século após sua criação, o grupo Blondie também se destaca pela versatilidade musical, incorporando elementos de punk-rock, pop-rock, disco, reggae, funk e hip-hop às suas composições. Entre seus contemporâneos norte-americanos de maior longevidade estão o Devo, formado em 1973, e The B-52's, em 1976. Embora tenha interrompido suas atividades entre 1982 e 1997, a Blondie retomou sua carreira com sucesso, preservando sua identidade musical e conquistando novas gerações de admiradores. Bandas dos EUA e do Reino Unido com 50 anos ou mais desde a formação e ainda em atividade Banda País Formação Anos desde a formação Devo EUA 1973 53 Blondie EUA 1974 52 The B-52's EUA 1976 50 The Cure Reino Unido 1976 50 Essa longevidade ganha um novo capítulo com “High Noon”, o décimo segundo álbum de estúdio da banda, com lançamento anunciado para 26 de fevereiro de 2027. A primeira música do novo trabalho, “Spectral Eyes”, foi lançada em outubro de 2026, demonstrando que a Blondie continua levando alegria e diversão aos seus fãs mais antigos, privilegiados por poderem acompanhar sua trajetória musical há mais de cinco décadas. Transparência editorial: Este artigo contou com o auxílio do ChatGPT na pesquisa e na elaboração de propostas de texto. O editor participou ativamente do processo de elaboração, realizando sucessivas revisões, intervenções e criações textuais pontuais, além da checagem dos dados apresentados. Ao longo desse trabalho, foram efetuados ajustes, reduções e acréscimos ao texto, visando à clareza, à precisão e à melhor compreensão do conteúdo. Por fim, o editor realizou a revisão final e assume a responsabilidade pelo conteúdo publicado. Fontes: BLONDIE. No Exit (1999). Discografia oficial da banda. BLONDIE. High Noon. Anúncio oficial do novo álbum e do single “Spectral Eyes”. OFFICIAL CHARTS COMPANY. Maria, Blondie. Histórico do desempenho da música nas paradas britânicas. SPOTIFY. Blondie: biografia e apresentação oficial da banda. THE DINI PETTY SHOW. Blondie 1999 Interview. Arquivo oficial da entrevista com os integrantes da banda. THE DINI PETTY SHOW. Vídeo: Blondie - “Maria” (1999). Apresentação no The Dini Petty Show, em 4 de março de 1999. Arquivo oficial do programa. WATCH..... (@AMAZED6789), via X. Vídeo Blondie. “Maria” (1999).

  • Suíça: muito além dos alpes

    Em um dos países mais ricos do mundo, ainda existem desafios a superar? High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar A Suíça figura entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo, destacando-se pela prosperidade econômica, inovação tecnológica e elevada qualidade de vida. Entretanto, mesmo com suas conquistas, o país enfrenta desafios econômicos e sociais que demonstram que a riqueza e o desenvolvimento não eliminam todas as dificuldades de uma sociedade, especialmente quando deixamos os indicadores macroeconômicos e observamos a realidade cotidiana de seus cidadãos. Lungern, Suíça. Foto: René Lussi/Pexels. Informações geográficas e sistema de governo Localizada na Europa Central, a Suíça ocupa aproximadamente 41,3 mil quilômetros quadrados, área um pouco menor do que a área do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, que possui 43.750 km². Não possui saída para o mar e faz fronteira com Alemanha, França, Itália, Áustria e Liechtenstein. Sua geografia reúne os Alpes, o Planalto Suíço e o Jura. Em 2025, a estimativa apresentada era de uma população de 9.060.598 milhões de habitantes. O país possui quatro línguas nacionais: alemão (62%), francês (23%), italiano (8%) e romanche (0,5%), esta última é uma língua de origem latina falada principalmente no cantão dos Grisões. Berna é a sede do governo federal; Zurique destaca-se como centro financeiro; Genebra abriga organizações internacionais; Basileia concentra atividades farmacêuticas; e Lausanne é reconhecida por suas instituições de ensino e pesquisa. Desde 1848, a Suíça, oficialmente denominada "Confederação Suíça" é uma república federal de sistema diretorial, com elementos de uma democracia direta, no qual o Poder Executivo é exercido coletivamente por um Conselho Federal de sete integrantes, que compartilham a responsabilidade pelas decisões do governo. A Confederação Suiça é composta por 26 cantões, unidades político-administrativas semelhantes aos estados de uma federação. Embora o nome oficial preserve sua origem histórica como confederação, a organização política atual é federativa. O Conselho é composto por sete membros eleitos pelo Parlamento para mandatos de quatro anos. A cada ano, um de seus integrantes assume a presidência da Confederação, sem autoridade superior à dos demais. Cada conselheiro dirige um departamento da administração federal, equivalente, em termos gerais, a um ministério. A cada ano, um dos conselheiros assume a presidência da Confederação, com responsabilidades especificas, como presidir as reuniões e representar oficialmente o país. Entretanto, as decisões governamentais são discutidas e aprovadas pelo Conselho Federal, por consenso ou maioria, sem que o presidente tenha autoridade hierárquica superior à dos demais integrantes. O país também se destaca pela democracia direta, que permite aos cidadãos participar diretamente de decisões políticas por meio de iniciativas populares e referendos. Por meio da iniciativa popular, é possível propor alterações na Constituição, desde que sejam reunidas 100 mil assinaturas em até 18 meses. Já o referendo facultativo permite solicitar uma votação popular sobre determinadas leis aprovadas pelo Parlamento, mediante 50 mil assinaturas em até 100 dias. Existem também os referendos obrigatórios, utilizados, entre outras situações, para submeter alterações constitucionais à aprovação popular. Um exemplo expressivo ocorreu em março de 2024, quando os eleitores suíços aprovaram, com 58,25% dos votos, a concessão de uma 13ª parcela anual da aposentadoria pública, ampliando o benefício recebido pelos aposentados. A decisão demonstra como a população pode participar diretamente de escolhas que influenciam as políticas públicas e as condições de vida no país. Educação O ensino obrigatório dura, em geral, 11 anos, a partir dos quatro anos de idade. A maioria dos estudantes frequenta escolas públicas organizadas pelos cantões. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) 46% dos adultos suíços entre 25 e 64 anos possuem formação superior. Uma característica do sistema educacional é que, após o ensino obrigatório, aproximadamente dois terços dos jovens optam por cursos técnicos profissionalizantes, que geralmente combinam aulas teóricas com treinamento prático remunerado em empresas. Essa formação também permite a continuidade dos estudos e o posterior ingresso no ensino superior. Saúde Na área da saúde, a expectativa de vida chega a 84,3 anos, segundo a OCDE. O sistema exige que os residentes, ressalvadas as exceções legais, contratem um seguro básico obrigatório, com cobertura definida por lei. É possível escolher a seguradora e contratar coberturas complementares facultativas. Em relação aos custos individuais de seguros de saúde, em 2026, o prêmio médio mensal do seguro básico obrigatório de saúde para adultos a partir dos 26 anos foi de 465,30 francos suíços, aproximadamente 6,6% do salário bruto mediano nacional de 2024. Uma particularidade do sistema é que o valor do seguro básico não aumenta individualmente em função da idade após os 26 anos, embora varie conforme a região, a seguradora e a modalidade contratada. Já os seguros complementares facultativos podem apresentar valores mais elevados para pessoas idosas. Existem também subsídios para pessoas de menor renda. O seguro básico obrigatório cobre consultas médicas, exames, cirurgias, internações hospitalares, medicamentos previstos nas listas oficiais e tratamentos de saúde mental, além da assistência à maternidade e de determinados serviços preventivos. Embora a cobertura seja ampla e padronizada por lei, os segurados também participam de parte das despesas médicas, conforme as regras de franquia e coparticipação. Tratamentos odontológicos de rotina e serviços hospitalares diferenciados, por exemplo, geralmente não estão incluídos. Renovação demográfica O envelhecimento populacional representa um dos desafios da Suíça. Em 2025, pela primeira vez, o número de habitantes com 65 anos ou mais superou o de jovens com menos de 20 anos. Ao mesmo tempo, o crescimento vegetativo, que corresponde à diferença entre nascimentos e mortes, caiu de aproximadamente 22.900 pessoas em 2016 para 6.300 em 2025, uma redução de 72,5% no crescimento natural anual da população. Além disso, a média de 1,28 filho por mulher em 2025 ficou abaixo da média aproximada 2,1 necessários para a reposição das gerações, sem considerar a imigração. Esses indicadores evidenciam os desafios da renovação demográfica, com possíveis consequências para a disponibilidade de trabalhadores e a sustentabilidade da previdência social. Imigração A combinação de elevada expectativa de vida e baixa natalidade pressiona os sistemas de previdência e saúde e amplia a necessidade de renovação da força de trabalho. Nesse contexto, a imigração de profissionais contribui para atender às necessidades do mercado de trabalho e amenizar os efeitos do envelhecimento populacional. A Suíça, entretanto, adota critérios diferenciados para autorizar a entrada de trabalhadores estrangeiros: enquanto cidadãos da União Europeia e de países associados à livre circulação encontram maior facilidade de acesso, profissionais de outras nacionalidades estão sujeitos a exigências mais rigorosas, que incluem qualificação profissional, necessidades comprovadas do mercado de trabalho e limites anuais de autorização. Segurança pública Na segurança pública, a Suíça apresenta indicadores favoráveis em comparações internacionais. No ano de 2025, registrou aproximadamente 0,6 homicídio por 100 mil habitantes, índice de países com baixos níveis de violência, como Japão (0,23) e Alemanha (0,91), e muito inferior ao de países que enfrentam criminalidade violenta elevada, como México (24,86) e Jamaica (49,44). A segurança cotidiana também se destaca: em 2024, 88,2% dos entrevistados afirmaram sentir-se seguros ao caminhar sozinhos à noite, resultado semelhante ao da Noruega e da Dinamarca. Segurança patrimonial Na segurança patrimonial, entretanto, a Suíça apresenta resultados menos favoráveis. No ano de 2024, foram registrados 514 arrombamentos por 100 mil habitantes, índice superior ao da Alemanha (357), da França (444) e de Portugal (147), mas inferior ao da Dinamarca (519), de Luxemburgo (568), da Suécia (601) e da Áustria (700), segundo o Eurostat. Entre os 31 países e territórios europeus avaliados, a Suíça apresentou a quinta maior taxa de arrombamentos registrados. Esses dados mostram que, embora a Suíça ofereça elevados níveis de segurança pessoal, a criminalidade patrimonial continua sendo um desafio relevante para o país. Infraestrutura de transportes A infraestrutura de transporte favorece a qualidade de vida. Ônibus, bondes e ferrovias funcionam de forma integrada e destacam-se pela pontualidade: No ano de 2025, a pontualidade dos transportes regionais suíços alcançou 90,26% nos ônibus e 95,37% nos trens, considerando pontuais os veículos que chegaram ao destino no horário previsto ou com tolerância de atraso inferior a três minutos, segundo o Escritório Federal de Transportes da Suíça. Qualidade de vida No ranking mundial de qualidade de vida de 2024, elaborado pela consultoria Mercer, Zurique conquistou o primeiro lugar entre mais de 450 cidades avaliadas em todo o mundo, enquanto Genebra ficou em terceiro lugar. Outras duas cidades suíças também se destacaram: Berna, na nona posição, e Basileia, na décima. O estudo considera fatores como segurança, saúde, educação, transporte e habitação, especialmente para avaliar as condições de vida de profissionais transferidos para trabalhar em outros países. Vídeo | Conheça Zurique | YouTube¹ O documentário Living in Zurich | Why So Many People Want to Live Here, produzido pelo canal Atlas Planet, apresenta a cidade de Zurique e propõe uma reflexão sobre os fatores que a tornam um lugar atraente para viver. Proteção ao trabalhador A proteção ao trabalhador inclui o seguro-desemprego, correspondente, em regra, a 70% da remuneração anterior, calculada com base nos últimos meses de trabalho, podendo chegar a 80% em condições específicas. O benefício é concedido geralmente por até dois anos, conforme os direitos de cada trabalhador, sem representar direito automático a 24 meses completos. A quantidade efetiva de pagamentos, depende, entre outros fatores, do tempo de contribuição, da idade e da situação pessoal. Os centros regionais de emprego oferecem orientação, acompanhamento, indicação de vagas compatíveis e programas de capacitação, com o objetivo de facilitar a reinserção profissional. O seguro-desemprego, cujos pagamentos são limitados conforme os direitos de cada trabalhador, geralmente dentro de um período de referência de até dois anos, não se destina a estimular a acomodação, mas a proporcionar proteção financeira temporária enquanto o beneficiário procura uma nova ocupação. O beneficiário deve procurar emprego ativamente, comprovar suas candidaturas, comparecer às orientações dos centros regionais de emprego e participar de medidas de reinserção profissional quando exigidas. Portanto, o recebimento do benefício está associado a responsabilidades concretas do trabalhador. Economia Moeda A Suíça não integra a União Europeia nem a zona do euro. Sua moeda nacional é o franco suíço (CHF), considerado uma das moedas mais sólidas e estáveis do mundo. Reconhecido internacionalmente como uma moeda de refúgio em períodos de instabilidade econômica, o franco se destaca pela preservação de seu valor ao longo do tempo, favorecida pela estabilidade das instituições suíças e pelos baixos índices históricos de inflação. Em outubro de 2026, um franco suíço equivalia a aproximadamente US$ 1,20. PIB Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) suíço alcançou aproximadamente US$ 1,04 trilhão, equivalente a um PIB per capita nominal de US$ 114,8 mil, segundo o Banco Mundial. Esse resultado colocou a Suíça na 3ª posição mundial entre os países mais ricos do mundo, considerando o PIB per capita nominal e os países com dados disponíveis para aquele ano. Empresas destacadas em setores da economia Serviços financeiros, seguros, comércio, turismo e indústria de alto valor agregado estão entre as principais atividades econômicas. A Suíça abriga empresas de projeção internacional em diversos setores: As farmacêuticas Roche e Novartis; as fabricantes de equipamentos médicos Straumann e Sonova; as empresas de máquinas e automação ABB e Bühler; e as produtoras de instrumentos de precisão Leica Geosystems e Mettler Toledo. Na indústria química, destacam-se empresas como Clariant, especializada em produtos químicos industriais; Sika, fabricante de adesivos, selantes e materiais para construção; e Givaudan, reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de fragrâncias e aromas. Na relojoaria, destacam-se marcas como Rolex, Omega, Longines e Swatch. Na engenharia e transporte vertical, há a multinacional suíça Schindler, especializada na fabricação, instalação, manutenção e modernização de elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes. A Logitech, conhecida por mouses, teclados, webcams e outros periféricos de computadores. O setor de alimentos também é relevante, representado internacionalmente por empresas como a Nestlé, pela Nespresso, com o seu sistema de máquinas e café em cásulas e pela tradicional indústria de chocolates, com a Lindt, Cailler e Toblerone. Destaca-se também a Victorinox, fabricante do mundialmente conhecido canivete suíço multifuncional, que também produz relógios e outros acessórios. Entre as empresas suíças mais recentes, destaca-se a On, fabricante de calçados e artigos esportivos fundada em Zurique, em 2010, que conquistou espaço internacional por suas tecnologias inovadoras. Em 2019, o ex-tenista suíço Roger Federer tornou-se investidor e coproprietário da empresa, contribuindo também para o desenvolvimento de produtos. Em 2025, a On alcançou um faturamento superior a 3 bilhões de francos suíços, consolidando sua expansão no mercado esportivo mundial. Exportações e balança comercial Em 2025, as exportações de mercadorias, segundo a série oficial de comércio exterior utilizada para acompanhar a atividade econômica, alcançaram 287 bilhões de francos suíços, ante importações de 232,7 bilhões. A diferença resultou em um superávit comercial de 54,3 bilhões de francos suíços. Os produtos químicos e farmacêuticos tiveram papel decisivo nesse resultado, destacando-se entre os principais segmentos de exportação do país. Carga horária de trabalho e salários Na Suíça, a jornada integral de trabalho geralmente varia entre 40 e 44 horas semanais. A legislação estabelece limites máximos de jornada de 45 horas para trabalhadores industriais, administrativos e técnicos e de 50 horas para outras categorias, como determinadas atividades do comércio, da hotelaria e da construção civil. Os salários também estão entre os mais altos do mundo, embora as despesas sejam elevadas. Em 2024, o salário bruto mediano mensal para uma jornada integral foi de 7.024 francos suíços. A Suíça não possui salário mínimo nacional; alguns cantões estabelecem seus próprios pisos. O custo de vida A Suíça também figura entre os países mais caros do mundo para viver. Segundo o Eurostat, em 2025, os preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias suíças estavam aproximadamente 71% acima da média da União Europeia, colocando o país na segunda posição entre 36 países europeus avaliados, atrás apenas da Islândia. Entre os fatores que explicam esse elevado custo de vida estão os altos salários, que também encarecem serviços que dependem diretamente da mão de obra, como restaurantes, construção e reformas de imóveis, serviços domésticos, salões de beleza e manutenção residencial. Os custos de habitação, as características do mercado interno e as restrições à concorrência e à importação de determinados produtos também contribuem para os preços elevados. No cotidiano, moradia, alimentação, saúde e serviços representam despesas importantes no orçamento das famílias. O seguro-saúde obrigatório, por exemplo, exige pagamentos mensais e participação em determinados custos médicos, enquanto a oferta limitada de imóveis pressiona os aluguéis nas regiões mais procuradas. Assim, embora os salários suíços estejam entre os mais elevados do mundo, o rendimento disponível para cada cidadão depende não apenas de quanto recebe, mas também das despesas necessárias para manter seu padrão de vida. Turismo Entre os principais destinos turísticos estão os Alpes, os lagos e as cidades históricas. Zurique, com seu centro histórico, museus e o Lago de Zurique; Zermatt, aos pés do Matterhorn; Interlaken, cercada por lagos e montanhas; Lucerna, conhecida por sua arquitetura histórica; e a região de Jungfrau, com suas paisagens alpinas. Os trens panorâmicos Glacier Express e Bernina Express também oferecem viagens por vales, pontes e montanhas de extraordinária beleza. Em 2025, a rede hoteleira suíça registrou 43,9 milhões de pernoites. Centro histórico de Zurique, Suíça, com destaque para a igreja Grossmünster e o rio Limmat. Foto: Adrien Olichon/Pexels. Apesar da projeção internacional de suas atrações, a economia suíça não depende principalmente do turismo. Em 2024, o setor respondeu diretamente por 2,9% do valor agregado bruto da economia, segundo o Escritório Federal de Estatística da Suíça. Sua contribuição é maior quando também são considerados os efeitos indiretos sobre outras atividades econômicas. Dívida pública De acordo com estimativas divulgadas em agosto de 2026 pela Administração Federal de Finanças, a dívida bruta do conjunto do setor público suíço - Confederação, cantões, municípios e seguridade social - correspondeu a 40,7% do PIB em 2025. A mesma divulgação estimou um superávit de financiamento de aproximadamente 4 bilhões de francos para aquele ano. Para controlar o endividamento público, a Suíça adota, desde 2003, o mecanismo conhecido como “freio da dívida”, que estabelece limites para os gastos do governo federal de acordo com suas receitas e a situação econômica do país. A medida busca evitar o crescimento excessivo da dívida pública, admitindo despesas extraordinárias apenas em situações excepcionais, mediante regras específicas de autorização e controle. O mercado imobiliário A moradia é um dos principais desafios cotidianos, sobretudo nas regiões de Zurique e Genebra, onde a demanda pressiona os aluguéis. Em junho de 2026, apenas 0,93% dos imóveis residenciais estavam vagos no levantamento nacional - menos de um em cada cem - o que indica uma oferta restrita. Comprar um imóvel também costuma exigir recursos elevados, e as condições de financiamento e os preços variam bastante conforme a região. Assim, salários elevados não significam necessariamente facilidade para encontrar habitação adequada a um custo acessível. Carga tributária Segundo a publicação Revenue Statistics 2025, da OCDE, a arrecadação tributária suíça correspondeu a 27,2% do PIB em 2024, abaixo da média de 34,1% da organização. Esse indicador reúne tributos e contribuições classificados segundo a metodologia da OCDE; não corresponde à alíquota individual paga por cada morador. A tributação é distribuída entre a Confederação, os cantões e os municípios, com diferenças regionais. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) tem alíquota normal de 8,1%, reduzida para 2,6% em determinados produtos, entre eles diversos alimentos e medicamentos, e especial de 3,8% para serviços de hospedagem. Um aspecto relevante na avaliação da carga tributária é a qualidade dos serviços oferecidos pelo Estado em contrapartida aos tributos arrecadados. Nesse sentido, uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada em 2025, revelou que 82% dos usuários suíços estavam satisfeitos com os serviços administrativos públicos utilizados, resultado significativamente superior à média de aproximadamente 68% dos países pesquisados pela organização. Esse elevado índice de satisfação demonstra uma avaliação favorável dos serviços prestados pela administração pública suíça e constitui um importante indicador da capacidade do Estado de atender às necessidades dos cidadãos. Tecnologias e exportações A Suíça se destaca em setores nos quais conhecimento científico e precisão industrial são essenciais: farmacêutica e biotecnologia, tecnologias médicas, engenharia de precisão, automação, robótica e inteligência artificial. A combinação entre pesquisa universitária, formação profissional e empresas com presença internacional favorece a transformação do conhecimento em produtos e serviços. Pesquisa científica e tecnológica A pesquisa científica e tecnológica ocupa posição estratégica no desenvolvimento suíço. Em 2023, o país investiu 25,9 bilhões de francos suíços em pesquisa e desenvolvimento, equivalentes a aproximadamente 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual superior à média de 2,7% dos países da OCDE. Desse investimento, 69% foram realizados por empresas privadas e 28% por instituições de ensino superior, demonstrando a participação expressiva do setor produtivo na geração de conhecimento e no desenvolvimento de novas tecnologias. Entre os principais centros de pesquisa estão a Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zurich) e a Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), reconhecidas internacionalmente por suas atividades científicas e tecnológicas. As pesquisas suíças abrangem áreas como medicina, biotecnologia, inteligência artificial, robótica, engenharia de precisão e novos materiais. Na ETH Zurich, por exemplo, pesquisadores desenvolveram microrrobôs experimentais capazes de transportar medicamentos pelo interior dos vasos sanguíneos até regiões específicas do organismo, com potencial para futuras aplicações médicas. A EPFL também desenvolve pesquisas avançadas em robótica médica, sistemas autônomos e tecnologias voltadas à reabilitação. A Suíça participa ainda de grandes projetos científicos internacionais, como os realizados pelo CERN, centro europeu de pesquisa em física de partículas localizado na região de Genebra, na fronteira com a França, do qual o país é membro fundador. A competitividade externa aparece especialmente nas exportações de produtos químicos e farmacêuticos, além de equipamentos especializados e instrumentos de precisão. Em diferentes rankings internacionais, a Suíça figura entre as economias com melhor desempenho em inovação, embora as classificações variem conforme os critérios adotados. Seus resultados refletem especialização, continuidade dos investimentos e capacidade de cooperação entre pesquisa e indústria. High-Tech Society – Análise Muito além de suas paisagens extraordinárias, a Suíça demonstra como educação, pesquisa, inovação tecnológica e organização institucional podem contribuir para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida. Sua política de assistência temporária ao desempregado, acompanhada de orientação e apoio à recolocação profissional, exemplifica a combinação entre proteção social e incentivo à autonomia dos trabalhadores. Entretanto, mesmo com seus elevados padrões de desenvolvimento, o país enfrenta desafios como o alto custo de vida, as dificuldades de acesso à moradia e as despesas com saúde. Soma-se a esses problemas o envelhecimento da população, associado à elevada expectativa de vida e à baixa natalidade, que aumenta a pressão sobre a previdência, os serviços de saúde e a disponibilidade de trabalhadores. Esses desafios demonstram que prosperidade econômica e desenvolvimento tecnológico não eliminam a necessidade de aperfeiçoamento permanente das políticas públicas. A atração de profissionais estrangeiros qualificados contribui para suprir parte das necessidades do mercado de trabalho e amenizar os efeitos do envelhecimento populacional. Preservar as conquistas alcançadas e encontrar soluções para esses desafios será fundamental para que a Suíça mantenha seus elevados padrões de desenvolvimento e bem-estar social. A principal lição da experiência suíça está na capacidade de preservar elevados níveis de prosperidade econômica e, ao mesmo tempo, aperfeiçoar continuamente as condições de vida de cada um de seus cidadãos, por meio de instituições estáveis, políticas públicas consistentes e investimentos contínuos em educação, ciência e capacidade produtiva. Embora enfrente desafios pontuais, a Suíça reúne condições favoráveis para superá-los. A preservação de suas conquistas, aliada à capacidade de aperfeiçoar suas políticas públicas diante de novos desafios que se apresentem, será fundamental para assegurar a continuidade de seu desenvolvimento e a prosperidade das futuras gerações. Transparência editorial: Este artigo contou com o auxílio do ChatGPT na pesquisa e na elaboração de propostas de texto. O autor participou ativamente do processo de elaboração, realizando sucessivas revisões, intervenções e criações textuais pontuais, além da checagem dos dados apresentados. Ao longo desse trabalho, foram efetuados ajustes, reduções e acréscimos ao texto, visando à clareza, à precisão e à melhor compreensão do conteúdo. Por fim, o autor realizou a revisão final e assume a responsabilidade pelo conteúdo publicado. Nota: ¹ Para apresentação de legendas em sua língua nativa nos vídeos do YouTube, clique em configurações, inglês, clique novamente em inglês e em seguida clique em traduzir automaticamente. A seguir acione a barra de rolagem até encontrar e clicar na sua língua nativa. Fontes: BANCO MUNDIAL. World Development Indicators: GDP per capita (current US$) – Switzerland. 2025. CONFEDERAÇÃO SUÍÇA: Social security. Portal About Switzerland. Voting rights in Switzerland. DEPARTAMENTO FEDERAL DE FINANÇAS DA SUÍÇA (FDF). Debt brake. 2024. ÉCOLE POLYTECHNIQUE FÉDÉRALE DE LAUSANNE (EPFL). Robotics. ESCRITÓRIO FEDERAL DE ADUANAS E SEGURANÇA FRONTEIRIÇA DA SUÍÇA (FOCBS). 2025: Exports hit a new record, driven by chemicals and pharmaceuticals. 2026. ESCRITÓRIO FEDERAL DE ESTATÍSTICA DA SUÍÇA (FSO): Around three times more thefts than digital offences recorded in the Police Crime Statistics. 2026. Dwelling vacancy rate falls below 1% in 2026. 2026. Enquête suisse sur la structure des salaires (ESS) 2024 : premiers résultats. 2025. Overnight stays in Swiss hotel sector approach 44 millions overnight stays in 2025. 2026. Research and development in Switzerland 2023. Neuchâtel: FSO, 2025. Volksinitiative «Für ein besseres Leben im Alter (Initiative für eine 13. AHV-Rente)». Resultado da votação popular de 3 mar. 2024. ESCRITÓRIO FEDERAL DE SAÚDE PÚBLICA DA SUÍÇA (FOPH). Health insurance. Informações sobre o seguro básico obrigatório, coberturas e regulamentação. Health insurance for people resident in Switzerland. ESCRITÓRIO FEDERAL DE TRANSPORTES DA SUÍÇA (FOT). Transports publics régionaux : ponctualité et propreté en hausse en 2025. 2026. ETH ZURICH. Microrobots finding their way. Zurique: ETH Zurich, 2025. EUROSTAT. Price level indices. Base de dados tec00120. Dados referentes a 2025. MERCER. Quality of Living. 2024. ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE): Education at a Glance 2026: Switzerland. Paris: OECD Publishing, 2026. OECD Survey on Drivers of Trust in Public Institutions 2026 Results: Switzerland. Paris: OECD Publishing, 2026. Pesquisa realizada em 2025. Revenue Statistics 2025: Tax revenue trends 1965–2024. Paris: OECD Publishing, 2025. Switzerland: OECD Tourism Trends and Policies 2026. Paris: OECD Publishing, 2026. SECRETARIA DE ESTADO PARA ASSUNTOS ECONÔMICOS DA SUÍÇA (SECO). FAQs on unemployment benefit. SECRETARIA DE ESTADO PARA EDUCAÇÃO, PESQUISA E INOVAÇÃO DA SUÍÇA (SERI). CERN – European Laboratory for Particle Physics. SECRETARIA DE ESTADO PARA MIGRAÇÃO DA SUÍÇA (SEM). Basis for admission to the Swiss employment market. SUÍÇA. Federal Constitution of the Swiss Confederation. Berna: Confederação Suíça, 1999, com alterações posteriores. Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Suíça: muito além dos Alpes. Em um dos países mais ricos do mundo, ainda existem desafios a superar? High-Tech Society, 14 out. 2026. Disponível em:

  • Longevidade e qualidade de vida

    No Dia Internacional das Pessoas Idosas, uma reflexão sobre como a humanidade conquistou décadas adicionais de vida e o desafio de viver esses anos com saúde, autonomia e bem-estar. High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar Em 1º de outubro é celebrado o Dia Internacional das Pessoas Idosas, uma mobilização mundial dedicada a chamar a atenção para o envelhecimento da população, a valorização das pessoas idosas e a importância de promover condições para uma vida mais longa, saudável e com qualidade. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 14 de dezembro de 1990, por meio da Resolução 45/106, e celebrada pela primeira vez em 1991. Sua criação integrou um movimento internacional de atenção ao crescimento da população idosa e aos desafios relacionados à saúde, à autonomia, à participação social e à qualidade de vida ao longo do envelhecimento. A iniciativa ganhou relevância à medida que o envelhecimento da população passou a transformar diferentes aspectos da vida em sociedade. Viver mais amplia as possibilidades de convivência entre gerações e de participação das pessoas idosas na família, no trabalho e na comunidade, mas também traz novos desafios relacionados à saúde, autonomia, renda, cuidados e qualidade de vida. Em 2026, o tema escolhido para a data é “A era da longevidade: repensando sistemas para vidas mais longas”. A proposta reflete uma transformação que ultrapassa governos e instituições: a humanidade está vivendo mais, e compreender como conquistamos esses anos adicionais - e como podemos vivê-los melhor - tornou-se uma questão de interesse para toda a sociedade. A escolha não poderia ser mais atual. A humanidade nunca viveu tanto. Expectativa de vida ao longo dos séculos Viver até idades avançadas não é uma possibilidade exclusiva do mundo moderno. Há registros, desde a Antiguidade, de pessoas que chegaram aos 60, 70 anos ou mais. Isso, entretanto, não significa que alcançar essas idades fosse tão comum quanto atualmente. Durante grande parte da história, o risco de morrer era elevado em praticamente todas as fases da vida. A mortalidade de bebês e crianças exercia enorme influência sobre a baixa expectativa de vida, mas não era a única explicação. Jovens e adultos também estavam muito mais expostos a doenças infecciosas, epidemias, complicações do parto, ferimentos, guerras, períodos de escassez de alimentos e enfermidades para as quais não existiam prevenção ou tratamentos eficazes. Nem mesmo riqueza e posição social garantiam proteção. Reis, nobres e integrantes das elites também morriam frequentemente ainda jovens, porque muitos dos recursos médicos hoje considerados básicos simplesmente não existiam. Por isso, a grande transformação da longevidade moderna não pode ser resumida à redução da mortalidade infantil. As chances de sobrevivência aumentaram progressivamente em diferentes etapas da vida. Mais crianças passaram a chegar à idade adulta, mais adultos à velhice e mais idosos passaram a alcançar idades ainda mais avançadas. A diferença fundamental não é que no passado ninguém envelhecia. É que chegar à velhice era muito menos frequente e muito mais incerto do que é hoje. Os dados históricos mostram que a expectativa de vida permaneceu baixa durante grande parte da trajetória humana e só aumentou de forma mais acelerada nos últimos dois séculos. Nos períodos mais antigos, os números são estimativas baseadas em estudos arqueológicos e registros de populações específicas; nas épocas mais recentes, passam a refletir séries demográficas cada vez mais abrangentes. Período Expectativa de vida ao nascer Observação Pré-história — populações do Levante¹, c.² 10.500–5.500 a.C. cerca de 25 anos Estimativas obtidas a partir de restos humanos e modelos demográficos Antiguidade greco-romana aproximadamente 20–30 anos Estimativas reconstruídas por pesquisadores a partir de censos, registros históricos, inscrições e outras fontes antigas, com variações entre regiões e períodos Idade Média frequentemente 20–35 anos Estimativas reconstruídas a partir de registros paroquiais, fiscais e outras fontes históricas, com variações entre regiões e períodos. Séculos XVI–XVIII aproximadamente 25–40 anos, conforme região e época Estimativas baseadas em registros paroquiais, censos e séries históricas de mortalidade, com fortes diferenças entre países e períodos. 1800 menos de 30 anos, média mundial Início das estimativas mundiais de longo prazo reconstruídas a partir de registros históricos e demográficos; nenhum país ultrapassava 40 anos de expectativa de vida. 1900 cerca de 32 anos, média mundial Início da grande aceleração da longevidade no século XX, favorecida pela expansão do saneamento, vacinação, melhoria da alimentação e avanços da medicina. 1950 cerca de 46 anos, média mundial A expectativa de vida crescia rapidamente, mas ainda havia grandes desigualdades entre países, refletindo diferenças em saneamento, vacinação, alimentação, renda e acesso à assistência médica. 2000 cerca de 67 anos, média mundial Avanço da longevidade disseminado pela maior parte do mundo, com ampla expansão de recursos sanitários e médicos. 2023 cerca de 73 anos, média mundial A expectativa de vida mundial alcançou cerca de 73 anos; dado consolidado em séries internacionais da ONU e do Our World in Data. 2024 cerca de 73 anos estimativa da ONU produzida na revisão de 2024, ainda com aquele ano em curso 2025 cerca de 74 anos Projeção demográfica da ONU; o UNFPA informa 71 anos para homens e 76 anos para mulheres. Na base WPP 2024, são projeções, porque estavam no futuro quando a revisão foi elaborada. 2026 cerca de 74 anos Projeção da ONU baseada no cenário demográfico médio; não deve ser apresentada como dado já observado. Por que a expectativa de vida aumentou tanto? Não existe uma única descoberta responsável pelo aumento da longevidade. A transformação começou pela combinação de mudanças que hoje podem parecer elementares, mas tiveram enorme impacto sobre a sobrevivência humana: água potável, saneamento, melhores condições de higiene, maior disponibilidade de alimentos e melhoria das condições de habitação e trabalho. Posteriormente, a vacinação passou a prevenir doenças infecciosas que provocavam milhões de mortes. Os antibióticos tornaram tratáveis infecções bacterianas que antes podiam ser fatais. A assistência à gestação e ao parto reduziu a mortalidade de mães e bebês. A medicina avançou no diagnóstico e tratamento de doenças, enquanto melhores condições econômicas e sociais ampliaram o acesso de parcelas crescentes da população a alimentação, educação e cuidados de saúde. Nenhum desses fatores, isoladamente, explica o ganho de décadas de vida. A longevidade atual é resultado de uma construção histórica que reuniu saúde pública, ciência, medicina, tecnologia e melhoria das condições de vida. A medicina passou a enxergar o que antes não enxergava Uma parte importante desse avanço ocorreu porque a medicina adquiriu capacidade de identificar alterações no organismo muito antes de suas consequências finais. A hipertensão arterial é um bom exemplo. Uma pessoa pode apresentar pressão elevada durante anos sem perceber sintomas importantes. Hoje, uma simples medição permite identificar a alteração, e diferentes classes de medicamentos podem ajudar a controlá-la, reduzindo o risco de complicações como acidente vascular cerebral, infarto e insuficiência cardíaca. Algo semelhante ocorreu com o colesterol e o diabetes. Exames laboratoriais conseguem revelar alterações que não seriam perceptíveis apenas pela observação do paciente. Medicamentos passaram a controlar fatores de risco e doenças crônicas durante anos ou décadas. Ao mesmo tempo, a medicina aprendeu literalmente a enxergar o interior do corpo humano. A radiografia abriu esse caminho ainda no final do século XIX. Depois vieram ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e métodos cada vez mais sofisticados de diagnóstico por imagem. Alterações internas que antes somente poderiam ser descobertas em estágio avançado - ou após a morte - passaram a ser identificadas em pessoas vivas e, em muitos casos, antes de provocarem danos irreversíveis. A cardiologia desenvolveu eletrocardiogramas, ecocardiogramas, cateterismos, angioplastias, stents, marca-passos e outros recursos capazes de diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares. O tratamento do câncer também passou por sucessivas transformações. Métodos de rastreamento e diagnóstico por imagem, exames laboratoriais, biópsias, cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, mais recentemente, terapias-alvo e imunoterapias ampliaram as possibilidades de detectar e tratar diferentes tumores. A cirurgia também passou por uma transformação profunda. Anestesia mais segura, controle de infecções, transfusões de sangue, unidades de terapia intensiva, técnicas de imagem, procedimentos minimamente invasivos e, mais recentemente, cirurgias assistidas por sistemas robóticos ampliaram a precisão das intervenções, reduziram riscos e permitiram tratar condições que antes seriam consideradas inoperáveis ou envolveriam procedimentos muito mais agressivos. A medicina moderna passou, assim, de uma atuação frequentemente limitada diante da doença já instalada para uma capacidade crescente de prevenir, detectar precocemente, controlar doenças crônicas e intervir antes que determinadas alterações levem à incapacidade ou à morte. O paradoxo da vida moderna Esse enorme aumento da longevidade pode parecer contraditório. Milhões de pessoas vivem atualmente em grandes centros urbanos, expostas à poluição e ao estresse. O sedentarismo tornou-se frequente. Alimentos ultraprocessados3 ocupam espaço importante na alimentação de muitas populações. Obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e outras enfermidades crônicas representam grandes desafios para a saúde pública. Como, então, continuamos vivendo muito mais? Porque os riscos da vida contemporânea coexistem com avanços sanitários, médicos, tecnológicos e socioeconômicos capazes de evitar inúmeras mortes que antes ocorriam precocemente. Uma infecção bacteriana que poderia matar uma pessoa jovem no século XIX pode atualmente ser tratada com antibióticos. A água que anteriormente transmitia doenças pode ser tratada. Diversas infecções podem ser prevenidas por vacinação. Uma pessoa com hipertensão pode descobrir a alteração antes de sofrer um acidente vascular cerebral. Um tumor pode ser identificado quando ainda existem melhores possibilidades de tratamento. Os problemas da vida moderna, portanto, não deixam de ser importantes. Ao contrário: à medida que muitas causas de morte precoce foram controladas, doenças crônicas e fatores relacionados ao estilo de vida passaram a exercer influência crescente sobre a saúde e sobre a qualidade dos anos adicionais conquistados. Viver mais não significa necessariamente viver bem O aumento da longevidade representa uma importante conquista, mas o número de anos vividos, por si só, não informa em que condições esses anos transcorrem. Uma pessoa pode viver mais e, ao mesmo tempo, passar parte desse período convivendo com doenças crônicas, limitações funcionais ou perda de autonomia. Por isso, é importante distinguir expectativa de vida de expectativa de vida saudável. A primeira indica, de maneira geral, quantos anos uma população pode esperar viver sob determinadas condições de mortalidade. A segunda procura estimar durante quantos desses anos as pessoas vivem em boas condições de saúde e sem limitações importantes. A diferença entre esses dois conceitos ajuda a mostrar como o desafio da longevidade também se transformou ao longo do tempo. Depois de uma extraordinária conquista histórica na redução das mortes precoces, o objetivo passou a ser também preservar por mais tempo a capacidade física e mental, a independência, a autonomia e a participação social. O que a ciência recomenda para envelhecer melhor? Não existe uma fórmula capaz de garantir que alguém chegará aos 90, 100 ou mais anos. A longevidade resulta de uma interação complexa entre genética, ambiente, condições socioeconômicas, acesso à saúde, hábitos de vida, doenças e acontecimentos individuais. Há, entretanto, comportamentos consistentemente associados a melhores condições de saúde ao longo da vida. Há amplo consenso na literatura médica e em diretrizes de saúde pública sobre a importância de uma alimentação saudável, atividade física regular e não fumar, o que pode reduzir riscos de doenças e favorecer um envelhecimento mais saudável. Uma alimentação equilibrada deve privilegiar variedade e equilíbrio nutricional, com presença de frutas, vegetais, leguminosas, cereais integrais e outras fontes adequadas de nutrientes, além da limitação do consumo excessivo de sal, açúcares livres e gorduras prejudiciais. Estudos e diretrizes de saúde pública convergem para a importância de manter atividade física regular também em idades mais avançadas. Para pessoas com 65 anos ou mais, recomenda-se, de maneira geral, 150 a 300 minutos por semana de atividade aeróbica de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de atividade física vigorosa4, além de exercícios de fortalecimento muscular. Atividades voltadas ao equilíbrio e à força também podem ajudar a preservar a capacidade funcional e reduzir o risco de quedas. As condições individuais de saúde, naturalmente, podem exigir adaptações e orientação profissional. Outro componente importante para o envelhecimento saudável é a manutenção das relações sociais. Em 2021, Kavita Chawla, Tafadzwa Patience Kunonga, Daniel Stow e colaboradores publicaram na PLOS ONE o estudo “Prevalence of loneliness amongst older people in high-income countries: A systematic review and meta-analysis” (“Prevalência da solidão entre pessoas idosas em países de alta renda: uma revisão sistemática e meta-análise”). A pesquisa reuniu 39 estudos com cerca de 120 mil pessoas idosas de 29 países de alta renda. A maior parte das pesquisas foi realizada na Europa, com participação também de populações de outras regiões. Os pesquisadores estimaram que 28,5% das pessoas idosas analisadas vivenciavam solidão. Os autores observaram ainda que essa proporção era menor nos países do norte da Europa do que nos países do sul e do leste europeu. Outro estudo, publicado em 2022 na revista International Psychogeriatrics por Yingying Su, Wenwang Rao, Muzi Li, Gabriel Caron, Carl D’Arcy e Xiangfei Meng, analisou especificamente o período da pandemia de COVID-19. Intitulado “Prevalence of loneliness and social isolation among older adults during the COVID-19 pandemic: A systematic review and meta-analysis” (“Prevalência de solidão e isolamento social entre pessoas idosas durante a pandemia de COVID-19: uma revisão sistemática e meta-análise”), o trabalho reuniu 30 estudos com 28.050 participantes de 15 países distribuídos por quatro continentes. As pesquisas incluíram países da Europa - Reino Unido, Alemanha, Espanha, Áustria, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Finlândia; da América do Norte - Estados Unidos e Canadá; da América do Sul - Brasil; e da Ásia - Japão, China, Coreia do Sul e Turquia. Durante a pandemia, os pesquisadores estimaram que 28,6% das pessoas idosas analisadas relataram solidão e 31,2% apresentavam isolamento social. Os próprios autores ressaltaram que as restrições de contato e distanciamento social impostas naquele período contribuíram para elevar esses índices. Solidão e isolamento social, contudo, não são a mesma coisa. Solidão refere-se à percepção subjetiva de falta de companhia ou conexão satisfatória, enquanto isolamento social está mais relacionado à escassez de contatos, vínculos ou interações sociais. Uma pessoa pode, portanto, ter poucos contatos sociais sem necessariamente sentir solidão, assim como pode sentir-se solitária mesmo convivendo com outras pessoas. Envelhecer de maneira saudável, portanto, envolve muito mais do que medicamentos e consultas médicas. Alimentação, movimento, sono, prevenção, acompanhamento da saúde e manutenção dos vínculos familiares, afetivos e sociais compõem um conjunto de fatores que pode influenciar a maneira como envelhecemos. Vídeo complementar5 — Dia Internacional das Pessoas Idosas: October 1st: International Day of Older Persons | Daily Dose of Days, publicado por Daily Dose of Days. O vídeo homenageia as pessoas idosas e aborda sua contribuição para a sociedade, além de questões como cuidados e inclusão social. Japão ultrapassa os 100 mil centenários Talvez nenhum exemplo atual represente tão claramente a era da longevidade quanto o Japão. Em setembro de 2026, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar japonês anunciou um marco histórico: pela primeira vez, o Japão ultrapassou 100 mil pessoas com 100 anos ou mais. São 107.677 centenários. A comparação histórica torna o número ainda mais expressivo. Em 1963, quando o governo japonês começou a registrar e homenagear sistematicamente seus cidadãos centenários, eram apenas 153. O total ultrapassou mil em 1981, 10 mil em 1998 e 50 mil em 2012. Agora superou 100 mil. Entre os 107.677 centenários registrados em 2026, 94.298 são mulheres e 13.379 são homens. As mulheres representam aproximadamente 87,6% desse grupo. O fenômeno não significa apenas que algumas pessoas excepcionalmente longevas chegaram a idades extremas. Ele ocorre em um país que há décadas figura entre aqueles com maior expectativa de vida do planeta. O que explica o Japão centenário? A primeira resposta importante talvez seja justamente esta: não existe um único segredo japonês da longevidade. E há um dado histórico particularmente revelador. O Japão nem sempre ocupou posição de destaque mundial nesse indicador. Na década de 1960, apresentava a menor expectativa de vida entre os países que atualmente compõem o G7. O país enfrentava, entre outros problemas, elevada mortalidade por doenças cerebrovasculares, especialmente acidentes vasculares cerebrais, além de altas taxas de câncer de estômago. Nas décadas seguintes, essa realidade mudou profundamente. O desenvolvimento econômico elevou as condições gerais de vida. A cobertura universal de saúde, implantada em 1961, ampliou o acesso da população aos serviços médicos. Campanhas de saúde pública, acompanhamento médico e crescente utilização de tecnologias diagnósticas e terapêuticas contribuíram para reduzir diferentes causas de mortalidade. A alimentação também parece fazer parte dessa história. O padrão alimentar japonês tradicionalmente inclui peixes, vegetais, soja e outros alimentos de origem vegetal. Ao longo das décadas, houve também mudanças importantes, incluindo maior diversidade alimentar e redução do consumo excessivo de sal, fator relacionado à hipertensão e ao risco de acidente vascular cerebral. A baixa prevalência de obesidade, historicamente observada no Japão em comparação com diversos outros países desenvolvidos, também é apontada como um dos fatores associados à elevada longevidade da população japonesa. Mas nenhum desses fatores explica sozinho os mais de 100 mil centenários. O Japão parece representar, sobretudo, o resultado acumulado de melhores condições materiais, saneamento, educação, alimentação, prevenção, assistência médica acessível, avanços tecnológicos e mudanças de comportamento ocorridas ao longo de várias décadas. Também é necessária cautela diante de explicações populares que atribuem a longevidade japonesa a um alimento específico, a uma prática isolada ou a algum suposto “segredo” cultural. A longevidade extrema é um fenômeno complexo, e associações observadas em populações longevas não significam que determinado hábito seja capaz de garantir que uma pessoa chegará aos 100 anos. Vídeo complementar5 — Okinawa e a longevidade: The Secrets To a Long Life – Okinawa, Japan, publicado pelo canal Science for everyone no YouTube. De 29 para mais de 73 anos Em pouco mais de dois séculos, a humanidade passou de uma realidade em que a expectativa média de vida mundial ficava abaixo dos 30 anos para outra em que supera os 73. Não foi o organismo humano que se transformou subitamente. Transformaram-se profundamente as condições em que nascemos, crescemos, nos alimentamos, trabalhamos, prevenimos doenças, recebemos diagnósticos, somos tratados e envelhecemos. Água tratada, saneamento, alimentação, vacinação, antibióticos, medicamentos, exames laboratoriais, diagnóstico por imagem, cirurgia, prevenção e sucessivos avanços científicos e tecnológicos ajudaram a evitar milhões de mortes precoces. Os 107.677 japoneses que chegaram ou ultrapassaram os 100 anos representam uma imagem especialmente expressiva dessa transformação. Em 1963, eram apenas 153. A conquista da longevidade, porém, traz consigo um novo desafio. Depois de acrescentar décadas à duração média da existência humana, é preciso buscar maneiras de fazer com que uma parcela cada vez maior desses anos seja vivida com saúde, autonomia, relações sociais e qualidade de vida. Mais do que perguntar qual é o segredo para chegar aos 100 anos, talvez a questão mais importante seja outra: Como transformar uma vida mais longa em uma vida também mais saudável? É justamente essa reflexão que ganha significado no Dia Internacional das Pessoas Idosas de 2026, quando o mundo se volta para uma realidade que há poucos séculos pareceria extraordinária: estamos entrando, de fato, na era da longevidade. Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Transparência editorial: O Editor definiu o tema deste artigo, orientou seu desenvolvimento e revisou o texto ao longo do processo, até a aprovação final. Contou com o auxílio do ChatGPT na pesquisa, na elaboração de propostas de texto e na criação da ilustração do artigo. Como autor, assume a responsabilidade pelo conteúdo publicado. Notas: ¹ Levante: região histórica do Mediterrâneo Oriental que compreende, de forma aproximada, áreas hoje correspondentes a Israel, Palestina, Líbano, Jordânia e partes da Síria. ² c.: abreviação do latim circa, que significa “cerca de” ou “aproximadamente”, utilizada para indicar que uma data histórica não é conhecida com exatidão. 3 Alimentos ultraprocessados: produtos formulados industrialmente, em geral com muitos ingredientes e aditivos, como conservantes, corantes, aromatizantes, emulsificantes e realçadores de sabor. Parte desses componentes e dos processos industriais também tem a função de aumentar a durabilidade, preservar características do produto e retardar sua deterioração, permitindo prazos de validade de vários meses ou, em alguns casos, superiores a um ano. Entre os exemplos estão refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, cereais matinais açucarados, macarrão instantâneo, nuggets, salsichas, hambúrgueres industrializados, sobremesas prontas, bebidas lácteas adoçadas, barras de cereal, sopas instantâneas, pizzas congeladas e diversos produtos prontos ou semiprontos para consumo. 4 Atividade física vigorosa: exercício que exige esforço intenso, acelera bastante a respiração e os batimentos cardíacos e torna difícil manter uma conversa contínua durante a prática. Exemplos incluem corrida, subir ladeiras em ritmo acelerado, pedalar em alta intensidade, nadar em ritmo forte e praticar esportes competitivos, dependendo da condição física da pessoa. 5 Para apresentação de legendas em sua língua nativa nos vídeos do YouTube, clique em configurações, inglês, clique novamente em inglês e em seguida clique em traduzir automaticamente. A seguir acione a barra de rolagem até encontrar e clicar na sua língua nativa. Fontes: ABE, Saho; ZHANG, Shu; TOMATA, Yasutake; TSUDUKI, Tsuyoshi; SUGAWARA, Yumi; TSUJI, Ichiro. Japanese diet and survival time: The Ohsaki Cohort 1994 study [Dieta japonesa e tempo de sobrevida: estudo Ohsaki Cohort 1994]. Clinical Nutrition, v. 39, n. 1, p. 298–303, 2020. CHAWLA, Kavita; KUNONGA, Tafadzwa Patience; STOW, Daniel; BARKER, Robert; CRAIG, Dawn; HANRATTY, Barbara. Prevalence of loneliness amongst older people in high-income countries: A systematic review and meta-analysis [Prevalência da solidão entre pessoas idosas em países de alta renda: uma revisão sistemática e meta-análise]. PLOS ONE, v. 16, n. 7, 2021. ESHED, Vered; GOPHER, Avi; GAGE, Timothy B.; HERSHKOVITZ, Israel. Has the transition to agriculture reshaped the demographic structure of prehistoric populations? New evidence from the Levant [A transição para a agricultura remodelou a estrutura demográfica das populações pré-históricas? Novas evidências do Levante]. American Journal of Physical Anthropology, v. 124, n. 4, p. 315–329, 2004. IKEDA, Nayu et al. What has made the population of Japan healthy? [O que tornou saudável a população do Japão?]. The Lancet, v. 378, n. 9796, 2011. IKEGAMI, Naoki et al. Japanese universal health coverage: evolution, achievements, and challenges [Cobertura universal de saúde japonesa: evolução, conquistas e desafios]. The Lancet, v. 378, n. 9796, p. 1106–1115, 2011. MINISTÉRIO DA SAÚDE, TRABALHO E BEM-ESTAR DO JAPÃO. 令和8年度百歳の高齢者へのお祝い状及び記念品の贈呈について [Sobre a entrega de cartas de congratulações e presentes comemorativos às pessoas que completam 100 anos no ano fiscal de 2026]. 15 set. 2026. Fonte oficial para o registro de 107.677 pessoas com 100 anos ou mais no Japão, sendo 94.298 mulheres e 13.379 homens. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. International Day of Older Persons [Dia Internacional das Pessoas Idosas]. Informações sobre a instituição do dia 1º de outubro pela Resolução 45/106 da Assembleia Geral das Nações Unidas e antecedentes da data. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Our World in Data. Life expectancy [Expectativa de vida]. Série histórica elaborada a partir de Riley (2005), Zijdeman et al. (2015), Human Mortality Database e World Population Prospects 2024, das Nações Unidas. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). WHO webinar on the UN International Day of Older Persons 2026: The Age of Longevity: Rethinking Systems for Longer Lives. 1 out. 2026. ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE). The Health and Economic Benefits of Tackling Non-Communicable Diseases: Japan [Benefícios econômicos e para a saúde do enfrentamento das doenças não transmissíveis: Japão]. Paris: OECD Publishing, 2026. SU, Yingying; RAO, Wenwang; LI, Muzi; CARON, Gabriel; D’ARCY, Carl; MENG, Xiangfei. Prevalence of loneliness and social isolation among older adults during the COVID-19 pandemic: A systematic review and meta-analysis [Prevalência de solidão e isolamento social entre pessoas idosas durante a pandemia de COVID-19: uma revisão sistemática e meta-análise]. International Psychogeriatrics, p. 229–241, 2022. RILEY, James C. Estimates of Regional and Global Life Expectancy, 1800–2001 [Estimativas da expectativa de vida regional e global, 1800–2001]. Population and Development Review, v. 31, p. 537–543, 2005 SHIROTA, Masayuki; WATANABE, Norikazu; SUZUKI, Masataka; KOBORI, Masuko. Japanese-Style Diet and Cardiovascular Disease Mortality: A Systematic Review and Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies [Dieta de estilo japonês e mortalidade por doenças cardiovasculares: revisão sistemática e meta-análise de estudos de coorte prospectivos]. Nutrients, v. 14, n. 10, art. 2008, 2022. Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Longevidade e qualidade de vida. High-Tech Society, 1 out. 2026. Disponível em: https://www.high-techsociety.com/post/longevidade-e-qualidade-de-vida.

  • Coração: o ritmo que sustenta a vida

    No Dia Mundial do Coração, conheça o extraordinário funcionamento do órgão que mantém o sangue em circulação e as escolhas cotidianas que ajudam a preservar a saúde cardiovascular. High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar Em 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração, uma mobilização internacional dedicada à conscientização sobre as doenças cardiovasculares, à importância de sua prevenção e à necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A campanha é conduzida pela Federação Mundial do Coração - World Heart Federation (WHF), organização internacional não governamental sediada em Genebra, na Suíça. A entidade reúne mais de 200 fundações do coração, sociedades científicas e organizações de pacientes em mais de 100 países. Imagem: Designed by Magnific Como surgiu o Dia Mundial do Coração A criação de uma data mundial dedicada ao coração foi idealizada pelo cardiologista catalão Antoni Bayés de Luna, presidente da Federação Mundial do Coração entre 1997 e 1999. Nascido em Vic, na Espanha, em 1936, Bayés de Luna é professor emérito de Cardiologia da Universidade Autônoma de Barcelona e uma referência internacional em eletrocardiografia, arritmias e morte súbita. Sua contribuição científica inclui os estudos que levaram à identificação da síndrome de Bayés¹. Em 2025, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Vic, em reconhecimento a uma trajetória profissional cuja influência ultrapassou as fronteiras da Espanha. A proposta do Dia Mundial do Coração nasceu da necessidade de alertar as pessoas sobre o avanço das doenças cardiovasculares e de transformar o conhecimento científico disponível em ações de prevenção compreensíveis e acessíveis. O primeiro Dia Mundial do Coração foi celebrado oficialmente em 2000, no mesmo período dos Jogos Olímpicos de Sydney, com o lema “Let it Beat” — “Deixe-o bater”, que destacava a importância da atividade física para a prevenção das doenças do coração e dos vasos sanguíneos. Nos primeiros anos, a comemoração ocorria no último domingo de setembro. A partir de 2011, passou a ter uma data fixa - 29 de setembro - facilitando a organização anual de campanhas simultâneas em diferentes regiões do mundo. Desde então, a data transformou-se em uma mobilização multilíngue que envolve instituições de saúde, associações científicas, organizações de pacientes, escolas, clubes esportivos, empresas, governos e comunidades. Seu propósito não é apenas lembrar a existência das doenças cardiovasculares, mas estimular cuidados individuais e ações públicas permanentes. A campanha de 2026 Em 2026, a Federação Mundial do Coração dá continuidade à campanha “Don’t Miss a Beat”, que pode ser compreendido como “não perca o ritmo", destacando a importância de reconhecer os sinais e sintomas da doença cardíaca vascular. A mensagem central deste ano é: “Heart disease can hide in plain sight: Don’t miss a beat.” Em português: “As doenças do coração podem estar presentes sem serem percebidas: não perca o ritmo (fique atento aos sinais). A campanha chama atenção para doenças e fatores de risco que podem evoluir silenciosamente. A hipertensão², por exemplo, frequentemente não apresenta sintomas evidentes, embora aumente o risco de infarto3, acidente vascular cerebral4 e outras complicações. A Federação também incentiva atitudes simples e constantes: caminhar mais, trocar períodos prolongados de inatividade por movimento, fazer escolhas alimentares mais saudáveis, conhecer os próprios indicadores de saúde e procurar avaliação profissional periodicamente. A mobilização é especialmente importante porque as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo, responsáveis por aproximadamente 20 milhões de mortes a cada ano. Mas, antes de compreender como protegê-lo, vale conhecer melhor o coração e descobrir como esse órgão extraordinário consegue manter o sangue circulando, sem interrupção, ao longo de toda a vida. Por que o sangue precisa circular? O coração é um órgão muscular cuja principal função é manter o sangue em circulação. Essa movimentação contínua é indispensável porque o sangue transporta o oxigênio captado nos pulmões e os nutrientes obtidos pela alimentação até as células de todo o organismo. No caminho de volta, recolhe dióxido de carbono e outras substâncias que precisam ser processadas ou eliminadas. O sangue também transporta hormônios, participa da defesa contra infecções, ajuda a controlar a temperatura corporal e leva elementos necessários à coagulação. Por isso, sua circulação não pode ser interrompida: cérebro, rins, músculos e todos os demais órgãos dependem desse fluxo permanente para continuar funcionando. O lado direito do coração recebe o sangue que retorna do corpo e o envia aos pulmões, onde ocorre a oxigenação. O lado esquerdo recebe dos pulmões o sangue rico em oxigênio e o impulsiona novamente para todo o organismo. A cada batimento, essas duas circulações trabalham de maneira coordenada. Quatro válvulas abrem e fecham em momentos determinados, direcionando o sangue e impedindo que ele retorne pelo caminho errado. Átrios e ventrículos5 contraem-se em uma sequência organizada e ritmada para receber e impulsionar o sangue. Como o coração bate sem uma bateria? O coração não possui uma bateria nem depende de uma tomada, mas conta com um extraordinário sistema elétrico natural. Em uma pequena região do átrio direito encontra-se o nó sinoatrial, formado por células especializadas capazes de produzir espontaneamente impulsos bioelétricos. Por essa razão, ele é conhecido como o marca-passo natural do coração. Esses impulsos surgem pela movimentação controlada de partículas eletricamente carregadas - especialmente sódio, potássio e cálcio - por meio das membranas das células cardíacas. O sinal percorre o coração em uma sequência organizada: primeiro estimula a contração dos átrios e, em seguida, a dos ventrículos, que impulsionam o sangue para os pulmões e para o restante do corpo. O cérebro e o sistema nervoso podem acelerar ou diminuir a frequência cardíaca conforme as necessidades do organismo, como durante o sono, uma caminhada ou a prática de um esporte. Contudo, eles não precisam ordenar individualmente cada batimento: o próprio coração possui a capacidade de iniciar seu ritmo. É importante distinguir o impulso elétrico da energia utilizada pelo músculo cardíaco. Produzido pelo nó sinoatrial, o impulso estabelece o ritmo dos batimentos e indica o momento em que os átrios e os ventrículos devem se contrair. Em termos simples, o impulso elétrico funciona como um comando, e não como a fonte de energia do movimento. Ao receber esse comando, milhões de células musculares cardíacas utilizam ATP6 para se contrair. Como essas células formam as paredes dos átrios e dos ventrículos, sua ação conjunta reduz o volume interno dessas câmaras e impulsiona o sangue. O ATP é produzido principalmente pelas mitocôndrias7, que utilizam o oxigênio e os nutrientes levados ao músculo cardíaco pelas artérias coronárias. Forma-se, assim, um ciclo admirável: o coração bombeia o sangue; a circulação coronariana leva oxigênio e nutrientes às suas células; essas células produzem o ATP necessário ao trabalho muscular; e essa energia permite que o coração continue se contraindo e mantendo o sangue em circulação. Portanto, o coração não necessita de uma bateria externa: ele produz o próprio ritmo elétrico e transforma continuamente a energia química dos nutrientes em força mecânica para bombear o sangue. Ciência e espiritualidade não precisam ocupar espaços opostos diante dessa realidade. Quanto mais se conhece a organização do coração - sua estrutura, seu sistema elétrico, sua fonte de energia e a coordenação de cada batimento - maior pode ser a admiração por sua profundidade e complexidade. Para quem reconhece a presença do Criador, esse funcionamento revela, em cada pulsação, a grandeza de uma obra que sustenta silenciosamente a vida. Quando o perigo não apresenta sinais evidentes O funcionamento contínuo do coração pode criar a impressão de que tudo está bem. Entretanto, alguns fatores que aumentam o risco cardiovascular podem permanecer por muito tempo sem sintomas claros. A pressão arterial elevada, as alterações da glicose⁹ no sangue e as alterações do colesterol⁸ podem evoluir sem causar sintomas perceptíveis. Quando há excesso de LDL, frequentemente chamado de colesterol ruim, partículas de colesterol podem se acumular nas paredes das artérias, provocando inflamação e contribuindo para a formação progressiva de placas. Esse processo, denominado aterosclerose, pode estreitar ou obstruir as artérias e dificultar a circulação do sangue. Com o tempo, esses fatores podem danificar, endurecer ou estreitar as artérias e, quando não são identificados e controlados, aumentam o risco de infarto, acidente vascular cerebral e outras complicações cardiovasculares. Essa realidade explica a mensagem da campanha de 2026: as doenças cardiovasculares podem estar presentes mesmo quando parecem invisíveis. A prevenção também depende, portanto, do conhecimento de indicadores como pressão arterial, glicemia e colesterol, com o devido acompanhamento médico por meio de avaliações periódicas. Movimentar o corpo também protege o coração A prática regular de atividade física ajuda a prevenir e controlar doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e excesso de peso. Também contribui para o bem-estar, a saúde mental e a qualidade de vida. Caminhar, correr, pedalar, nadar, dançar, praticar musculação, jogar tênis, futebol, voleibol e basquete são algumas possibilidades. Atividades simples incorporadas à rotina também contam: subir escadas, caminhar pequenas distâncias, levantar-se após longo período sentado e realizar tarefas que coloquem o corpo em movimento. A Organização Mundial da Saúde recomenda aos adultos pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortalecimento dos principais grupos musculares também devem ser realizadas em dois ou mais dias da semana. Esses números representam uma referência geral, não uma exigência para que uma pessoa sedentária comece imediatamente com grande intensidade. Algum movimento é melhor do que nenhum. O início pode ser gradual, respeitando idade, condicionamento e condições de saúde. Pessoas com doenças diagnosticadas ou limitações físicas devem procurar orientação profissional para praticar exercícios com segurança. Alimentação e escolhas que se repetem todos os dias A proteção do coração não depende de uma decisão isolada, mas de escolhas que se repetem ao longo do tempo. Uma alimentação equilibrada deve priorizar frutas, verduras, legumes, cereais integrais e alimentos pouco processados, com moderação no consumo de sal, açúcar e gorduras. Manter um peso adequado, não fumar e evitar o consumo prejudicial de bebidas alcoólicas também ajuda a reduzir o risco cardiovascular. O tabagismo danifica os vasos sanguíneos e aumenta significativamente o risco de doenças do coração e de acidente vascular cerebral. A exposição frequente à poluição atmosférica também é reconhecida como fator de risco cardiovascular. Além dos hábitos individuais, o cuidado depende de condições coletivas: acesso a espaços seguros para a prática de atividades físicas, alimentação saudável a preços acessíveis, acompanhamento médico, diagnóstico e tratamento. Por isso, a campanha mundial também estimula governos e instituições a desenvolverem políticas permanentes de saúde cardiovascular. Estresse, emoções e saúde cardiovascular Os fatores físicos e metabólicos, contudo, não são os únicos que merecem atenção. Embora situações passageiras de estresse façam parte da vida, o estresse intenso ou persistente mantém o organismo em estado de alerta e aumenta a liberação de hormônios como a adrenalina e o cortisol. Essa resposta pode acelerar os batimentos e elevar a pressão arterial. Quando se prolonga, também pode prejudicar o sono, a alimentação, a prática de atividades físicas e a continuidade do tratamento, além de favorecer comportamentos nocivos, como fumar ou consumir álcool em excesso. A saúde emocional e a saúde cardiovascular estão interligadas. Depressão, ansiedade, traumas, solidão e dificuldades familiares, profissionais ou financeiras podem interferir no autocuidado, na procura por assistência e na recuperação de pessoas com doenças cardíacas. Por isso, quando necessário, o acompanhamento integral pode incluir, além da avaliação médica, aspectos psicológicos, comportamentais e sociais, com a participação de psicólogos e outros profissionais de saúde, bem como o apoio da família e da comunidade. Não espere que o coração peça socorro O Dia Mundial do Coração não deve ser apenas uma lembrança anual. Seu principal propósito é estimular cuidados que possam ser mantidos durante todo o ano. Conhecer o funcionamento do coração ajuda a compreender por que protegê-lo significa cuidar de todo o organismo. Manter-se fisicamente ativo, alimentar-se de maneira equilibrada, não fumar e acompanhar indicadores como pressão arterial, colesterol e glicemia e cuidar da saúde mental são atitudes que contribuem para preservar a saúde cardiovascular e reduzir o risco de doenças, permitindo que o coração continue cumprindo, batimento após batimento, sua função vital de manter o sangue em circulação. O coração sustenta a circulação que mantém cada órgão em funcionamento. Reconhecer sua complexidade, cuidar de sua saúde e não ignorar possíveis sinais são formas de valorizar a vida e a extraordinária obra que a torna possível. Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Atenção: Este artigo tem finalidade apenas informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação médica. Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT na pesquisa, na organização das informações e em sugestões de redação e revisão. O Editor definiu a abordagem, orientou e analisou a pesquisa, participou diretamente da redação e da revisão do texto, decidiu as alterações, aprovou a versão final e assume a responsabilidade pelo conteúdo publicado. Notas: ¹ A síndrome de Bayés está relacionada a uma alteração na comunicação elétrica entre os átrios, as duas câmaras superiores do coração. Quando o impulso encontra dificuldade para passar de um átrio ao outro, as contrações podem perder parte de sua coordenação, favorecendo arritmias, especialmente a fibrilação atrial. Essa alteração pode ser identificada pelo eletrocardiograma. A síndrome recebeu esse nome em homenagem ao cardiologista Antoni Bayés de Luna, por suas contribuições ao estudo desse fenômeno. ² A hipertensão arterial ocorre quando a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias permanece elevada. Nessas condições, o coração precisa trabalhar com maior esforço para manter o sangue em circulação. Com o tempo, a pressão alta não controlada pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de infarto, acidente vascular cerebral e doenças renais. Como geralmente não apresenta sintomas, medir a pressão regularmente é a melhor forma de identificar o problema. 3 O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente por um coágulo que bloqueia uma artéria coronária. Sem receber sangue e oxigênio, as células dessa região começam a sofrer lesões e podem morrer. Pressão ou dor no peito, desconforto nos braços, nas costas, no pescoço ou na mandíbula, falta de ar, suor frio e náusea estão entre os possíveis sinais. Como os sintomas podem variar, qualquer suspeita de infarto exige atendimento médico imediato: quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor poderá ser o dano ao coração. 4 O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, ocorre quando um vaso que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe. Na obstrução, acontece o AVC isquêmico; no rompimento e sangramento, o AVC hemorrágico. Nos dois casos, células cerebrais podem ser rapidamente danificadas. Fraqueza ou formigamento repentino em um lado do corpo, sorriso assimétrico, dificuldade para falar ou compreender, alterações na visão ou no equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa são sinais de alerta. O AVC é uma emergência: quanto mais rápido o atendimento, maiores são as possibilidades de sobrevivência e recuperação. 5 Átrios e ventrículos: O coração possui quatro câmaras: dois átrios, localizados na parte superior, e dois ventrículos, situados na parte inferior. Os átrios recebem o sangue que chega ao coração: o direito recebe o sangue vindo do corpo, e o esquerdo, o sangue oxigenado proveniente dos pulmões. Em seguida, o sangue passa para os ventrículos. O ventrículo direito o envia aos pulmões, onde recebe oxigênio, enquanto o esquerdo o impulsiona para todo o organismo. 6 O ATP é uma substância que a própria célula produz e utiliza como fonte imediata de energia. O sangue leva oxigênio e nutrientes às células do coração e, dentro delas, as mitocôndrias utilizam esses elementos para produzir ATP. Em seguida, as células musculares consomem essa energia para se contrair e relaxar. Como o ATP é utilizado rapidamente, sua produção precisa ocorrer continuamente. 7 As mitocôndrias são pequenas estruturas existentes dentro das células. Elas utilizam o oxigênio e os nutrientes levados pelo sangue para produzir ATP, substância que a célula usa como fonte imediata de energia. As células musculares do coração possuem muitas mitocôndrias porque precisam produzir energia continuamente para manter os batimentos. 8 O colesterol é uma substância semelhante à gordura que o organismo necessita para formar células, hormônios e outras estruturas. Grande parte é produzida pelo próprio corpo, principalmente no fígado, e outra parte vem da alimentação. Para circular no sangue, o colesterol é transportado por partículas como o LDL e o HDL. Quando há excesso de LDL, o colesterol pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas que dificultam a passagem do sangue. O HDL ajuda a transportar o excesso de colesterol de volta ao fígado. Como o colesterol elevado geralmente não causa sintomas, seus níveis precisam ser verificados por exame de sangue. 9 A glicose é um açúcar simples e uma das principais fontes de energia do organismo. Ela é obtida principalmente dos alimentos. Durante a digestão, muitos carboidratos presentes em pães, massas, arroz, frutas e outros alimentos são transformados em glicose, que é transportada pelo sangue até as células. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, ajuda a glicose a sair do sangue e entrar nas células, onde pode ser utilizada como fonte de energia. A glicose não é prejudicial por si mesma, mas sua permanência em níveis elevados por longos períodos pode danificar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. Seus níveis podem ser avaliados por exames de sangue. Fontes: World Heart Federation: World Heart Day 2026 History of World Heart Day About WHF Organização Mundial da Saúde: Cardiovascular diseases Physical activity National Heart, Lung, and Blood Institute. How the heart beats American Heart Association. Electrical system of the heart Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Coração: o ritmo que sustenta a vida. No Dia Mundial do Coração, conheça o extraordinário funcionamento do órgão que mantém o sangue em circulação e as escolhas cotidianas que ajudam a preservar a saúde cardiovascular. High-TechSociety.com, 29 set. 2026. Disponível em: https://www.high-techsociety.com/post/cora%C3%A7%C3%A3o-a-for%C3%A7a-que-sustenta-a-vida.

  • Rybakina e Zverev: além dos títulos

    Um breve olhar sobre as trajetórias dos campeões do US Open 2026. High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar O US Open 2026 consagrou dois tenistas que representaram países diferentes, mas cujas histórias possuem uma origem geográfica comum. A cazaque Elena Rybakina nasceu, cresceu e iniciou sua formação esportiva em Moscou. O alemão Alexander Zverev nasceu em Hamburgo, mas é filho de dois tenistas russos, nascidos em Sochi e posteriormente radicados na capital russa. Elena Rybakina e Alexander Zverev. Fotos: Hameltion e Rick Munroe; edição e composição: NICHOLAS NEEDLEHAM/Wikimedia Commons. Licença: CC BY-SA 4.0 As duas trajetórias possuem, portanto, raízes ligadas à Rússia e à antiga União Soviética, mas seguiram caminhos distintos até os títulos conquistados em Nova York. Além da presença decisiva dos pais, os dois receberam apoio institucional ao longo de sua formação, embora em proporções e momentos diferentes. Zverev contou com ajuda financeira de instituições esportivas alemãs quando já avançava no circuito profissional; Rybakina recebeu do Cazaquistão um suporte mais amplo, que tornou possível sua passagem definitiva ao circuito internacional. No torneio masculino, o alemão Alexander Zverev, de 29 anos e 1,98 metro de altura, chegou ao US Open 2026 como número 2 do mundo, venceu o norte-americano Ben Shelton por 3 sets a 1 na final e permaneceu na segunda posição do ranking após o encerramento da competição. Na disputa feminina, Elena Rybakina, de 27 anos e 1,84 metro de altura, conquistou pela primeira vez o US Open ao derrotar a bielorrussa Aryna Sabalenka por 2 sets a 1. A tenista já havia assegurado matematicamente a liderança do ranking ao vencer sua partida pelas quartas de final do US Open. Portanto, não se tornou número 1 em decorrência do resultado da decisão, embora tenha encerrado a competição reunindo duas conquistas extraordinárias: o título em Nova York e a chegada ao topo do tênis mundial. Zverev: o diagnóstico que não interrompeu sua trajetória Alexander Zverev. Foto: JC, via Wikimedia Commons. Licença: CC BY-SA 2.0 Alexander Zverev tinha quatro anos de idade quando foi diagnosticado com diabetes tipo 1, condição crônica na qual o organismo deixa de produzir insulina em quantidade suficiente. Seu controle exige acompanhamento permanente da glicose e administração regular de insulina. Segundo o próprio tenista, os médicos disseram à família que a vida dele e suas possibilidades no esporte seriam muito limitadas. A mãe, Irina Zvereva, recusou-se a aceitar que o diagnóstico estabelecesse antecipadamente aquilo que o filho poderia ou não realizar. Ao recordar aquele momento depois do título do US Open 2026, Zverev contou que sua mãe afirmou que ele poderia ser aquilo que desejasse: se quisesse tornar-se tenista, seria tenista; se escolhesse outro caminho, também poderia segui-lo. A doença não definiria sua vida. Zverev dedicou à mãe, Irina, uma das passagens mais emocionantes de seu discurso como campeão, descrevendo-a como a pessoa mais importante em sua vida e em sua carreira no tênis, além de uma das mais fortes que conhece. O campeão continua administrando diariamente o diabetes, inclusive durante as competições. Em 2022, criou a Alexander Zverev Foundation, organização dedicada principalmente a apoiar crianças e jovens com a doença e a ampliar o acesso aos medicamentos e recursos necessários ao tratamento. Uma família de tenistas de alto nível Alexander Zverev é alemão de nascimento, mas possui origem familiar russa. Seus pais, Irina Zvereva e Alexandr Zverev, nasceram e cresceram em Sochi, cidade russa que sediou os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2014. Na época, a região integrava a União Soviética. Posteriormente, ambos se mudaram para Moscou, onde prosseguiram suas carreiras esportivas. Irina integrou a elite do tênis soviético e chegou à quarta posição do ranking feminino nacional. Também disputou o Moscow Open de 1990 e ficou conhecida pela qualidade do seu backhand de uma mão. Depois de deixar as competições, tornou-se treinadora e teve participação decisiva na formação técnica dos filhos. Alexandr Zverev também foi tenista profissional, representou a União Soviética na Copa Davis e disputou três chaves principais de Grand Slam entre 1985 e 1986. Em 1991, quando a União Soviética se aproximava do fim, o casal mudou-se para Hamburgo, depois que ambos receberam propostas para trabalhar como treinadores de tênis no Uhlenhorster Hockey-Club. Posteriormente, os dois se tornaram cidadãos alemães. O primeiro filho do casal, Mischa Zverev, nasceu em Moscou, em 1987, e cresceu na Alemanha. Alexander nasceu dez anos depois, em Hamburgo, em 1997. Mischa representou a Alemanha no circuito profissional; Alexander continua a representar o país e a conquistar títulos. Alexander começou a jogar tênis aos cinco anos de idade. A mãe orientou sua formação inicial e teve participação particularmente importante no desenvolvimento técnico de seus golpes. Posteriormente, o pai assumiu a função principal de treinador e permanece à frente de sua preparação. Mischa também construiu uma carreira profissional e chegou ao 25º lugar do ranking mundial em 2017. Depois de deixar o circuito em 2023, passou a auxiliar o irmão como treinador, parceiro de treinamento e integrante da equipe responsável pela gestão de sua carreira. Das competições juvenis aos primeiros grandes títulos Zverev foi número 1 mundial juvenil e conquistou o Australian Open juvenil em 2014. Estreou no circuito principal da ATP em 2013 e ganhou seu primeiro título em 2016. Em março de 2016, quando Zverev ocupava a 58ª posição mundial, a Federação Alemã de Tênis informou que, em conjunto com a Confederação Alemã de Esportes Olímpicos, destinava cerca de 60 mil euros por ano à sua preparação. Segundo a federação, as entidades custeavam a maior parte do salário de seu preparador físico. O investimento complementou a estrutura conduzida pela família, mas foi concedido quando Zverev já começava a se estabelecer no circuito profissional. A evolução foi rápida. Em 2017, conquistou seus primeiros títulos de Masters 1000, em Roma e Montreal. No ATP Finals 2018, derrotou Roger Federer na semifinal e Novak Djokovic na decisão, para vencer pela primeira vez o torneio que reúne os melhores jogadores da temporada. Apesar dos resultados expressivos, o sucesso nos torneios do Grand Slam demorou mais a chegar. A experiência mais dolorosa ocorreu no US Open 2020, quando Zverev abriu dois sets de vantagem sobre Dominic Thiem na final, mas sofreu a virada e terminou como vice-campeão. Em 2021, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio e voltou a vencer o ATP Finals. Já possuía, portanto, alguns dos títulos mais importantes do tênis, mas ainda procurava seu primeiro Grand Slam. O momento mais crítico de sua carreira ocorreu em 3 de junho de 2022, durante a semifinal de Roland Garros contra Rafael Nadal. Zverev rompeu três ligamentos do tornozelo direito, precisou sair da quadra em uma cadeira de rodas e foi submetido a cirurgia. Durante a recuperação, um edema ósseo adiou seu retorno. Voltou a participar de uma competição oficial em 31 de dezembro de 2022, depois de permanecer afastado do circuito por quase sete meses. A lesão interrompeu um período em que ele se aproximava do primeiro lugar do ranking mundial. Depois de uma recuperação gradual, voltou a disputar as fases decisivas dos maiores torneios. O primeiro título de Grand Slam finalmente chegou em Roland Garros 2026, tornando-o o primeiro alemão a vencer um torneio de simples masculino dessa categoria desde Boris Becker, campeão do Australian Open 1996. Pouco mais de três meses depois, a conquista do US Open, em 13 de setembro de 2026, confirmou a melhor temporada da carreira de Zverev: dois títulos de Grand Slam no mesmo ano e a vitória, no mesmo estádio onde havia perdido a final de 2020. Rybakina: a altura que fechou um caminho e abriu outro Elena Rybakina durante treinamento no US Open Foto: Ocoudis/Wikimedia Commons - CC0 1.0. Imagem recortada. Elena Rybakina nasceu em Moscou, em 17 de junho de 1999. Quando criança, praticou ginástica e patinação ao lado da irmã mais velha, Anna. À medida que crescia, sua altura reduziu as perspectivas de seguir uma carreira profissional na ginástica, modalidade em que a menor estatura pode favorecer uma melhor performance na execução de determinados movimentos. Foi o pai, Andrey Rybakin, quem percebeu que a altura que dificultava sua continuidade na ginástica poderia ser aproveitada em outro esporte e sugeriu que a filha experimentasse o tênis. Elena começou a jogar tênis aos seis anos de idade e desenvolveu-se inicialmente nos clubes Dynamo e Spartak, em Moscou. Diferentemente dos pais de Zverev, Andrey e Ekaterina Rybakina não foram tenistas profissionais. Mesmo assim, tiveram participação decisiva na formação da filha, no acompanhamento dos treinamentos e, posteriormente, na escolha que permitiu a continuidade de sua carreira. Rybakina alcançou o terceiro lugar no ranking mundial juvenil, mas, ao concluir o ensino médio, precisou decidir se daria o passo seguinte em sua trajetória: a transição para o tênis profissional. Sua família não dispunha dos recursos necessários para financiar regularmente viagens, treinadores, hospedagem e outras despesas do circuito profissional. Nesse momento de dificuldades financeiras e incertezas sobre a continuidade de sua carreira, Rybakina recebeu o apoio que lhe permitiria seguir adiante. A Federação de Tênis do Cazaquistão decidiu investir no potencial da jovem de 19 anos, oferecendo-lhe apoio financeiro, estrutura de treinamento e suporte para disputar o circuito internacional. Em contrapartida, ela passaria a representar o país. A proposta que mudou a trajetória de Rybakina Rybakina e os pais viajaram ao Cazaquistão, reuniram-se com o presidente da federação, Bulat Utemuratov, e decidiram aceitar a proposta. Em julho de 2018, ela passou a representar oficialmente o país. A própria tenista explicou posteriormente que a Federação de Tênis do Cazaquistão procurava atletas promissores, enquanto ela precisava de apoio para iniciar plenamente a carreira profissional. Segundo Rybakina, a proposta da federação representou um bom encaixe entre o que as duas partes buscavam. A confiança depositada em seu potencial e as condições financeiras e esportivas oferecidas foram determinantes para sua decisão. Quando recebeu o apoio da Federação de Tênis do Cazaquistão, em 2018, Rybakina havia acabado de ingressar no grupo das 200 melhores tenistas do mundo e encerrou a temporada na 191ª posição. Em 2019, conquistou seu primeiro título no circuito WTA, em Bucareste, e terminou o ano como número 37 do mundo. Em 2020, chegou à 17ª posição e encerrou a temporada na 19ª, consolidando sua entrada no grupo das 20 melhores tenistas do mundo. Para compreender melhor o significado dessa parceria, vale conhecer algumas características do Cazaquistão, país que Rybakina passou a representar. Um país da antiga União Soviética que investiu no tênis Vista panorâmica de Astana, capital do Cazaquistão. Foto: Ken and Nyetta, via Wikimedia Commons. Licença: CC BY 2.0 Tendo a maior parte do seu território localizado na Ásia Central e com uma pequena porção na Europa, o Cazaquistão é o nono maior país do mundo em extensão territorial e possui uma longa fronteira ao norte com a Rússia. Seu território integrou a antiga União Soviética como República Socialista Soviética Cazaque. O país declarou sua independência em 16 de dezembro de 1991, sendo a última das antigas repúblicas soviéticas a fazê-lo. Sua capital, Astana, fica a aproximadamente 2.300 quilômetros de Moscou em linha aérea. Um voo direto entre as duas cidades costuma durar pouco mais de três horas. O cazaque é a língua oficial do Estado. O russo, entretanto, continua amplamente falado pela população e é utilizado oficialmente em órgãos públicos e administrações locais. O Cazaquistão possui a maior economia da Ásia Central e é classificado como um país de renda média-alta. Sua capacidade econômica está fortemente associada à produção e exportação de petróleo, gás, urânio e metais. O país possui importantes campos petrolíferos na região do Mar Cáspio e está entre os maiores produtores mundiais de urânio. Em 2007, a Federação de Tênis do Cazaquistão iniciou um projeto para desenvolver a modalidade esportiva no país. O projeto contou com o apoio financeiro de grandes empresários cazaques. O plano combinou investimentos em instalações, formação de treinadores, competições juvenis e atração de atletas nascidos em outros países. A proposta feita a Rybakina integrava esse projeto. O Cazaquistão procurava tenistas capazes de obter resultados internacionais e, ao mesmo tempo, despertar o interesse de crianças e jovens pelo tênis. Uma parceria de benefícios recíprocos A vinculação esportiva ao Cazaquistão não significa que Rybakina concentre no país toda a sua preparação. Sua rotina acompanha o circuito internacional, mas ela mantém vínculos esportivos concretos com o país que representa. Sua relação com o país, entretanto, ultrapassa o financiamento recebido no início da carreira. Ela representa o Cazaquistão desde 2018, defende a seleção nacional na Billie Jean King Cup¹ e se tornou a principal referência internacional do tênis cazaque. O apoio recebido permitiu que disputasse regularmente torneios profissionais e desenvolvesse seu potencial. Em contrapartida, seus resultados projetaram internacionalmente o programa esportivo do Cazaquistão e ofereceram aos jovens do país uma referência concreta de que sua bandeira poderia chegar às posições mais elevadas do tênis mundial. Em Wimbledon 2022, Rybakina tornou-se a primeira representante do Cazaquistão a conquistar um título de Grand Slam. No WTA Finals 2025, venceu de maneira invicta a competição que reúne as melhores tenistas da temporada. No Australian Open 2026, conquistou seu segundo Grand Slam. Em seguida, no US Open 2026, alcançou o terceiro grande título da carreira. Ao derrotar Qinwen Zheng nas quartas de final do US Open 2026, Rybakina acumulou os pontos necessários para assegurar a liderança do ranking mundial, independentemente dos resultados das partidas seguintes. Ela se tornou a 30ª mulher a ocupar o primeiro lugar do ranking da WTA e a primeira representante do Cazaquistão - entre mulheres e homens - a alcançar o topo mundial do tênis. Potência, sobriedade e equilíbrio em quadra Com 1,84 metro, Rybakina construiu seu jogo em torno de um dos saques mais eficazes do circuito feminino. Sua potência também aparece nos golpes profundos e acelerados do fundo da quadra, que lhe permitem assumir o controle dos pontos e reduzir o tempo de reação das adversárias. A força de seu jogo contrasta com a sobriedade do comportamento. Rybakina raramente exterioriza de maneira intensa a satisfação por um ponto conquistado ou a frustração por um erro. Mantém uma aparência serena mesmo nos momentos de maior pressão e costuma reagir com discrição tanto às vitórias quanto às derrotas. Embora seja conhecida pela postura contida em quadra, Rybakina afirma que isso não significa ausência de emoção. A tenista se considera uma pessoa naturalmente calma, embora reconheça que sente nervosismo, frustração e outras emoções durante as partidas. Procura, porém, não permitir que elas interfiram em sua concentração, no ritmo do jogo e nas decisões tomadas em cada ponto. Sua discrição não deve, portanto, ser interpretada como indiferença nem, isoladamente, como prova de completo controle emocional. Ela combina uma personalidade reservada com a capacidade de administrar suas reações durante a competição. Depois de conquistar o US Open 2026, sua comemoração permaneceu coerente com essa personalidade. Rybakina demonstrou alegria e emoção, mas conservou a elegância e a discrição que se tornaram marcas de sua presença em quadra. Dois caminhos de perseverança e apoio Zverev nasceu em uma família de tenistas de alto nível. Recebeu dos pais formação técnica desde a infância e o pai continua acompanhando sua carreira profissional, na condição de treinador. Precisou aprender muito cedo a conciliar o esporte com o controle permanente do diabetes. Rybakina foi conduzida ao tênis pelo pai depois que sua altura reduziu as perspectivas de carreira na ginástica. Quando os recursos da família já não eram suficientes para financiar sua transição para o circuito profissional, escolheu representar o Cazaquistão, cuja federação acreditou em seu potencial e lhe ofereceu apoio financeiro e esportivo substancial. Esse investimento foi decisivo para que pudesse participar regularmente do circuito internacional e transformar uma trajetória juvenil promissora em uma carreira profissional. Em Nova York, as duas histórias alcançaram um novo ponto de convergência. Zverev deixou para trás a final perdida no US Open 2020 e conquistou seu segundo Grand Slam. Rybakina venceu o terceiro grande título da carreira e tornou-se a primeira representante do Cazaquistão a alcançar a liderança do ranking mundial. Por trás dos dois campeões encontram-se decisões tomadas quando o futuro ainda era incerto: uma mãe que não permitiu que uma previsão médica limitasse as aspirações do filho; um pai que percebeu no tênis um caminho possível para a filha; e um país que ofereceu a Rybakina os recursos necessários, quando sua continuidade no esporte profissional ainda não estava assegurada. Anos depois, essas trajetórias distintas alcançaram o mesmo ponto de consagração: os títulos de simples do US Open 2026 e a premiação de US$ 5,5 milhões concedida tanto ao campeão, Zverev, quanto à campeã, Rybakina. Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT na execução da pesquisa, na organização do conteúdo e em sugestões de redação e revisão textual. A participação do Editor incluiu a definição da abordagem editorial, as orientações da pesquisa e a análise crítica, bem como as decisões e modificações no texto, a aprovação da versão final e a responsabilidade pelo conteúdo publicado. Nota: ¹ Competição internacional de tênis feminino entre seleções nacionais, equivalente à Copa Davis masculina. Recebe o nome da ex-tenista norte-americana Billie Jean King. Fontes: Alexander Zverev Foundation. Apoio a crianças e jovens com diabetes ATP Tour: Alexandr Zverev e sua participação como treinador Perfil de Alexander Zverev Banco Mundial. Panorama econômico do Cazaquistão. Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Recursos naturais e estrutura econômica do Cazaquistão. Governo do Cazaquistão. Informações oficiais sobre o país, a capital e os idiomas. Red Bull. Rybakina explica sua maneira de administrar as emoções durante as partidas Reuters: A dimensão histórica da ascensão de Rybakina para o Cazaquistão. Trajetória esportiva de Elena Rybakina. Zverev destaca a confiança da mãe após a conquista do US Open. The Guardian. O apoio do Cazaquistão à carreira de Rybakina e o projeto de desenvolvimento do tênis. US Open: Alexander Zverev conquista o título masculino de 2026. Rybakina conquista o título feminino de 2026. WTA: Perfil e resultados de Elena Rybakina. Rybakina torna-se a primeira representante do Cazaquistão a alcançar o número 1. Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Rybakina e Zverev: além dos títulos. Um breve olhar sobre as trajetórias dos campeões do US Open 2026. High-TechSociety.com, 16 set. 2026. Disponível em:

  • Veículo Voador Midnight em 2025

    Atualizações: Este artigo, publicado originalmente em 11 de março de 2024, foi preservado em seu conteúdo original. Novas informações sobre a evolução do projeto Midnight estão sendo acrescentadas, por tema, em seção própria após o texto original. Acesse cada atualização clicando no respectivo tema. Primeira atualização - 16/09/2026: O Midnight chegou ao mercado em 2025? High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar O divertido e futurista desenho animado “The Jetsons”, do estúdio Hanna-Barbera Productions, de William Hanna e Joseph Barbera, foi lançado em 23 de setembro de 1962 já com destaque. Foi a primeira série de TV transmitida à cores por uma estação de TV, a American Broadcasting Company (ABC). Esteve à frente de seu tempo por vários motivos, entre os quais, naquela época, apenas 3% do público norte-americano possuía televisores a cores. A série The Jetsons era sobre a vida da família Jetsons que vivia no ano 2062 e o futuro nos era apresentado: transporte urbano por meio de veículos voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, robôs como empregados domésticos, videoconferências, entre outras situações. Isso mexia com a fantasia e a imaginação de crianças e adultos, justamente porque retratava um mundo que não existia, um mundo de ficção científica. 63 anos depois do desenho animado The Jetsons, a startup Archer Aviation, responsável pelo desenvolvimento do inovador Midnight, uma aeronave de decolagem e pouso vertical eVTOL elétrica, pretende tornar realidade o transporte urbano por meio de veículos voadores eVTOLs, que decolam, pousam e pairam verticalmente como um helicóptero. Archer’s Midnight eVTOL aircraft. (Photo: Business Wire) O Diretor de Segurança da Archer Aviation, Billy Nolen, declarou no Dubai Airshow que há possibilidade do Midnight chegar ao mercado já para o próximo ano, em 2025, o que depende da aprovação regulatória por parte da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA. Vale ressaltar que, no ano passado, o Midnight recebeu seu Certificado de Aeronavegabilidade Especial da FAA, o que abriu caminho para iniciar as operações de voos de testes, tendo recentemente concluído esta primeira fase. A Archer Aviation é uma das várias empresas que desenvolvem o eVTOL. No entanto, o consenso é que Archer e Joby Aviation são as duas empresas que estão mais adiantadas em seu desenvolvimento. A primeira fase de construção da fábrica da Archer, em Covington, Geórgia, USA, está prevista para terminar em 2024, com a instalação de 350.000 pés quadrados, equivalente a 32.516 m² que poderá produzir 600 aeronaves por ano. Contudo, a Archer não poderá usar suas instalações em todo o seu potencial até obter a certificação do tipo FAA para o Midnight. Isso valida o design da aeronave e seus componentes, em atendimento a rigorosos padrões de segurança. O Midnight possui autonomia de voo de aproximadamente 100 milhas/160 km, que pode ser completado em carga única. mas é otimizado para voos consecutivos mais curtos, de cerca de 20 milhas ou 32 km, com 10 minutos de recarga entre as viagens, via plug-in. A velocidade máxima de cruzeiro de 150 mph, equivalente a 240 km/h e faz a transição para cruzeiro a uma velocidade de cerca de 100 mph ou 160 km/h. Midnight é alimentado por seis baterias independentes, cada uma suportando um par de motores elétricos (2 EPUs Magidrive). Midnight é configurado para operar com um piloto e até quatro passageiros e bagagem. O Midnight não se destaca apenas por sua velocidade e sustentabilidade, mas também por seu design - a aeronave possui 12 hélices elétricas, asa principal alta, cauda em V e trem de pouso triciclo com rodas fixas, prometendo assim aos seus passageiros maior segurança e menor ruído em comparação com helicópteros convencionais. A aeronave Midnight, da Archer, ganhou o prêmio Muse 2023 Transportation Design of the Year. O MUSE Design Awards é uma competição internacional de design dedicada a reconhecer trabalhos de design excelentes e originais de todo o mundo. A equipe de profissionais de design da Archer é liderada por Julien Montousse, antigo chefe de design da Mazda América do Norte; Niki Smart, que reformulou o design do veículo Cadillac na General Motors; e Greg Warmsley, ex-diretor executivo de criação da Mazda. Midnight é indicado para mobilidade em áreas urbanas. A pretensão comercial é utilizá-lo principalmente como taxi voador, para realizar deslocamentos de aeroportos para o centro de cidades, mas com possibilidade de também realizar passeios turísticos, entre outras aplicações. O modelo de negócios prevê reservas para caronas compartilhadas, com custos iniciais de passageiros estimados em US$ 4 e US$5 por milha, diminuindo gradualmente nos anos seguintes. Nikhil Goel, Diretor Comercial da Archer Aviation, destacou a emissão zero e a natureza sustentável do Midnight. Com níveis de ruído aproximadamente 100 vezes menores do que os helicópteros convencionais, a Archer vislumbra uma solução de que se alinha com o cenário evolutivo das cidades inteligentes. A Archer Aviation planeja lançar rotas comerciais de táxi aéreo nas principais cidades dos EUA, como Nova York e Chicago, com sua parceira United Airlines, em 2025, com operações internacionais sendo lançadas em Dubai e Abu Dhabi no ano seguinte. United x Archer – Meet Midnight A chegada do Midnight, entre outros veículos voadores de transporte urbano que estão em desenvolvimento, converterá em realidade, em parte, as cenas futurísticas de The Jetsons transmitidas pela ABC TV em 1962, pois, além do veículo voador que estamos aguardando para breve, já é realidade a vídeo conferência, trabalhos automatizados, robôs em franco processo de aperfeiçoamento, porém, a cidade suspensa de The Jetsons não faz parte da realidade atual e de cenários visíveis. - Seria uma falha na capacidade visionária de Hanna-Barbera? - É cedo para dizer isso! - Esqueceu que ainda faltam 38 anos para chegarmos ao ano de 2062, que nos foi apresentado por The Jetsons? Por Luiz Cincurá luiz.cincura@high-techsociety.com Fontes: AFRICANEWS. Flying Taxis: Archer Aviation's Vision for Urban Air Mobility Takes Flight. Por Afolake Oyinloye e Agências. Disponível em: Acesso em 09.mar.2024. AIRFRAMER. Aircraft Program. Archer Maker eVTOL. Disponível em: Acesso em 10.mar.2024. ARCHER AVIATION INC. Midnight. Disponível em: Acesso em 10/03/2024. BUSINESS AIR NEWS. Archer scores Transportation Design of the Year for Midnight. Disponível em: < https://www.businessairnews.com/mag_story.html?ident=29621> Acesso em: 10.mar.2024. CARLSEN, Courtney. THE MOTLEY FOOL. Where Will Archer Aviation Be in 1 Year? Disponível em: < https://www.fool.com/investing/2024/02/27/where-will-archer-aviation-be-in-1-year/> Acesso em 10.mar.2024. DOMINGUES, Joelza Ester. Blog Ensinar História. “The Jetsons”, o primeiro programa de televisão colorido. Disponível em Acesso em 09.mar.2024. FUTURE FLIGHT. WEITERING, Hanneke. Archer Revs Up Flight Tests With Midnight Evtol Air Taxi. Disponível em: Acesso em: 11.mar.2024. THE ARSENALE. Pioneering Sustainable Urban Mobility With Archer Aviation. Disponível em: Acesso em 11.mar.2024. WIKIPEDIA. The Jetsons. Disponível em: Acesso em: 09.mar.2024. Primeira atualização, em 16/09/2026: O Midnight chegou ao mercado em 2025? O Midnight não entrou em serviço regular em 2025, como se previa neste artigo, publicado em 11 de março de 2024. Até esta atualização, a fabricante Archer não havia anunciado a conclusão da certificação de tipo da aeronave pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), necessária para sua utilização no transporte regular de passageiros. A Archer participa de projetos selecionados para o programa piloto da FAA, de integração de aeronaves eVTOL e prevê iniciar operações com o Midnight ainda em 2026. A certificação de tipo da aeronave, necessária para sua entrada em serviço regular, permanece em andamento. Em maio de 2026, a Archer informou ter encerrado a terceira das quatro fases desse processo Fontes da atualização: FAA e Archer Aviation. Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. Veículo Voador Midnight em 2025. High-Tech Society, 11 mar. 2024. Disponível em:

  • Atualizações do US Open 2026 (Continuação)

    Acontecimentos que movimentam o torneio em Nova York High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá Apresentação e legenda: clique ou toque para abrir O US Open 2026 está em andamento em Nova York e, ao longo do torneio, acontecimentos dentro e fora das quadras ajudam a escrever a história desta edição. Este espaço reúne fatos que merecem destaque durante a competição, como desistências e substituições de jogadores, entradas de lucky losers, resultados de grande impacto, partidas especialmente aguardadas, recordes e feitos marcantes, além de curiosidades, presença de personalidades e outros episódios que movimentam o torneio. As informações serão acrescentadas ao longo do US Open 2026, sempre que houver acontecimentos relevantes, sem a proposta de acompanhar todos os jogos ou apresentar uma cobertura completa dos resultados. Para esse acompanhamento, a Parte 3 da série disponibiliza o painel Acompanhe o US Open 2026 em tempo real, com acesso à programação dos jogos, resultados, chaves e outras informações atualizadas do torneio. Acompanhe as atualizações abaixo, da mais recente para a mais antiga. As cores identificam os diferentes tipos de acontecimentos e facilitam a localização dos temas de seu interesse ao percorrer a página: 🟣 DESTAQUE — Grandes surpresas e acontecimentos de repercussão. ⚫ MUDANÇA NA CHAVE — Desistências, abandonos, substituições, lucky losers e wild cards 🟡 FIQUE DE OLHO — Partidas e acontecimentos que merecem atenção. 🔵 FEITO E RECORDE — Marcas históricas e desempenhos excepcionais. 🔴 FORA DAS QUADRAS — Personalidades e acontecimentos dentro e fora do complexo. 🟤 CURIOSIDADE — Histórias e situações incomuns do torneio. 🔵 13 SET 2026 · FEITO E RECORDE Zverev é campeão do US Open 2026! O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, conquistou neste domingo seu primeiro título do US Open ao derrotar o norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 8, por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 7/6(2), 5/7 e 6/2, no Arthur Ashe Stadium. A partida colocou frente a frente dois dos jogadores de maior potência do circuito, mas Zverev apresentou maior consistência ao longo dos quatro sets. Logo no primeiro game, Shelton cometeu uma dupla falta no break point e perdeu o saque. O norte-americano tentou variar seu jogo, inclusive com investidas de saque e voleio, mas Zverev sustentou a vantagem e venceu o primeiro set por 6/3. O segundo set apresentou maior equilíbrio e chegou ao tiebreak. Diante de um Arthur Ashe amplamente favorável a Shelton, Zverev manteve a concentração e abriu 5/0 no desempate. A vantagem foi decisiva, e o alemão fechou o tiebreak por 7/2, ficando a apenas um set do título. Shelton reagiu no terceiro set Mesmo em desvantagem de dois sets, Shelton não desistiu da partida. No terceiro set, passou por momentos de frustração - chegou a escorregar e cair durante um ponto - mas continuou procurando maneiras de aumentar a pressão sobre Zverev. O alemão ainda conseguiu evitar uma quebra de saque no sexto game, mas Shelton aumentou a pressão na parte final do set e acabou conseguindo a quebra que lhe permitiu vencer a parcial por 7/5. A persistência do norte-americano foi recompensada. Shelton conseguiu quebrar o saque de Zverev e venceu a terceira parcial por 7/5, levando a decisão para o quarto set. A reação ganhou ainda mais significado porque Zverev havia chegado à final sem perder nenhum set nas quatro partidas anteriores. Zverev recuperou o controle A possibilidade de uma reação maior de Shelton, porém, encontrou rapidamente a resposta de Zverev. No quarto set, um dos pontos mais importantes da final veio em uma troca de 25 golpes, vencida pelo alemão para conseguir uma quebra de saque logo no início da parcial. A partir daí, Zverev voltou a controlar o jogo com maior regularidade, combinando a força do saque, a qualidade das devoluções e a capacidade de sustentar as trocas de fundo. Shelton continuou buscando golpes agressivos e tentando encurtar os pontos, mas não conseguiu manter no quarto set o nível que lhe permitira reagir no terceiro. Zverev fechou a parcial em 6/2 e confirmou a conquista. O último ponto ainda produziu uma cena curiosa. Depois que uma devolução de Shelton saiu, Zverev não percebeu imediatamente que havia vencido o torneio e caminhou de volta para a linha de base, preparando-se para receber outro saque. Somente após ouvir o anúncio do árbitro e perceber a reação do público, entendeu que a partida havia terminado e correu à rede para cumprimentar Shelton. Uma conquista que muda a dimensão da carreira de Zverev O título representa um marco especialmente importante na trajetória do alemão. Antes de 2026, Zverev havia acumulado quatro vice-campeonatos de Grand Slam - US Open 2020, Roland Garros 2024, Australian Open 2025 e Wimbledon 2026 - e durante anos carregou a condição de um dos principais jogadores de sua geração sem um Grand Slam. Essa história começou a mudar em Roland Garros 2026, quando conquistou seu primeiro Grand Slam. Apenas três meses depois, em sua sexta final de major, Zverev conquistou o US Open e chegou ao segundo Grand Slam da carreira, ambos na mesma temporada. O desempenho em Nova York também mostrou capacidade de recuperação dentro do próprio torneio. Zverev precisou disputar cinco sets nas duas primeiras rodadas, mas depois venceu quatro partidas consecutivas sem perder um set para chegar à final. Contra Shelton, perdeu a terceira parcial, mas respondeu imediatamente no quarto set e não permitiu que a reação do norte-americano modificasse o rumo da decisão. Para Shelton, a derrota não diminui a importância da campanha. Em sua primeira final de Grand Slam, o norte-americano chegou a Nova York como cabeça de chave nº 8, eliminou Carlos Alcaraz em cinco sets nas quartas de final e superou Frances Tiafoe na semifinal. Na decisão, mesmo depois de perder os dois primeiros sets, conseguiu reagir e obrigou Zverev a disputar uma quarta parcial. Shelton não conseguiu encerrar a espera dos norte-americanos por um campeão masculino de Grand Slam - o último continua sendo Andy Roddick, no US Open de 2003 - mas deixa o torneio com sua melhor campanha em um major e com a demonstração de que seu jogo já pode levá-lo às maiores decisões do circuito. A conquista também tem um significado especial para Zverev, por ocorrer no mesmo torneio em que viveu uma das derrotas mais difíceis de sua carreira. Em 2020, o alemão chegou à final do US Open, abriu dois sets de vantagem sobre Dominic Thiem, mas acabou derrotado em cinco sets. Seis anos depois, voltou à decisão em Nova York e, desta vez, conquistou o título, acrescentando o US Open ao troféu de Roland Garros obtido também em 2026. 🟡 13 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Zverev x Shelton: saques acima dos 220 km/h e intensidade nas trocas prometem uma grande final O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, e o norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 8, disputam neste domingo, 13 de setembro, a final de simples masculino do US Open 2026. A partida está marcada para 14:00 horas, horário de Nova York, no Arthur Ashe Stadium, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York. Zverev chega à decisão com a experiência de quem disputa sua sexta final de Grand Slam (confira a trajetória na tabela abaixo) e a terceira consecutiva nesta temporada. Agora ele busca o segundo Grand Slam da carreira. Finais de Grand Slam disputadas por Alexander Zverev: Ano Grand Slam Adversário Resultado 2020 US Open Dominic Thiem Vice-campeão 2024 Roland Garros Carlos Alcaraz Vice-campeão 2025 Australian Open Jannik Sinner Vice-campeão 2026 Roland Garros Flavio Cobolli Campeão 2026 Wimbledon Jannik Sinner Vice-campeão 2026 US Open Ben Shelton Final a disputar Shelton, por sua vez, disputará sua primeira final de Grand Slam. Como mostra a tabela abaixo, o norte-americano já conquistou sete títulos no circuito ATP. A campanha de 2026 é particularmente relevante: Shelton ganhou quatro títulos, distribuídos por três superfícies: Dallas e Montreal (quadra dura), Munique (saibro) e Stuttgart (grama). Com isso, tornou-se o primeiro norte-americano desde 2010 a conquistar títulos ATP nas três superfícies em uma mesma temporada e chega à decisão depois de uma campanha de grande repercussão em Nova York. Títulos ATP conquistados por Ben Shelton: Ano Torneio Categoria 2023 Tóquio ATP 500 2024 Houston ATP 250 2025 Toronto ATP Masters 1000 2026 Dallas ATP 500 2026 Munique ATP 500 2026 Stuttgart ATP 250 2026 Montreal ATP Masters 1000 Nas quartas de final, Shelton eliminou o então campeão Carlos Alcaraz em cinco sets, em partida encerrada às 3h33min, o término mais tardio da história do US Open. Na semifinal, superou o compatriota Frances Tiafoe por 3 sets a 1. Uma vitória teria também significado histórico para o tênis dos Estados Unidos: Shelton pode tornar-se o primeiro norte-americano a conquistar um Grand Slam de simples masculino desde Andy Roddick, campeão do próprio US Open em 2003. Confrontos diretos O histórico favorece amplamente Zverev. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, e o alemão venceu todas: Cincinnati 2024, Munique 2025, Stuttgart 2025, Cincinnati 2025 e ATP Finals 2025. A final de domingo será, portanto, o sexto confronto entre eles e o primeiro em um Grand Slam. O que pode decidir a final O saque de Shelton será um dos principais elementos da partida. Canhoto e com saque capaz de superar com frequência os 220 km/h, o norte-americano utiliza a potência do primeiro serviço para assumir rapidamente o controle dos pontos e procura complementar essa característica com golpes agressivos de fundo. Contra Tiafoe, na semifinal, conseguiu 20 aces e colocou 75% dos primeiros saques em quadra. Zverev também possui um dos serviços mais fortes do circuito, maior experiência em partidas de cinco sets e capacidade de sustentar longas trocas de fundo. Zverev também se destaca pela qualidade das devoluções, com capacidade para neutralizar saques potentes e colocar muitas bolas em jogo, o que pode dificultar a tentativa de Shelton de usar a força do primeiro saque para encurtar os pontos. Outro aspecto será a maneira como Shelton administrará a agressividade. Para superar Zverev pela primeira vez, Shelton provavelmente precisará manter seu jogo agressivo e buscar golpes decisivos, mas sem assumir riscos que resultem em muitos erros. O alemão, por sua vez, deverá procurar prolongar parte das trocas e fazer com que o adversário tenha de executar repetidamente golpes de alta dificuldade. Há ainda um componente importante no momento vivido pelos dois. Zverev começou o torneio com duas partidas consecutivas de cinco sets e acumulou um recorde de 16h40min em quadra, nas cinco partidas que o levaram à semifinal. Apesar do início desgastante, seu desempenho mudou ao longo da competição: o alemão não perdeu nenhum set nas últimas quatro partidas, incluindo a vitória sobre Karen Khachanov na semifinal. Shelton chega impulsionado pelas vitórias sobre Alcaraz e Tiafoe e deverá contar com forte apoio do público norte-americano no Arthur Ashe. 🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE Elena Rybakina é campeã do US Open 2026! A cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, é a nova campeã do US Open! Neste sábado, no Arthur Ashe Stadium, ela derrotou a bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do mundo e cabeça de chave nº 1, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7 e 6/2, em 2h21 de partida. Nesta final marcada pelo confronto entre duas das jogadoras de maior potência do circuito, Rybakina conseguiu impor seu jogo no primeiro set e venceu por 6/4. Sabalenka reagiu no segundo e, mesmo diante da resistência da adversária, fechou por 7/5, levando a decisão para o terceiro set. Na parcial decisiva, porém, Rybakina assumiu o controle da partida. A cazaque manteve a consistência nas trocas de fundo, pressionou o serviço de Sabalenka e abriu vantagem suficiente para impedir uma nova reação da número 1 do mundo. Com 6/2, encerrou a partida e conquistou pela primeira vez o título em Nova York. Ao longo da final, Rybakina conseguiu quatro quebras de saque ao longo da final e, além de pressionar constantemente o serviço de Sabalenka, mostrou maior consistência nos próprios games de saque nos momentos decisivos. Um indicativo da pressão que conseguiu exercer mesmo diante de uma das sacadoras mais fortes do circuito. O resultado também encerrou uma sequência expressiva de Sabalenka no torneio. Bicampeã em 2024 e 2025, a bielorrussa chegou à sua quarta final consecutiva do US Open e buscava tornar-se a primeira mulher desde Serena Williams, entre 2012 e 2014, a conquistar três títulos seguidos em Nova York. A derrota interrompeu sua série de 19 vitórias consecutivas no torneio. Para Rybakina, o título representa mais um marco em uma temporada especialmente importante. Ela já havia derrotado a própria Sabalenka na final do Australian Open 2026 e agora conquista os dois Grand Slams disputados em quadras duras na temporada. Com Wimbledon 2022, chega a três títulos de Grand Slam na carreira. Nas três finais de majors que disputou contra Sabalenka, a cazaque agora lidera por 2 a 1: perdeu o Australian Open 2023, mas venceu as decisões do Australian Open 2026 e do US Open 2026. A conquista em Nova York ganha dimensão ainda maior porque acompanha uma mudança no topo do tênis feminino. Rybakina já havia assegurado matematicamente a liderança do ranking ao alcançar a semifinal, independentemente do resultado da final. Na atualização da WTA, na segunda-feira, ela aparecerá pela primeira vez como nº 1 do mundo, tornando-se a 30ª mulher a ocupar a liderança do ranking e a primeira representante do Cazaquistão a alcançar o posto. Sabalenka encerrará uma sequência de 99 semanas consecutivas na liderança. O título também confirma uma mudança importante no confronto entre as duas. Sabalenka chegou a Nova York como bicampeã e com vantagem no histórico geral, mas Rybakina venceu justamente as duas finais de Grand Slam disputadas entre elas em 2026. Em uma rivalidade caracterizada pela potência de saque e de golpes de fundo das duas tenistas, a cazaque demonstrou novamente capacidade de manter a regularidade nos momentos decisivos. Além do troféu, Rybakina receberá US$ 5,5 milhões, a maior premiação destinada a uma campeã de simples na história dos Grand Slams. Sabalenka, como vice-campeã, receberá US$ 2,8 milhões. Assim, Rybakina encerra sua campanha em Nova York com uma combinação rara: primeiro título do US Open, terceiro Grand Slam da carreira e chegada inédita ao posto de número 1 do mundo. 🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE Latak vence final dramática contra Guto Miguel e conquista o US Open Juvenil O norte-americano Marcel Latak, de 17 anos nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, conquistou neste sábado o título de simples masculino juvenil do US Open 2026 ao derrotar o brasileiro Luis Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/5 e 7/6(13), após 2h46 de uma final marcada por sucessivas reviravoltas. Guto começou melhor e venceu o primeiro set por 6/3, conseguindo três quebras de saque. Latak reagiu no segundo e, depois de uma parcial equilibrada, conseguiu a quebra decisiva para fechar em 7/5 e levar a disputa ao terceiro set. No set decisivo, nenhum dos dois conseguiu estabelecer vantagem suficiente e a definição foi para o match tiebreak de 10 pontos. Foi então que a partida ganhou contornos especialmente dramáticos. Latak abriu 7/2, mas Guto iniciou uma grande reação. O brasileiro salvou oportunidades de título do adversário e virou a situação até chegar a 11/10, tendo seu próprio championship point para conquistar o US Open. A disputa continuou ponto a ponto até Latak finalmente fechar o desempate por 15/13. O título torna ainda mais surpreendente a campanha do norte-americano. Latak entrou na chave como special exempt (SE), condição concedida a jogadores que não podem disputar o qualifying por ainda estarem competindo em outro torneio qualificado. Antes do torneio, ele próprio reconheceu que chegou a Nova York sem expectativa de avançar tão longe. Nas quartas de final, derrotou o compatriota Keaton Hance e, na semifinal, eliminou o alemão Jamie MacKenzie, cabeça de chave nº 2, por 2 sets a 0. Para Guto Miguel, a derrota ocorreu depois de uma campanha que novamente o colocou entre os principais nomes do tênis juvenil mundial. O brasileiro já havia vivido outra partida extraordinária nas quartas de final, quando salvou três match points contra o norte-americano Jordan Lee antes de vencer o match tiebreak por 13/11. Na final, a situação quase se repetiu — desta vez, porém, foi Latak quem resistiu nos pontos decisivos. Mesmo com o vice-campeonato, Guto encerra o US Open depois de uma temporada de destaque nos Grand Slams juvenis: foi campeão de simples de Roland Garros e campeão de duplas em Wimbledon, ao lado do esloveno Ziga Sesko. Em Nova York, buscava seu segundo título de simples em Grand Slam no ano. A jornada de Latak no US Open ainda não terminou. O norte-americano também alcançou a final de duplas masculinas juvenis, ao lado do compatriota Tanishk Konduri, tornando-se o primeiro jogador desde o chinês Wu Yibing, em 2017, a disputar no mesmo US Open as finais juvenis masculinas de simples e de duplas. 🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE Gabet e González-Galino vencem Konduri e Latak e conquistam as duplas juvenis O francês Aaron Gabet e o espanhol Valentín González-Galino, ambos de 17 anos, conquistaram neste sábado o título de duplas masculinas juvenis do US Open 2026. Eles derrotaram os norte-americanos Tanishk Konduri e Marcel Latak por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(5), 2/6 e [11/9], em 1h30 de partida. A decisão foi definida apenas nos últimos pontos do match tiebreak. Depois de perderem o segundo set por 6/2, Gabet e González-Galino recuperaram-se na parcial decisiva e fecharam em 11/9, conquistando seu primeiro título de Grand Slam juvenil como dupla. Para Marcel Latak, a partida encerrou uma jornada incomum em Nova York. Horas antes, o norte-americano havia vencido Guto Miguel em uma longa e dramática final para conquistar o título de simples juvenil. Latak tornou-se o primeiro jogador desde o chinês Wu Yibing, em 2017, a disputar no mesmo US Open as finais juvenis masculinas de simples e duplas. O título também tem significado histórico para González-Galino: ele tornou-se o terceiro espanhol campeão das duplas masculinas juvenis do US Open, depois de Tomás Carbonell e Javier Sánchez Vicario, campeões em 1986. 🟡 12 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Sabalenka e Rybakina decidem o título feminino do US Open A bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do ranking mundial e cabeça de chave nº 1, e a cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, disputarão neste sábado, 12 de setembro, a final feminina de simples do US Open 2026, no Arthur Ashe Stadium. De acordo com a programação oficial do torneio, a partida terá início não antes das 16h, no horário de Nova York. Rybakina, embora ainda figure oficialmente na segunda posição do ranking mundial, já assegurou a posição de nº 1, do mundo de acordo com o ranking mundial da WTA logo após o torneio, independentemente do resultado da final a ser realizada hoje. A vitória sobre Qinwen Zheng nas quartas de final garantiu matematicamente que ela ultrapassará Sabalenka quando a nova classificação for publicada. Será a primeira final feminina do US Open entre as cabeças de chave nº 1 e nº 2 desde 2013, quando Serena Williams derrotou Victoria Azarenka. A partida também será uma revanche da final do Australian Open de 2026, vencida por Rybakina. Sabalenka: regularidade, potência e experiência em Nova York Bicampeã do US Open, com os títulos de 2024 e 2025, Sabalenka chegou à decisão após uma campanha de grande regularidade. A bielorrussa atravessou as quatro primeiras rodadas sem perder um set e encontrou seu maior desafio nas quartas de final. Diante da tcheca Linda Noskova, campeã de Wimbledon em 2026, Sabalenka precisou de três sets e de dois tie-breaks para avançar: venceu por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(1), 3/6 e 7/6(7). Na semifinal, apresentou uma atuação mais dominante contra a norte-americana Jessica Pegula, nº 4 do ranking mundial e cabeça de chave nº 3. Sabalenka venceu por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/2, utilizando a potência e a profundidade dos golpes para pressionar Pegula e assumir progressivamente o controle da partida. Sabalenka chega à final tendo vencido 12 sets e perdido apenas um, com 8 horas e 47 minutos de permanência em quadra. Além disso, acumula 19 vitórias consecutivas no US Open e disputará sua quarta final consecutiva em Nova York. Seu jogo tem na potência uma de suas principais características. O saque é uma importante arma, mas a pressão não termina no primeiro golpe: Sabalenka procura assumir a iniciativa rapidamente com bolas profundas e aceleradas tanto de forehand quanto de backhand. Quando consegue jogar próxima à linha de base e controlar o ritmo das trocas, reduz o tempo disponível para a adversária organizar os pontos. Ao longo dos últimos anos, porém, seu jogo passou a depender menos exclusivamente da força. Sabalenka melhorou a regularidade do saque, a movimentação, a capacidade defensiva e a escolha dos momentos para atacar. Também chega à decisão demonstrando confiança em situações de pressão, aspecto importante diante de uma adversária que costuma oferecer poucas oportunidades em seus games de serviço. A bielorrussa busca seu quinto título de Grand Slam e o terceiro consecutivo no US Open. Caso vença, será a primeira mulher desde Serena Williams, em 2014, a conquistar três títulos consecutivos em Nova York. Rybakina: saque, profundidade e equilíbrio sob pressão Rybakina chegou a Nova York com um histórico diferente. Campeã de Wimbledon em 2022 e do Australian Open em 2026, nunca havia passado das oitavas de final do US Open. Nesta edição, não apenas superou essa barreira como alcançou sua primeira decisão no torneio. Assim como Sabalenka, atravessou as quatro primeiras rodadas sem perder um set. Nas oitavas de final, derrotou a japonesa Naomi Osaka, bicampeã do US Open, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4. Nas duas partidas seguintes, porém, precisou demonstrar capacidade de reação. Nas quartas de final, perdeu o primeiro set para a chinesa Qinwen Zheng, mas virou a partida e venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/1 e 6/4. Foi justamente essa vitória que lhe assegurou a futura liderança do ranking mundial. Na semifinal, a situação se repetiu diante da norte-americana Coco Gauff, campeã do US Open de 2023 e cabeça de chave nº 4. Depois de perder a primeira parcial, Rybakina manteve a estabilidade, melhorou seu rendimento no saque e aumentou a profundidade dos golpes. Venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4. Rybakina chega à final com 12 sets vencidos e dois perdidos, depois de 9 horas e 43 minutos em quadra. O saque é um dos principais fundamentos de seu jogo e pode assumir importância ainda maior diante de Sabalenka. Rybakina procura obter pontos diretamente com o serviço ou produzir uma devolução mais curta que lhe permita atacar na sequência. Da linha de base, utiliza golpes planos, profundos e acelerados, capazes de mudar rapidamente uma situação defensiva para ofensiva. Outra característica demonstrada nesta campanha foi a estabilidade emocional nos momentos difíceis. Contra Zheng e Gauff, perdeu o primeiro set, mas não abandonou seu padrão de jogo nem passou a buscar soluções precipitadas. Contra Gauff, inclusive diante de uma torcida majoritariamente favorável à norte-americana, manteve a concentração e encontrou gradualmente as condições para virar a partida. Rybakina busca seu terceiro título de Grand Slam e o segundo em 2026. Até hoje, disputou duas finais de Grand Slam e venceu ambas: Wimbledon de 2022 e Australian Open de 2026. O que pode decidir a final O confronto coloca frente a frente duas das jogadoras de maior potência do circuito, mas não se resume a uma disputa de força. Sabalenka tentará assumir a iniciativa desde os primeiros golpes, pressionando o segundo saque de Rybakina e procurando impedir que a cazaque tenha tempo para organizar seus ataques. Se conseguir manter a profundidade e a precisão demonstradas contra Pegula, poderá obrigar Rybakina a jogar com frequência em posições defensivas. Rybakina, por sua vez, precisará de um alto aproveitamento do primeiro saque e de profundidade nas devoluções. Quanto mais conseguir neutralizar o ataque inicial de Sabalenka e prolongar os pontos em condições equilibradas, maiores serão suas possibilidades de impedir que a bielorrussa dite constantemente o ritmo da partida. A própria Rybakina reconheceu após a semifinal que precisará sacar melhor e manter uma postura agressiva na decisão. O histórico mostra o equilíbrio do confronto. Sabalenka lidera por 10 vitórias a 7, mas, considerando apenas partidas em quadras duras, há empate em 7 a 7. Em 2026, elas já se enfrentaram três vezes. Sabalenka venceu em Indian Wells e Miami, enquanto Rybakina conquistou justamente o confronto de maior importância: a final do Australian Open, em três sets. Quem chega com vantagem? Não há uma favorita ampla. Sabalenka parece chegar à decisão com uma pequena vantagem, sobretudo pelo desempenho apresentado em Nova York e pela experiência de disputar sua quarta final consecutiva no torneio. Ao longo das seis partidas que levaram as duas à final, Sabalenka também teve um desgaste físico menor: permaneceu 8h47 em quadra, contra 9h43 de Rybakina, e perdeu apenas um set, enquanto a cazaque perdeu dois Rybakina, entretanto, possui características que tornam essa vantagem bastante reduzida. Seu saque pode limitar as oportunidades de Sabalenka nas devoluções, ela já demonstrou nesta edição capacidade para reagir depois de perder o primeiro set e possui uma referência recente particularmente importante: venceu Sabalenka na final do Australian Open deste ano. Assim, a tendência é de uma partida decidida por margens pequenas: aproveitamento do primeiro saque, qualidade das devoluções, quantidade de erros quando as duas aumentarem a potência e, principalmente, eficiência nos pontos de maior pressão. Sabalenka entra em quadra buscando confirmar seu domínio recente em Nova York com um terceiro título consecutivo do US Open. Rybakina tentará conquistar seu primeiro troféu no torneio e pretende assumir a liderança mundial acompanhada de seu segundo título de Grand Slam na mesma temporada. 🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE Marcel Latak disputará duas finais - no mesmo dia - no US Open Juvenil O norte-americano Marcel Latak, de 17 anos, nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, terá neste sábado, 12 de setembro, uma programação incomum no US Open: disputará no mesmo dia as finais masculinas de simples e de duplas do torneio juvenil. A primeira decisão será a de simples, contra o brasileiro Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, com início previsto para 11h, no horário de Nova York. Latak terá depois outra decisão pela frente. Ao lado do também norte-americano Tanishk Konduri, enfrentará o francês Aaron Gabet e o espanhol Valentin Gonzalez-Galino na final de duplas, programada para começar não antes das 12h. A indicação “não antes das 12h” significa que esse é apenas o horário mínimo estabelecido para o início da partida. Como Latak estará disputando a final de simples a partir das 11h, a decisão de duplas poderá começar mais tarde, de acordo com a duração do primeiro jogo e o intervalo necessário antes de seu retorno à quadra. A situação é permitida pelas regras do torneio e não chega a ser inédita, mas representa um feito raro no US Open Juvenil. Segundo o próprio US Open, o último jogador a alcançar simultaneamente as finais masculinas de simples e de duplas na mesma edição havia sido o chinês Wu Yibing, em 2017. Latak garantiu as duas vagas na sexta-feira. Primeiro, derrotou o alemão Jamie Mackenzie, de 18 anos, nº 2 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 2, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6(2), na semifinal de simples. Horas depois, voltou à quadra ao lado de Konduri e venceu Safir Azam e Damir Zhalgasbay por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7(6) e 10/5 no match tiebreak, garantindo também presença na final de duplas. A trajetória ganha ainda mais destaque porque Latak chegou ao US Open sem status de cabeça de chave. Agora, no último dia das competições juvenis masculinas, terá a possibilidade de conquistar dois títulos de Grand Slam em poucas horas - embora, antes de pensar na segunda decisão, tenha pela frente Guto Miguel, que também chega à final com uma campanha de destaque e já conquistou dois títulos de Grand Slam juvenil em 2026: Roland Garros em simples e Wimbledon em duplas. 🟡 12 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Guto Miguel e Marcel Latak disputam a final juvenil do US Open O brasileiro Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, enfrentará o norte-americano Marcel Latak, também de 17 anos nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, na final de simples masculina do US Open 2026 Juvenil, neste sábado, 12 de setembro, em Nova York, com início previsto para 11:00 horas da manhá de Nova York, na quadra 12 do Complexo de quadras do US Open. Os dois chegam à decisão por trajetórias bastante diferentes. Guto entrou no torneio como principal favorito da chave e já possui dois títulos de Grand Slam juvenil, ambos conquistados em 2026: foi campeão de simples de Roland Garros e, posteriormente, conquistou Wimbledon nas duplas, formando parceria com o esloveno Žiga Šeško. A campanha do brasileiro no US Open teve seu momento mais crítico nas quartas de final. Diante do norte-americano Jordan Lee, campeão juvenil de Wimbledon em simples, Guto perdeu o primeiro set, reagiu no segundo e levou a decisão ao tie-break do terceiro. Durante o desempate, chegou a demonstrar dificuldades físicas, mas conseguiu salvar três match points consecutivos, quando perdia por 9/8, 10/9 e 11/10. Depois da sequência de situações de risco, venceu o tie-break por 13/11 e garantiu presença na semifinal. Na fase seguinte, Guto encontrou um caminho menos turbulento. Enfrentou o austríaco Thilo Behrmann, nº 6 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 7, e venceu por 2 sets a 0, com duplo 6/4, alcançando sua segunda final de simples de Grand Slam juvenil na temporada. Se conquistar o título em Nova York, Guto chegará ao terceiro troféu de Grand Slam juvenil em 2026, considerando simples e duplas. Mais do que isso, poderá tornar-se o primeiro brasileiro a conquistar dois títulos de simples de Grand Slam juvenil na mesma temporada. Antes dele, os brasileiros que já venceram o US Open juvenil de simples foram Thiago Seyboth Wild, em 2018, e João Fonseca, em 2023. Do outro lado da quadra estará um adversário cuja trajetória no torneio chama atenção justamente por não ter começado entre os favoritos. Marcel Latak garantiu sua participação no US Open após vencer um torneio preparatório realizado no Canadá. A partir daí, o norte-americano construiu uma campanha marcada por vitórias sobre jogadores mais bem posicionados na chave. Logo na primeira rodada, eliminou o esloveno Žiga Šeško, cabeça de chave nº 6. Mais tarde, superou o búlgaro Dimitar Kisimov, cabeça de chave nº 10, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3. Na semifinal, Latak conseguiu seu resultado de maior impacto até agora. Diante do alemão Jamie Mackenzie, nº 2 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 2, produziu 17 winners, incluindo seis aces, cometeu apenas oito erros não forçados e venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6(2). A campanha de Latak tem ainda uma característica incomum: ele chegou simultaneamente às finais de simples e de duplas masculinas do US Open Juvenil. Horas depois de vencer Mackenzie, classificou-se para a decisão de duplas ao lado do também norte-americano Tanishk Konduri. O último jogador a disputar as duas finais masculinas juvenis na mesma edição do US Open havia sido o chinês Wu Yibing, em 2017. A decisão colocará, portanto, frente a frente o líder do ranking juvenil, já vencedor de dois Grand Slams na temporada, e um adversário que chegou ao US Open sem status de cabeça de chave e construiu sua campanha eliminando sucessivamente alguns dos principais cabeças de chave do torneio. Para Guto Miguel, a final representa a oportunidade de ampliar uma temporada que já o colocou entre os principais nomes do tênis juvenil mundial. Para Marcel Latak, será a possibilidade de completar uma campanha surpreendente com um título em casa - e, ainda no mesmo US Open, disputar também o troféu de duplas. 🟣 11 SET 2026 · DESTAQUE Shelton vence Tiafoe e disputará sua primeira final de Grand Slam O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 8, classificou-se para sua primeira final de Grand Slam ao derrotar o também norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, nº 12 do mundo e cabeça de chave nº 11, por 3 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3, 6/3 e 7/5. A semifinal foi disputada na sexta-feira, 11 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York, com início programado para 19h, horário local. Tiafoe começou melhor. Utilizando sua velocidade, capacidade de variar as jogadas e agressividade nos momentos certos, procurou explorar principalmente o backhand de Shelton. Quando o primeiro set se aproximava de sua definição, pressionou o saque do adversário e conseguiu a quebra que lhe permitiu abrir 5/4. Em seguida, confirmou seu próprio serviço e venceu a parcial por 6/4. Shelton reagiu no segundo set aumentando a intensidade de seu jogo. O norte-americano passou a utilizar com maior eficiência seu potente saque de canhoto, combinado com golpes agressivos de fundo de quadra, e conseguiu reduzir o espaço para Tiafoe assumir a iniciativa das trocas. A maior pressão sobre o adversário resultou na quebra necessária para que Shelton fechasse o set em 6/3 e empatasse a partida. A mudança de dinâmica prosseguiu na terceira parcial. Shelton manteve a potência, mas não dependeu apenas dela: mostrou capacidade defensiva para permanecer nos pontos quando Tiafoe conseguia assumir a iniciativa e esperou as oportunidades para transformar defesa em ataque. No quinto game, conseguiu quebrar o saque do adversário e passou a controlar a vantagem até fechar novamente em 6/3, assumindo a liderança por 2 sets a 1. O quarto set apresentou o maior equilíbrio da partida. Tiafoe resistiu à pressão e utilizou sua movimentação e variedade de golpes para permanecer no confronto, enquanto Shelton continuou encontrando no saque uma importante proteção nos momentos mais exigentes. Sem conseguir abrir vantagem durante boa parte da parcial, os dois chegaram empatados a 5/5. Foi na reta final que Shelton conseguiu impor a pressão decisiva e confirmou seu serviço para fazer 6/5 e colocou Tiafoe diante da necessidade de sacar para permanecer na partida. Sob pressão, Tiafoe cometeu uma dupla falta no ponto que encerrou o confronto, permitindo que Shelton conquistasse a quebra de saque, fechasse o set em 7/5 e confirmasse a vitória por 3 sets a 1. A semifinal mostrou qualidades importantes dos dois jogadores. Tiafoe voltou a demonstrar a velocidade, o atletismo, a capacidade de mudar o ritmo das trocas e de transformar situações defensivas em oportunidades de ataque que o levaram à sua terceira semifinal do US Open. Sua campanha em Nova York também terá reflexos no ranking: ele deverá alcançar a posição de nº 8 do mundo, a melhor de sua carreira. Shelton, por sua vez, confirmou que seu jogo vem adquirindo recursos além daquele que continua sendo seu golpe mais impressionante: o saque. A potência do serviço, os golpes acelerados de fundo da quadra e o forehand agressivo foram acompanhados por uma capacidade crescente de defender, construir os pontos e manter a intensidade nos momentos de pressão. Depois de eliminar o atual campeão Carlos Alcaraz em cinco sets nas quartas de final, conseguiu sustentar elevado nível competitivo diante de outro adversário que vinha realizando uma campanha de destaque. Aos 23 anos, Shelton chega pela primeira vez à decisão de um Grand Slam. A classificação também coloca o tênis masculino dos Estados Unidos diante de uma oportunidade que não ocorre há mais de duas décadas: nenhum norte-americano conquista um título de simples masculino de Grand Slam desde Andy Roddick, campeão justamente do US Open, em 2003. Na final de domingo, 13 de setembro, Shelton enfrentará o alemão Alexander Zverev, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1 do torneio, que derrotou o russo Karen Khachanov na outra semifinal. Será o primeiro confronto entre Shelton e Zverev em um Grand Slam e colocará frente a frente dois jogadores que chegam à decisão em momentos importantes de suas carreiras: o norte-americano em busca de seu primeiro título de Grand Slam e o alemão tentando conquistar o segundo. 🔵 11 SET 2026 · FEITO E RECORDE Zverev vence Khachanov e chega à terceira final consecutiva de Grand Slam O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, classificou-se para a final do US Open 2026 ao derrotar o russo Karen Khachanov, de 30 anos, nº 50 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 7/6(7) e 7/6(6). A semifinal foi disputada na sexta-feira, 11 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York, com início programado para 15h, horário local. Apesar do placar em sets, a partida apresentou elevado equilíbrio, principalmente nas duas últimas parciais. Os dois tenistas, ambos com 1,98 m de altura, possuem jogos apoiados em saques potentes e golpes fortes a partir da linha de base. Khachanov, ex-nº 8 do mundo e semifinalista do US Open também em 2022, chegou à partida demonstrando novamente sua capacidade de produzir golpes agressivos e profundos. Durante o torneio, havia eliminado, entre outros adversários, o cabeça de chave nº 3, Felix Auger-Aliassime. No primeiro set, os dois jogadores confirmaram seus serviços até Zverev vencer um game em que Khachanov estava sacando, quando o placar marcava 4/3 para o alemão. Com a quebra de saque, Zverev abriu 5/3 e, em seguida, confirmou seu próprio serviço para fechar a parcial em 6/3, após 37 minutos. Zverev também mostrou disposição para variar sua atuação: foi à rede nove vezes no set e venceu os nove pontos, evitando que o confronto se limitasse às trocas de potência do fundo da quadra. O segundo set mostrou a capacidade de reação dos dois jogadores. Khachanov começou com dificuldades no saque e sofreu uma quebra logo no primeiro game, mas respondeu pouco depois. Quando Zverev sacava em 1/2, Khachanov pressionou e recuperou a quebra após uma dupla falta do alemão. A partir daí, nenhum dos dois voltou a ceder o serviço e a parcial foi decidida no tie-break. Foi nesse momento que a capacidade competitiva de Zverev ganhou importância. O alemão chegou ao desempate com excelente retrospecto de 25 vitórias e 12 derrotas em tie-breaks na temporada e utilizou principalmente o saque para enfrentar os momentos de pressão. Depois de uma troca de 22 golpes e de desperdiçar duas oportunidades de fechar o set, converteu a terceira e venceu o tie-break por 9 a 7, estabelecendo 2 sets a 0. Khachanov, entretanto, produziu seu melhor tênis na terceira parcial. Mais agressivo e consistente, conseguiu levar novamente o set ao tie-break, aproveitando também uma queda no percentual de primeiros saques de Zverev. O Khachanov começou melhor o desempate, venceu os três primeiros pontos e chegou a abrir 5 a 2. O momento mais crítico da partida ocorreu pouco depois. Khachanov chegou a 6 a 4 e teve dois set points para levar a semifinal ao quarto set. Zverev reagiu justamente quando estava sob maior pressão: venceu os quatro pontos seguintes, virou o tie-break e fechou a parcial em 8 a 6, confirmando a vitória por 3 sets a 0. A partida evidenciou algumas das principais qualidades de Zerev. Além do saque potente e dos golpes profundos do fundo da quadra, Zverev demonstrou capacidade para variar o jogo com aproximações à rede e, principalmente, manter elevado nível competitivo nos pontos decisivos. Essa característica foi determinante nos dois tie-breaks, especialmente no terceiro set, quando esteve a dois pontos de perder a parcial e conseguiu vencer quatro pontos consecutivos. A classificação representa um feito importante na temporada de Zverev: ele disputará sua terceira final consecutiva de Grand Slam em 2026. Depois de conquistar Roland Garros, seu primeiro título de Grand Slam, chegou à decisão de Wimbledon, onde foi vice-campeão, e agora disputará também o título do US Open. Seu retrospecto nos torneios de Grand Slam nesta temporada chegou a 24 vitórias e apenas duas derrotas. A trajetória em Nova York também demonstra sua capacidade de recuperação. Zverev precisou disputar cinco sets nas duas primeiras rodadas e acumulou 16 horas e 40 minutos em quadra até alcançar a semifinal, o maior tempo registrado por um jogador no caminho até essa fase do US Open. Depois das dificuldades iniciais, porém, elevou seu desempenho e venceu as quatro partidas seguintes sem perder um único set. Esta será a segunda final de Zverev no US Open. Em 2020, ele esteve a dois sets da conquista, mas acabou derrotado pelo austríaco Dominic Thiem. Seis anos depois, retorna à decisão em uma situação diferente: agora como campeão de Grand Slam e cabeça de chave nº 1 do torneio, buscando o segundo título de Grand Slam de sua carreira. 🔵 11 SET 2026 · FEITO E RECORDE Duplas: Siniakova e Townsend conquistam o US Open e completam o Career Grand Slam A tcheca Katerina Siniakova e a norte-americana Taylor Townsend, conquistaram na sexta-feira, 11 de setembro, o título de duplas femininas do US Open 2026, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York. Elas derrotaram as norte-americanas Ashlyn Krueger e Robin Montgomery, que receberam wild card para disputar o torneio, por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/0 e 6/2. A partida começou com dificuldades para as favoritas. Siniakova e Townsend chegaram a reagir no primeiro set, conquistando 13 pontos consecutivos e igualando o placar em 4/4. Krueger e Montgomery, porém, resistiram à pressão. Quando Siniakova sacava em 5/6 para levar a parcial ao tie-break, cometeu três duplas faltas no game, inclusive no ponto que encerrou o set em 7/5 para as norte-americanas. No segundo set, Siniakova e Townsend foram contundentes, pois passaram a controlar as trocas, elevaram a eficiência junto à rede e praticamente não deram oportunidades às adversárias. Venceram 23 de 27 pontos em determinado trecho da partida e fecharam a parcial em 6/0, em apenas 24 minutos. Ao longo do set, produziram 11 winners e cometeram somente dois erros não forçados. No terceiro set, a experiência e a capacidade de atuação em dupla fizeram diferença. Siniakova e Townsend conseguiram uma quebra de saque depois de um longo game e abriram vantagem. No último game da partida, entretanto, voltaram a enfrentar dificuldades: Siniakova, sacando para o título, cometeu duplas faltas e a parceria precisou salvar cinco break points. A atuação de Townsend junto à rede foi importante para resistir à reação das adversárias, antes de a dupla confirmar a vitória por 6/2. O título tem significado histórico. Siniakova e Townsend completaram juntas o Career Grand Slam, denominação dada à conquista dos quatro torneios de Grand Slam ao longo da carreira. A parceria já havia vencido Wimbledon em 2024, o Australian Open em 2025 e Roland Garros em 2026. Faltava justamente o US Open, torneio em que haviam sido vice-campeãs em 2025. Para Taylor Townsend, de 30 anos, a conquista também representa seu primeiro título de duplas femininas do US Open, depois de ter chegado à final em 2022 e 2025. A norte-americana tornou-se ainda a sexta tenista em atividade a completar o Career Grand Slam nas duplas. O feito de Katerina Siniakova é ainda mais raro. A tcheca conquistou seu 12º título de Grand Slam em duplas e tornou-se a primeira tenista da história a completar o Career Grand Slam ao lado de duas parceiras diferentes. Antes de alcançar os quatro títulos com Townsend, ela já havia conquistado todos os Grand Slams formando dupla com a também tcheca Barbora Krejcikova. A conquista confirma Siniakova e Townsend como uma das parcerias de maior destaque do circuito atual. Depois de perderem o primeiro set da decisão, a capacidade de reação, a cobertura da quadra, a performance junto à rede e o entrosamento permitiram que assumissem o controle da partida e transformassem uma final inicialmente difícil em uma vitória que entrou para a história das duplas femininas. 🟣 10 SET 2026 · DESTAQUE Sabalenka e Rybakina vencem as semifinais e decidirão o US Open As semifinais femininas do US Open 2026 foram disputadas na noite de quinta-feira, 10 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York. Na primeira partida da sessão noturna, iniciada às 19h, a bielorrussa Aryna Sabalenka derrotou a norte-americana Jessica Pegula por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/2. Na sequência, por volta das 20h55, a cazaque Elena Rybakina enfrentou a norte-americana Coco Gauff e venceu, de virada, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4. Sabalenka x Pegula O primeiro set mostrou o equilíbrio que se esperava entre duas adversárias que se conhecem bem. As duas protegeram seus games de saque mesmo quando pressionadas: Pegula salvou um break point no quarto game, enquanto Sabalenka precisou resistir quando a norte-americana ameaçou seu serviço em 4/4. A definição ocorreu quando Pegula sacava em 5/6 para levar o set ao tie-break. Sabalenka criou três oportunidades consecutivas de quebra e aproveitou a segunda para fechar a parcial em 7/5, após 43 minutos. A partir daí, a potência, a profundidade e a precisão dos golpes de Sabalenka passaram a determinar o ritmo da partida. A bielorrussa conseguiu a quebra de saque para abrir 3/1 no segundo set e dificultou cada vez mais a capacidade de Pegula de redirecionar a bola e utilizar a velocidade dos golpes da adversária a seu favor. Sabalenka terminou a partida com 29 winners e voltou a quebrar o saque da norte-americana no último game para fechar o set em 6/2 e a partida em 80 minutos. O desempenho evidenciou algumas das principais qualidades da bicampeã Sabalenka: saque potente, golpes agressivos e profundos dos dois lados da quadra e capacidade de assumir a iniciativa das trocas. Pegula procurou responder com a regularidade, precisão e capacidade de redirecionamento que caracterizam seu jogo, mas, principalmente no segundo set, encontrou poucas oportunidades diante da intensidade imposta pela adversária. Com a vitória, Sabalenka alcançou sua quarta final consecutiva do US Open e ampliou para 19 partidas sua sequência de vitórias no torneio. A bicampeã busca agora o terceiro título consecutivo em Nova York. Rybakina x Gauff Na segunda semifinal, Coco Gauff começou melhor. A norte-americana suportou a pressão dos golpes de Rybakina, utilizou sua movimentação e solidez defensiva para prolongar as trocas e, ao mesmo tempo, encontrou oportunidades para assumir a iniciativa. No sexto game, quebrou o saque da cazaque para abrir 4/2 e, depois de confirmar seu serviço sem perder pontos, construiu vantagem de 5/2. Gauff fechou o primeiro set em 6/3. Rybakina, porém, manteve a tranquilidade e começou a impor com maior eficiência uma das combinações mais fortes de seu jogo: saque potente e golpes profundos e acelerados a partir da linha de base. Aproveitou erros de Gauff no segundo set e venceu a parcial por 6/4, levando a decisão para o terceiro. No set decisivo ocorreu o momento mais crítico da partida. Rybakina aumentou a intensidade de seu jogo e conseguiu uma quebra para abrir 5/3, ficando a apenas um game da final. Gauff reagiu imediatamente e devolveu a quebra, reduzindo para 5/4. A possibilidade de recuperação da norte-americana, entretanto, durou pouco: no game seguinte, Rybakina voltou a pressionar o serviço de Gauff, conseguiu uma nova quebra de saque e fechou o set em 6/4 e a partida por 2 sets a 1. A reação mostrou características que têm marcado a evolução de Rybakina: além da conhecida potência do saque e dos golpes de fundo, a cazaque demonstrou controle emocional e capacidade de manter um jogo agressivo mesmo sob pressão. Depois de perder o primeiro set e enfrentar uma adversária apoiada pela maioria do público no Arthur Ashe Stadium, não abandonou sua estratégia e conseguiu elevar o nível nos momentos decisivos. Rybakina chega assim à primeira final de sua carreira no US Open. Campeã de Wimbledon em 2022 e do Australian Open de 2026, disputará seu terceiro título de Grand Slam e, independentemente do resultado da decisão, assumirá pela primeira vez a posição de nº 1 do mundo. As derrotas de Pegula e Gauff produziram ainda uma marca incomum para o tênis norte-americano: 2026 tornou-se o primeiro ano desde 2006 em que nenhuma tenista dos Estados Unidos disputou uma final de simples feminina nos quatro torneios de Grand Slam. A final entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina será disputada no sábado, 12 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, com início não antes das 16h (horário de Nova York).

  • Atualizações do US Open 2026

    Acontecimentos que movimentam o torneio em Nova York High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá Apresentação e legenda: clique ou toque para abrir O US Open 2026 está em andamento em Nova York e, ao longo do torneio, acontecimentos dentro e fora das quadras ajudam a escrever a história desta edição. Este espaço reúne fatos que merecem destaque durante a competição, como desistências e substituições de jogadores, entradas de lucky losers, resultados de grande impacto, partidas especialmente aguardadas, recordes e feitos marcantes, além de curiosidades, presença de personalidades e outros episódios que movimentam o torneio. As informações serão acrescentadas ao longo do US Open 2026, sempre que houver acontecimentos relevantes, sem a proposta de acompanhar todos os jogos ou apresentar uma cobertura completa dos resultados. Para esse acompanhamento, a Parte 3 da série disponibiliza o painel Acompanhe o US Open 2026 em tempo real, com acesso à programação dos jogos, resultados, chaves e outras informações atualizadas do torneio. Acompanhe as atualizações abaixo, da mais recente para a mais antiga. As cores identificam os diferentes tipos de acontecimentos e facilitam a localização dos temas de seu interesse ao percorrer a página: 🟣 DESTAQUE — Grandes surpresas e acontecimentos de repercussão. ⚫ MUDANÇA NA CHAVE — Desistências, abandonos, substituições, lucky losers e wild cards 🟡 FIQUE DE OLHO — Partidas e acontecimentos que merecem atenção. 🔵 FEITO E RECORDE — Marcas históricas e desempenhos excepcionais. 🔴 FORA DAS QUADRAS — Personalidades e acontecimentos dentro e fora do complexo. 🟤 CURIOSIDADE — Histórias e situações incomuns do torneio. Este post foi concluído. As atualizações mais recentes do US Open 2026 continuam em “Atualizações do US Open 2026 (Continuação)”. Acesse as novas atualizações → 🟤 10 SET 2026 · CURIOSIDADE Torneio Juvenil: Ambidestro, Teo Davidov chama atenção no US Open ao trocar a raquete de mão durante os pontos. O norte-americano Teo Davidov, de apenas 16 anos, chamou a atenção no torneio juvenil do US Open 2026 por apresentar um estilo raríssimo no tênis: é ambidestro, troca a raquete de mão durante os pontos e executa forehands tanto com a direita quanto com a esquerda, dispensando o backhand como golpe regular. A mudança pode ocorrer diversas vezes durante um mesmo ponto e, segundo o próprio tenista, tornou-se um movimento automático em seu jogo. Segundo o The Guardian, ele é o único jogador desta edição do US Open - entre homens, mulheres e juvenis - a atuar dessa maneira. A característica não se limita às trocas de bola. Davidov também consegue sacar com as duas mãos. Em geral, utiliza a direita de um lado da quadra e a esquerda do outro, podendo alterar essa escolha de acordo com o adversário e o efeito que pretende imprimir à bola. Essa capacidade cria possibilidades incomuns de ângulos e efeitos no saque e permite que ele explore o lado mais vulnerável de quem está devolvendo. A técnica desperta atenção até entre nomes importantes do tênis. O ex-nº 1 do mundo e campeão do US Open Andy Roddick considera particularmente interessante a possibilidade de Davidov sacar com eficiência tanto como destro quanto como canhoto, apontando potencial competitivo nessa característica. Nascido na Bulgária e radicado nos Estados Unidos desde pequeno, Davidov começou a desenvolver essa forma de jogar ainda na infância. Em 2025, tornou-se o primeiro tenista nascido em 2010 a superar o qualifying de um torneio profissional ITF M15 e, em 2026, chegou à semifinal de um M15 em Naples, na Flórida, resultado que lhe rendeu seus primeiros pontos no ranking da ATP. No US Open juvenil deste ano, Davidov foi eliminado na primeira rodada de simples pelo sul-africano Connor Doig, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(4) e 6/3. Nas duplas, atuou ao lado do também norte-americano Tyler Lee. A participação no torneio, portanto, não se destacou pelo resultado, mas por colocar diante do público de um Grand Slam uma maneira extremamente incomum de jogar tênis. Aos 16 anos, Davidov ainda está no início de sua trajetória, mas demonstra um potencial diferenciado por contar com recursos técnicos raros no esporte. Ele ainda tem muito tempo para evoluir e, se conseguir transformar essa versatilidade em performance competitiva, poderá se tornar um adversário particularmente difícil de enfrentar. Só o tempo dirá. 🟡 10 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Shelton e Tiafoe disputam vaga na final após duas jornadas extraordinárias Dois norte-americanos estarão frente a frente na sexta-feira, 11 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, às 19:00 horas (horário de Nova York), em uma das partidas mais aguardadas do US Open 2026. O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do mundo e cabeça de chave nº 8, enfrentará o norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, nº 12 do mundo e cabeça de chave nº 11, por uma vaga na final masculina. Os dois apresentam estilos ofensivos, mas com características próprias. Shelton, canhoto, tem no saque uma de suas principais armas — um golpe reconhecido entre os mais potentes do circuito — e combina essa força com um forehand igualmente agressivo, devoluções cada vez mais eficientes e golpes angulados, características que lhe permitem encurtar pontos e pressionar os adversários. A potência ficou evidente nas quartas de final, quando encerrou a vitória sobre Carlos Alcaraz com um ace de 146 mph (aproximadamente 235 km/h). Tiafoe, destro, também utiliza um saque potente, mas se destaca especialmente pelo jogo agressivo, pela velocidade, capacidade atlética e variedade de recursos. Procura assumir a iniciativa dos pontos, utilizando a combinação entre saque e forehand para atacar, além de explorar mudanças de ritmo, aproximações à rede e acelerações de bola em diferentes posições da quadra. Sua rapidez também lhe permite transformar situações defensivas em oportunidades de contra-ataque. No US Open deste ano, o site oficial do torneio destacou justamente o seu estilo explosivo, uma característica que combina potência, mobilidade e agressividade na construção dos pontos. Os dois chegam à semifinal depois de protagonizarem partidas marcantes nas quartas de final. Tiafoe conseguiu uma grande reação contra Alex Michelsen: esteve dois sets e uma quebra de saque atrás, mas virou a partida e venceu por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 3/6, 7/5, 6/3 e 7/6(6). É a terceira semifinal de US Open de sua carreira, depois das campanhas de 2022 e 2024. Poucas horas depois, Shelton eliminou o então campeão Carlos Alcaraz em outra batalha de cinco sets. O norte-americano venceu por 3 sets a 2, com parciais de 6/7(5), 6/1, 6/3, 1/6 e 7/6(7), conquistando sua primeira vitória contra um adversário do Top 3. A partida terminou às 3h33 da madrugada, tornando-se o jogo com término mais tardio da história do US Open. Shelton também atravessa uma temporada de destaque. Já conquistou sete títulos da ATP na carreira, quatro deles somente em 2026: Dallas, Munique, Stuttgart e Montreal. No Canadá, defendeu o título conquistado no ano anterior. Tiafoe possui quatro títulos da ATP: Delray Beach (2018), Houston (2023), Stuttgart (2023) e Halle (2026). O título deste ano em Halle, um ATP 500 disputado na grama, é o maior de sua carreira até o momento. Na final, contra Taylor Fritz, perdeu apenas sete pontos em seus games de saque, numa atuação em que a ATP destacou a combinação de potência e precisão no serviço. O confronto também tem história. Shelton lidera o retrospecto por 3 a 1, e esta será a terceira vez que os dois se enfrentam no US Open. Em 2023, Shelton venceu Tiafoe nas quartas de final; em 2024, Tiafoe deu o troco na terceira rodada, em cinco sets. Shelton voltou a vencer no encontro mais recente entre eles, nas quartas de final do Mubadala Citi DC Open, torneio ATP 500 de quadra dura, disputado em Washington, em 2025, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(2) e 6/4. Agora, pela primeira vez, eles se encontram em uma semifinal de Grand Slam. O vencedor disputará no domingo sua primeira final de simples de Grand Slam e manterá viva a possibilidade de encerrar um longo jejum do tênis masculino dos Estados Unidos: Andy Roddick, em 2003, foi o último norte-americano a conquistar o US Open masculino. 🟡 10 SET 2026 · FIQUE DE OLHO As quatro principais cabeças de chave disputam hoje as semifinais As semifinais femininas do US Open serão disputadas nesta quinta-feira, 10 de setembro, reunindo as quatro primeiras cabeças de chave do torneio, algo que não ocorria em um Grand Slam desde Wimbledon 2009. No primeiro confronto, às 19h, no horário de Nova York, a bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do mundo e cabeça de chave nº 1, enfrentará a norte-americana Jessica Pegula, de 32 anos, nº 3 do mundo e cabeça de chave nº 3, no Arthur Ashe Stadium. Bicampeã consecutiva do US Open, Sabalenka busca o tricampeonato e poderá se tornar a primeira mulher desde Serena Williams, entre 2012 e 2014, a conquistar três títulos consecutivos em Nova York. Sabalenka, destra, tem na potência uma das características mais marcantes de seu jogo. Seu saque é uma importante arma para conquistar pontos diretamente ou assumir o controle das trocas desde a primeira bola, enquanto forehand e backhand são executados com grande velocidade e profundidade, permitindo que pressione as adversárias a partir da linha de base. A bielorrussa procura tomar a iniciativa e encurtar os pontos, mas sua evolução competitiva também passa pela maior consistência do saque e pela capacidade de manter esse estilo agressivo nos momentos de pressão. Nas quartas de final deste US Open, por exemplo, reagiu quando estava uma quebra abaixo (Noskova havia vencido um game em que Sabalenka estava sacando) no terceiro set contra Linda Noskova e chegou a fechar a partida com um ace no segundo saque. Pegula, por sua vez, busca seu primeiro título de Grand Slam. Seu melhor resultado em um torneio dessa categoria foi no US Open de 2024, quando chegou à final e foi derrotada por Sabalenka, sua adversária na semifinal de hoje. As duas voltaram a se enfrentar na semifinal do US Open de 2025, novamente com vitória de Sabalenka. Pegula, também destra, apresenta um jogo mais equilibrado e baseado sobretudo na precisão, regularidade e capacidade de redirecionar a bola. Executa golpes planos e profundos dos dois lados, consegue absorver a potência da adversária e mudar rapidamente a direção das trocas, características particularmente importantes contra jogadoras agressivas como Sabalenka. Seu saque ganhou potência nos últimos anos, assim como melhoraram sua cobertura de quadra e a capacidade de utilizar a velocidade dos golpes adversários a seu favor. Pegula também dispõe de recursos como slices, deixadas e aproximações à rede, o que lhe permite variar a construção dos pontos. Contra Sabalenka, um de seus principais diferenciais será justamente evitar padrões previsíveis, mudar a direção da bola e obrigar a bielorrussa a produzir seus golpes potentes em movimento, em vez de permitir que dite os pontos confortavelmente a partir da linha de base. O confronto desta quinta-feira será, portanto, o terceiro ano consecutivo em que Pegula e Sabalenka se encontram em Nova York, sempre em uma semifinal ou final, evidenciando a dimensão do desafio que a norte-americana terá de superar para voltar a disputar o título. Após essa partida, a cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, enfrentará a norte-americana Coco Gauff, de 22 anos, nº 4 do mundo e cabeça de chave nº 4. Rybakina já garantiu que assumirá pela primeira vez a liderança do ranking mundial após o US Open e busca seu terceiro título de Grand Slam. A cazaque já foi campeã de Wimbledon em 2022 e do Australian Open em 2026, seus melhores resultados em torneios dessa categoria. Gauff também é bicampeã de Grand Slam: conquistou o US Open em 2023 e Roland Garros em 2025. A norte-americana tenta agora alcançar sua segunda final em Nova York e conquistar o terceiro Grand Slam da carreira. 🔴 9 SET 2026 · FORA DAS QUADRAS Irmãs Williams impulsionam audiência do US Open na ESPN A participação das norte-americanas Serena Williams, de 44 anos, e Venus Williams, de 46, nas duplas femininas do US Open produziu impacto também fora das quadras. Segundo dados divulgados pela ESPN, a cobertura televisiva na noite de 4 de setembro durante a participação das irmãs alcançou média, nos Estados Unidos, de 1,2 milhão de espectadores, com pico de 2,2 milhões entre 22h e 22h15min, no horário da costa leste norte-americana. A cobertura completa da ESPN e ESPN2 naquela sexta-feira registrou média de 1,1 milhão de espectadores, crescimento de 17% em relação a 2025. O desempenho contribuiu para que o US Open alcançasse, até o término da terceira rodada, média de 846 mil espectadores nas transmissões da ESPN, o maior público nesse estágio do torneio desde 2022, ano da última participação de Serena antes de seu retorno às competições em 2026. Na partida que ajudou a impulsionar esses números, Serena e Venus foram eliminadas pelas cabeças de chave nº 14, Hao-Ching Chan e Maya Joint, após mais de três horas de jogo. O Arthur Ashe Stadium recebeu cerca de 23 mil espectadores para o confronto. 🔵 9 SET 2026 · FEITO E RECORDE Zverev supera recorde de Becker e completa quatro semifinais de Grand Slam no ano O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, venceu o holandês Botic van de Zandschulp, de 30 anos, nº 70 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 7/5 e 6/1, e avançou à semifinal do US Open. A partida começou em 9 de setembro, por volta das 20h00, no Arthur Ashe Stadium, e terminou ainda na noite do dia 9, após aproximadamente duas horas de jogo. Com a vitória, Zverev alcançou 23 triunfos em partidas de Grand Slam em 2026, superando o recorde de 22 vitórias de Boris Becker em 1989 entre tenistas alemães em uma mesma temporada. Zverev também completou outro feito inédito em sua carreira: chegou às semifinais dos quatro Grand Slams em uma mesma temporada - Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. Na semifinal em Nova York, o alemão enfrentará o russo Karen Khachanov, de 30 anos, nº 50 do mundo e sem status de cabeça de chave. 🟣 9 SET 2026 · DESTAQUE Duplas: virada surpreendente decide semifinal do US Open A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, cabeças de chave nº 2, estiveram muito próximas da final das duplas femininas do US Open, mas foram derrotadas de virada pelas norte-americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger, que receberam wild card, por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/4 e 7/6, com 10/8 no match tiebreak. Stefani e Dabrowski chegaram a sacar para fechar a partida no terceiro set e tiveram dois match points, mas Montgomery e Krueger conseguiram a quebra e levaram a parcial ao desempate. No match tiebreak, a brasileira e a canadense abriram expressiva vantagem de 8/2, ficando a apenas dois pontos da vitória. A reação das norte-americanas, porém, foi extraordinária: Montgomery e Krueger conquistaram oito pontos consecutivos, viraram para 10/8 e garantiram a classificação para a final. Apesar da eliminação, a dupla formada por Stefani e Dabrowski encerrou sua participação no US Open depois de alcançar pelo menos as semifinais dos quatro Grand Slams de 2026. Foram semifinalistas no Australian Open e em Roland Garros, vice-campeãs em Wimbledon e semifinalistas em Nova York. A dupla também conquistou nesta temporada os títulos de Dubai, Estrasburgo e Eastbourne e já está classificada para o WTA Finals. 🟣 9 SET 2026 · DESTAQUE Gauff salva dois match points e vira partida contra Andreeva A norte-americana Coco Gauff, de 22 anos, nº 4 do mundo e cabeça de chave nº 4, esteve muito perto da eliminação, mas conseguiu uma grande reação diante da russa Mirra Andreeva, de 19 anos, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 5, para alcançar a semifinal do US Open. Gauff venceu por 2 sets a 1, com parciais de 2/6, 7/6(7) e 6/2. No tiebreak do segundo set, a norte-americana salvou dois match points antes de vencer por 9/7 e levar a decisão para a terceira parcial. Um dos momentos marcantes da reação ocorreu no tiebreak, quando Gauff venceu uma extraordinária troca de 39 golpes ao executar uma bola curta, próxima à rede (drop shot) que Andreeva não conseguiu alcançar. A campeã do US Open de 2023 enfrentará na semifinal Elena Rybakina, que garantiu nesta quarta-feira a liderança do ranking mundial. Com a classificação de Gauff, as quatro primeiras cabeças de chave chegaram às semifinais femininas: Aryna Sabalenka, Elena Rybakina, Jessica Pegula e Coco Gauff. É a primeira vez que isso acontece em um torneio de Grand Slam desde Wimbledon 2009. ⚫ 9 SET 2026 · MUDANÇA NA CHAVE Blockx abandona partida e Khachanov avança à semifinal A histórica campanha do belga Alexander Blockx, de 21 anos, nº 34 do mundo e cabeça de chave nº 28, terminou nas quartas de final devido a problemas físicos. Blockx abandonou o confronto contra o russo Karen Khachanov, de 30 anos, nº 50 do mundo e sem status de cabeça de chave, quando o adversário vencia por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, e liderava o terceiro set por 3/2. A partida terminou após 1h37min. O belga já havia chegado ao confronto com uma lesão na região das costelas, que quase o levou a abandonar sua partida anterior contra Francisco Cerúndolo. Nas quartas, apresentou também problemas no pé direito, coxa e costas, recebeu atendimento médico e acabou sem condições de continuar. Khachanov avançou assim à sua segunda semifinal do US Open, depois de 2022, e à terceira semifinal de Grand Slam da carreira. Blockx encerra uma campanha histórica em sua primeira participação na chave principal do US Open: tornou-se o primeiro belga do masculino a alcançar as quartas de final do torneio. 🔵 9 SET 2026 · FEITO E RECORDE Rybakina vence Zheng e garante pela primeira vez o nº 1 do mundo A cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, derrotou a chinesa Zheng Qinwen, de 23 anos, vinda do qualifying, e alcançou pela primeira vez a semifinal do US Open. Rybakina venceu por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 3/6, 6/1 e 6/4. Além da classificação, a vitória garantiu a Rybakina um feito histórico: ela assumirá pela primeira vez na carreira a liderança do ranking mundial da WTA, ultrapassando Aryna Sabalenka após o término do US Open. Rybakina será a 30ª tenista a alcançar o nº 1 do ranking da WTA e a primeira representante do Cazaquistão, entre homens e mulheres, a chegar ao topo do ranking mundial de simples. A nova nº 1 enfrentará Coco Gauff por uma vaga na final. 🟣 9 SET 2026 · DESTAQUE Shelton elimina Alcaraz em batalha que termina às 3h33min da madrugada O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do ranking ATP e cabeça de chave nº 8, protagonizou uma das maiores surpresas do US Open 2026 ao eliminar o espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, nº 3 do ranking ATP e cabeça de chave nº 2 e atual campeão do torneio. Shelton venceu por 3 sets a 2, com parciais de 6/7(5), 6/1, 6/3, 1/6 e 7/6(7). No match tiebreak o norte-americano venceu por 10/7. A partida começou às 23h05 de 8 de setembro e terminou às 3h33min da madrugada de 9 de setembro, horário local de Nova York, após 4h28min. Foi o término mais tardio de uma partida na história do US Open. Shelton conquistou também sua primeira vitória sobre Alcaraz e tornou-se o primeiro norte-americano a derrotar o espanhol em um torneio de Grand Slam, encerrando a sequência de 13 vitórias de Alcaraz sobre jogadores dos Estados Unidos em Grand Slams. O resultado definiu uma semifinal inteiramente norte-americana entre Ben Shelton e Frances Tiafoe, garantindo aos Estados Unidos um representante na final masculina. 🟡 8 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Alcaraz e Shelton se enfrentam hoje por vaga na semifinal Um dos confrontos mais aguardados das quartas de final masculinas do US Open 2026 acontece nesta noite no Arthur Ashe Stadium. O espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, nº 3 do mundo e cabeça de chave nº 2, enfrenta o norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do mundo e cabeça de chave nº 8. A partida será realizada após o término do confronto entre as norte-americanas Jessica Pegula e Emma Navarro, que está em andamento no Arthur Ashe Stadium. Atual campeão do US Open, Alcaraz chega às quartas depois de quase cinco meses afastado das competições por uma lesão no punho direito. Mesmo assim, perdeu apenas um set nas quatro primeiras partidas em Nova York. Shelton, semifinalista do US Open em 2023, tenta chegar pela segunda vez à semifinal do torneio e busca também sua primeira vitória sobre Alcaraz. O espanhol venceu os três confrontos anteriores entre eles. Quem avançar enfrentará na semifinal o norte-americano Frances Tiafoe, que hoje protagonizou uma grande virada sobre Alex Michelsen. 🟣 8 SET 2026 · DESTAQUE Tiafoe reverte 0–2 e vai à semifinal após batalha de 4h38min O norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, nº 12 do mundo e cabeça de chave nº 11, protagonizou uma grande virada diante do compatriota Alex Michelsen, de 22 anos, nº 46 do mundo e sem status de cabeça de chave. Michelsen venceu os dois primeiros sets e chegou a sacar para fechar a partida no terceiro, mas Tiafoe reagiu. Depois de 4 horas e 38 minutos, Tiafoe completou a virada e venceu por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 3/6, 7/5, 6/3 e 7/6(6). O quinto set foi decidido em um match tiebreak, vencido por Tiafoe por 10/6. Com o resultado, o norte-americano alcançou a terceira semifinal de US Open da carreira, depois das campanhas de 2022 e 2024, e manteve viva a possibilidade de encerrar o longo período sem um campeão norte-americano na chave masculina de simples em Nova York. 🔵 8 SET 2026 · FEITO E RECORDE Duplas: Stefani e Dabrowski chegam à quarta semifinal de Grand Slam em 2026 A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, cabeças de chave nº 2, avançaram à semifinal das duplas femininas ao derrotar as chinesas Jiang Xinyu e Zhang Shuai, cabeças de chave nº 7, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4. A classificação estabeleceu uma sequência de grande regularidade: Stefani e Dabrowski chegaram juntas às semifinais dos quatro torneios de Grand Slam disputados em 2026. A dupla foi semifinalista no Australian Open e em Roland Garros, vice-campeã em Wimbledon e agora está novamente entre as quatro melhores no US Open. Para Stefani, a classificação representa também um retorno especial: cinco anos depois, ela volta à semifinal das duplas femininas do US Open ao lado da mesma parceira. Em 2021, brasileira e canadense chegaram a essa fase antes de a campanha terminar após a grave lesão no joelho sofrida por Stefani durante a semifinal. A dupla também já conquistou três títulos na temporada de 2026 e garantiu classificação para o WTA Finals. 🟣 8 SET 2026 · DESTAQUE Sabalenka reage no terceiro set e mantém vivo o sonho do tricampeonato A bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do mundo e cabeça de chave nº 1, enfrentou uma das partidas mais difíceis de sua campanha ao superar a tcheca Linda Noskova, de 21 anos, cabeça de chave nº 6 e campeã de Wimbledon 2026. Sabalenka venceu por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(1), 3/6 e 7/6(7), depois de estar perdendo por 4/2 no terceiro set. A decisão chegou ao match tiebreak, no qual a nº 1 do mundo foi vencedora por 10/7. Com a vitória, Sabalenka alcançou a semifinal do US Open pelo sexto ano consecutivo e manteve viva a possibilidade de conquistar o torneio pela terceira edição seguida. A bielorrussa, campeã em 2024 e 2025, chegou à semifinal com uma sequência de 19 vitórias consecutivas no US Open. 🔵 7 SET 2026 · FEITO & RECORDE Zverev completa quartas de final nos quatro Grand Slams de 2026 O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, derrotou o italiano Luciano Darderi, de 24 anos, nº 22 do mundo e cabeça de chave nº 21, por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/2 e 7/6(3). Com a classificação, Zverev alcançou, em 2026, pelo menos as quartas de final nos quatro torneios de Grand Slam em 2026. Foi a primeira vez na carreira que o alemão conseguiu chegar a essa fase nos quatro Grand Slams em uma mesma temporada. O feito também igualou uma marca alemã de Boris Becker, estabelecida em 1989. Nas quartas do US Open, Zverev enfrentará o holandês Botic van de Zandschulp, justamente o vencedor da batalha de 5h13min contra Arthur Gea. 🔵 7 SET 2026 · FEITO & RECORDE Van de Zandschulp salva match point e vence batalha de 5h13 contra Gea O holandês Botic van de Zandschulp, de 30 anos, nº 70 do mundo e sem status de cabeça de chave, protagonizou uma das maiores batalhas do US Open 2026 ao derrotar o francês Arthur Gea, de 21 anos nº 87 do mundo, sem status de cabeça de chave e lucky loser; depois de estar perdendo por 2 sets a 0. Van de Zandschulp venceu por 3 sets a 2, com parciais de 3/6, 6/7(0), 7/6(7), 7/6(3) e 6/4, após 5h13min. Gea teve match point no tiebreak do terceiro set, mas o holandês conseguiu salvá-lo e iniciou uma recuperação que ainda passaria por outro tiebreak antes do quinto e decisivo set. Esta foi a partida mais longa do US Open 2026 até aquele momento. A derrota encerrou também uma campanha incomum de Gea. Depois de perder na rodada final do qualifying, ele entrou na chave principal como lucky loser e esteve a apenas um ponto de se tornar o primeiro lucky loser do masculino a alcançar as quartas de final de um torneio de Grand Slam. 🟡 7 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Rybakina elimina Osaka e terá Zheng pela frente valendo também o nº 1 A cazaque Elena Rybakina, de 27 anos nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, eliminou a japonesa Naomi Osaka, de 28 anos nº 13 do mundo e cabeça de chave nº 13, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4, e avançou às quartas de final do US Open. A vitória definiu um dos confrontos mais aguardados da próxima fase: Rybakina x Zheng Qinwen. A chinesa chega às quartas depois de protagonizar duas recuperações consecutivas após estar perdendo um set por 5/0 — contra Madison Keys e Iga Swiatek. O duelo terá ainda consequências importantes para a disputa pela liderança do ranking mundial, que Rybakina busca alcançar pela primeira vez. A cazaque chega ao confronto sem ter perdido um único set nas quatro primeiras rodadas do US Open 2026. 🔵 7 SET 2026 · FEITO & RECORDE Blockx supera dores, vence Cerúndolo e faz história para a Bélgica O belga Alexander Blockx, de 21 anos, nº 34 do mundo e cabeça de chave nº 28, alcançou as primeiras quartas de final de Grand Slam da carreira ao derrotar o argentino Francisco Cerúndolo, de 28 anos nº 25 do mundo e cabeça de chave nº 24, por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 4/6, 7/5 e 7/5. A classificação ganha dimensão especial porque esta é a primeira participação de Blockx na chave principal do US Open. Ele também se tornou o primeiro tenista belga do masculino a alcançar as quartas de final do torneio. A campanha esteve perto de terminar durante a própria partida. Blockx revelou que sentiu uma forte dor na região das costelas já no segundo game e recebeu atendimento médico. Segundo o belga, caso tivesse perdido o terceiro set, havia grande possibilidade de abandonar o confronto. Nas duas rodadas anteriores, Blockx já havia chamado atenção ao superar o norte-americano Sebastian Korda e eliminar o italiano Flavio Cobolli, então cabeça de chave nº 5. 🟣 7 SET 2026 · DESTAQUE Zheng vira de 0/5 pela segunda partida consecutiva e elimina Swiatek A chinesa Zheng Qinwen, de 23 anos, nº 121 do mundo, vinda do qualifying e sem status de cabeça de chave, protagonizou uma das maiores surpresas do US Open 2026 ao eliminar a polonesa Iga Swiatek, de 25 anos, nº 8 do mundo e cabeça de chave nº 8, nas oitavas de final. Zheng venceu por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3, mas o placar não revela a dimensão da recuperação no primeiro set. Swiatek abriu 5/0, antes de a chinesa vencer sete games consecutivos e fechar a parcial por 7/5. O feito ganha dimensão ainda maior porque foi a segunda partida consecutiva em que Zheng reverteu uma desvantagem de 0/5. Na terceira rodada, diante da norte-americana Madison Keys, ela esteve atrás por 0/5 no terceiro set, salvou um match point e acabou vencendo a partida. Com a vitória sobre Swiatek, campeã do US Open em 2022 e dona de seis títulos de Grand Slam, Zheng avançou às quartas de final e tornou-se a primeira tenista vinda do qualifying a alcançar essa fase do torneio desde Emma Raducanu, campeã em 2021. A campanha marca também uma retomada importante da chinesa, campeã olímpica em Paris 2024, depois de um período afetado por problemas físicos e cirurgia. 🔵 7 SET 2026 · FEITO E RECORDE Andreeva chega pela primeira vez às quartas de final do US Open A russa Mirra Andreeva, de 19 anos, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 5, alcançou pela primeira vez na carreira as quartas de final do US Open. Andreeva derrotou a austríaca Anastasia Potapova, de 25 anos, nº 25 do mundo e cabeça de chave nº 24, por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 5/7, 6/4 e 6/3, após cerca de duas horas e meia de partida. Até esta edição, Andreeva jamais havia ultrapassado a terceira rodada em Nova York. A jovem russa, que conquistou Roland Garros em 2026, passa agora a ter chegado pelo menos às quartas de final em três dos quatro torneios de Grand Slam. A partida também teve um momento de esportividade. No terceiro set, quando Potapova sofreu uma queda e apresentou dores na perna esquerda, Andreeva foi imediatamente até a adversária, ajudou-a a chegar à cadeira e pediu gelo para o atendimento. Potapova conseguiu retornar à quadra, embora com dificuldades, e as duas se abraçaram demoradamente ao final do confronto. 🔵 6 SET 2026 · FEITO E RECORDE Cinco norte-americanos chegaram às oitavas masculinas pela primeira vez desde 1995 O US Open 2026 registrou a maior presença masculina dos Estados Unidos nas oitavas de final em 31 anos. Cinco norte-americanos chegaram à fase: Ben Shelton, Frances Tiafoe, Alex Michelsen, Learner Tien e Tommy Paul. A última vez que pelo menos cinco tenistas dos Estados Unidos haviam alcançado simultaneamente as oitavas da chave masculina do US Open ocorreu em 1995. A marca ganha relevância diante do longo período sem um campeão norte-americano de simples masculino em torneios de Grand Slam. O último foi Andy Roddick, campeão do US Open em 2003. A presença recorde, entretanto, não significa que todos continuaram na competição. Tommy Paul foi posteriormente eliminado por Carlos Alcaraz, enquanto Tiafoe, Michelsen e Shelton garantiram classificação para as quartas; Learner Tien ainda disputará sua partida de oitavas. 🟣 6 SET 2026 · DESTAQUE Tiafoe elimina Medvedev e mantém invencibilidade no Louis Armstrong Stadium O norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, nº 12 do ranking mundial e cabeça de chave nº 11, conseguiu uma de suas vitórias mais importantes no torneio ao eliminar o russo Daniil Medvedev, de 30 anos, nº 8 do mundo e cabeça de chave nº 7, campeão do US Open de 2021. Tiafoe venceu por 3 sets a 0, com parciais de 7/6(1), 6/4 e 7/6(6), e garantiu presença nas quartas de final. Além de superar um ex-campeão que havia vencido seis dos sete confrontos anteriores entre os dois, Tiafoe ampliou uma estatística incomum: passou a acumular 10 vitórias e nenhuma derrota no Louis Armstrong Stadium em partidas do US Open. O norte-americano já havia alcançado as semifinais em Nova York em 2022 e 2024. Nas quartas, enfrentará o compatriota Alex Michelsen. 🔵 6 SET 2026 · FEITO E RECORDE Michelsen alcança sua primeira quartas de final de Grand Slam O norte-americano Alex Michelsen, de 23 anos, nº 46 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, alcançou pela primeira vez na carreira as quartas de final de um torneio de Grand Slam. Michelsen derrotou o argentino Tomás Martín Etcheverry, de 27 anos, nº 32 do ranking mundial e cabeça de chave nº 27, por 3 sets a 0, com parciais de 7/6(6), 6/4 e 6/4. O norte-americano chegou às quartas sem perder um único set em quatro partidas no US Open 2026, vencendo todos os 12 sets que disputou em suas quatro primeiras partidas do torneio. Contra Etcheverry, Michelsen produziu 44 winners e 12 aces. Sua classificação criou ainda um confronto totalmente norte-americano nas quartas contra Frances Tiafoe, garantindo antecipadamente pelo menos um representante dos Estados Unidos nas semifinais masculinas. 🟡 6 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Shelton supera Tsitsipas e terá Alcaraz pela frente nas quartas O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do ranking mundial e cabeça de chave nº 8, confirmou uma das quartas de final mais aguardadas do US Open 2026 ao eliminar o grego Stefanos Tsitsipas, de 28 anos, nº 53 do mundo e sem status de cabeça de chave. Shelton venceu por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/3 e 6/4, e voltou às quartas de final do US Open pela primeira vez desde 2023, quando chegou à semifinal. Agora enfrentará o espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, nº 3 do ranking mundial e cabeça de chave nº 2, atual campeão do US Open. Alcaraz chegou às quartas após derrotar o norte-americano Tommy Paul também por 3 sets a 0. O retrospecto favorece Alcaraz, que venceu os três confrontos anteriores entre os dois, mas Shelton chega à partida impulsionado por uma campanha marcada pela força de seu saque e pela atuação dominante diante de Tsitsipas. 🟤 6 SET 2026 · CURIOSIDADE Eliminação de Tsitsipas interrompe tradição de 149 anos do backhand de uma mão A eliminação de Stefanos Tsitsipas, nº 53 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, diante de Ben Shelton, nº 9 do ranking mundial e cabeça de chave nº 8; produziu uma consequência histórica e pouco comum no tênis masculino: pela primeira vez desde o início de Wimbledon, em 1877, nenhum jogador que utiliza o backhand de uma mão chegará às semifinais de simples masculino de um torneio de Grand Slam. A sequência atravessou 149 anos de história dos torneios de Grand Slam. Tsitsipas era o último jogador ainda na chave do US Open 2026 capaz de preservar essa continuidade histórica. Sua eliminação simboliza também uma transformação técnica do tênis: o backhand de uma mão, predominante entre os jogadores em décadas passadas, atualmente é utilizado por apenas cerca de 2% a 3% dos competidores. O próprio Tsitsipas lamentou a redução da presença do golpe no circuito e relacionou o fenômeno a uma crescente uniformização dos estilos de jogo. Mais do que um recorde, portanto, o episódio representa a interrupção de uma tradição técnica que esteve presente nas semifinais masculinas dos Grand Slams desde a criação de Wimbledon, em 1877. 🟣 6 SET 2026 · DESTAQUE Navarro vence Kalinskaya e garante duelo norte-americano com Pegula nas quartas A norte-americana Emma Navarro, de 25 anos, nº 27 do ranking mundial e cabeça de chave nº 25, derrotou a russa Anna Kalinskaya, de 27 anos, nº 23 do mundo e cabeça de chave nº 21, por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2, e avançou às quartas de final do US Open. Navarro alcançou sua quarta classificação às quartas de final de Grand Slam e tenta repetir ou superar sua melhor campanha em Nova York, quando chegou à semifinal em 2024. Sua adversária será a compatriota Jessica Pegula, de 32 anos, nº 3 do ranking mundial e cabeça de chave nº 3. Com o confronto entre as duas, os Estados Unidos já têm garantida uma representante nas semifinais femininas do US Open 2026. 🔴 6 SET 2026 · FORA DAS QUADRAS Cirstea se despede dos Grand Slams no US Open A romena Sorana Cirstea, de 36 anos, nº 17 do ranking mundial e cabeça de chave nº 16, encerrou sua trajetória em torneios de Grand Slam após ser eliminada pela norte-americana Jessica Pegula, de 32 anos, nº 3 do mundo e cabeça de chave nº 3, nas oitavas de final. Pegula venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, mas o resultado assumiu significado especial por representar a última partida de Cirstea em um Grand Slam. A romena já havia anunciado que 2026 seria sua última temporada no circuito profissional. Cirstea encerra, assim, uma longa trajetória nos quatro principais torneios do tênis mundial. Depois da partida, Pegula reconheceu publicamente a competitividade da adversária e o significado daquele momento de despedida. Com a vitória, Pegula avançou às quartas de final, nas quais enfrentará a compatriota Emma Navarro. 🟣 5 SET 2026 · DESTAQUE Cerúndolo reage após perder os dois primeiros sets e elimina Fritz O argentino Francisco Cerúndolo, de 28 anos, nº 25 do ranking mundial e cabeça de chave nº 24, protagonizou uma das grandes viradas do US Open 2026 ao vencer o norte-americano Taylor Fritz, de 28 anos, nº 10 do mundo e cabeça de chave nº 9. Cerúndolo perdeu os dois primeiros sets, mas reagiu e venceu por 3 sets a 2, com parciais de 3/6, 4/6, 6/3, 6/4 e 6/4, garantindo pela primeira vez uma vaga nas oitavas de final do US Open. Foi apenas a segunda vez na carreira que o argentino conseguiu vencer uma partida depois de estar perdendo por 2 sets a 0. O resultado ganhou ainda mais relevância por vencer um dos principais representantes dos Estados Unidos na chave masculina e um jogador que ocupava uma das dez primeiras posições do ranking mundial. Cerúndolo enfrentará nas oitavas o belga Alexander Blockx. 🟣 5 SET 2026 · DESTAQUE Blockx elimina o nº 6 do mundo e alcança pela primeira vez as oitavas do US Open O belga Alexander Blockx, de 21 anos, nº 34 do ranking mundial e cabeça de chave nº 28, conseguiu a maior vitória de sua carreira ao eliminar o italiano Flavio Cobolli, de 24 anos, nº 6 do mundo e cabeça de chave nº 5. Depois de perder o primeiro set, Blockx reagiu e venceu por 3 sets a 1, com parciais de 6/7(4), 6/3, 6/0 e 6/3, classificando-se pela primeira vez para as oitavas de final do US Open. Na sequência, enfrentará o argentino Francisco Cerúndolo por uma vaga nas quartas de final. 🟣 5 SET 2026 · DESTAQUE Jovic vence duelo de mais de três horas contra Eala e chega às oitavas A norte-americana Iva Jovic, de apenas 18 anos, nº 14 do ranking mundial e cabeça de chave nº 14, venceu uma partida especialmente disputada contra a filipina Alexandra Eala, de 21 anos, nº 18 do mundo e cabeça de chave nº 17. Jovic venceu por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 3/6 e 7/5, após mais de três horas de partida no Arthur Ashe Stadium. O confronto teve 17 quebras de saque e terminou com uma forte manifestação de emoção da norte-americana, que caiu na quadra chorando após o último ponto. As duas jovens tenistas são amigas fora das quadras, circunstância que acrescentou um componente particular ao confronto. O ex-tenista Andy Roddick, campeão do US Open de 2003, chegou a classificá-lo como o melhor jogo do torneio até aquele momento. Com a vitória, Jovic avançou às oitavas do US Open pela primeira vez e passou a ter pela frente a compatriota Coco Gauff. 🟡 5 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Osaka e Rybakina colocam duas campeãs de Grand Slam frente a frente nas oitavas A japonesa Naomi Osaka, de 28 anos, nº 13 do ranking mundial e cabeça de chave nº 13, terá pela frente nas oitavas a cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, em um dos confrontos mais aguardados da fase. Osaka, campeã do US Open em 2018 e 2020, chegou às oitavas depois de superar a belga Elise Mertens em três sets. Rybakina, campeã de Wimbledon em 2022, avançou após derrotar a ucraniana Yuliia Starodubtseva. O confronto ganhou um elemento adicional de atenção porque Osaka revelou estar convivendo desde a temporada de grama com um problema persistente no tendão de aquiles esquerdo. Durante a partida contra Mertens, a japonesa recebeu atendimento médico no terceiro set. Embora tenha afirmado não considerar o problema grave, reconheceu que ele ainda não desapareceu completamente. A condição física de Osaka passa, portanto, a ser uma variável adicional em um confronto entre duas campeãs de Grand Slam e duas das principais jogadoras de potência do circuito. 🔵 5 SET 2026 · FEITO & RECORDE Lucky loser Arthur Gea transforma segunda chance em campanha histórica O francês Arthur Gea, de 21 anos, que entrou na chave principal como lucky loser, transformou uma derrota no qualifying em uma das trajetórias mais incomuns do US Open 2026. Gea havia perdido para o norte-americano Nishesh Basavareddy na rodada final do qualifying, mas ganhou uma vaga na chave principal após a desistência do norueguês Casper Ruud. A partir da segunda oportunidade, venceu três partidas consecutivas e alcançou as oitavas de final ao superar o norte-americano Michael Zheng por 3 sets a 2, com parciais de 7/6(7), 3/6, 4/6, 6/3 e 6/2. O feito tem dimensão histórica: Gea tornou-se apenas o segundo lucky loser da Era Aberta a alcançar as oitavas de final da chave masculina do US Open. O primeiro havia sido seu compatriota Corentin Moutet, em 2022. A campanha também representa a melhor participação de Gea em um torneio de Grand Slam. Nas oitavas, enfrentará o holandês Botic van de Zandschulp. 🟣 5 SET 2026 · DESTAQUE Potapova elimina Anisimova e alcança pela primeira vez as oitavas do US Open A austríaca Anastasia Potapova, de 25 anos, nº 25 do ranking mundial e cabeça de chave nº 24, alcançou um resultado inédito em sua trajetória no US Open ao derrotar a norte-americana Amanda Anisimova, de 25 anos, nº 10 do mundo e cabeça de chave nº 10, finalista do torneio em 2025. Potapova venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, e garantiu pela primeira vez uma vaga nas oitavas de final do US Open. Um dos aspectos importantes de sua atuação foi a capacidade de reagir nos momentos de maior pressão. Potapova enfrentou 16 break points e salvou 13 deles, impedindo que Anisimova aproveitasse grande parte das oportunidades que teve para quebrar seu serviço. O resultado ganha relevância também pelo retrospecto recente da adversária em Nova York. Anisimova havia chegado à final do US Open de 2025 e entrou na edição deste ano como uma das dez primeiras colocadas do ranking mundial. Nas oitavas, Potapova enfrentará a russa Mirra Andreeva, de 19 anos, nº 5 do ranking mundial e cabeça de chave nº 5, que derrotou a tcheca Nikola Bartunkova na terceira rodada. 🟣 5 SET 2026 · DESTAQUE Zheng salva match point após estar 5/0 atrás e vence Madison Keys A chinesa Qinwen Zheng, nº 121 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, protagonizou uma das maiores viradas do torneio até agora: depois de perder o primeiro set e ficar 5/0 atrás no terceiro, ainda salvou um match point antes de vencer a norte-americana Madison Keys, nº 24 do ranking mundial e cabeça de chave nº 22, por 2 sets a 1, com parciais de 1/6, 7/6(3) e 7/5. Zheng, ex-nº 4 do mundo, precisou disputar o qualifying do US Open 2026 após um período marcado por lesões e agora está nas oitavas de final da chave principal. 🟣 4 SET 2026 · DESTAQUE Shelton chega a 237 km/h no saque e supera Shapovalov O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do ranking mundial e cabeça de chave nº 8, teve nos saques potentes e eficazes um importante diferencial na disputa contra o canadense Denis Shapovalov, de 27 anos, nº 48 do mundo e sem status de cabeça de chave, pela terceira rodada do US Open 2026. Shelton venceu por 3 sets a 1, com parciais de 7/6(3), 6/7(5), 6/3 e 6/4, em uma partida de 3 horas e 22 minutos, disputada no Arthur Ashe Stadium. O saque do norte-americano chamou especialmente a atenção. Shelton disparou 14 aces durante a partida e seu serviço mais rápido atingiu 237 km/h. A potência não ficou restrita aos saques de velocidade máxima: seu primeiro serviço teve velocidade média de 188 km/h. Quando conseguiu colocar o primeiro saque em quadra, venceu 73% desses pontos. A vitória levou Shelton às oitavas de final do US Open pela segunda vez na carreira. Sua melhor participação ocorreu em 2023, quando alcançou a semifinal. Nas oitavas, Shelton enfrentará o grego Stefanos Tsitsipas, de 28 anos, nº 51 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave. 🔵 4 SET 2026 · FEITO & RECORDE Tsitsipas chega às oitavas do US Open pela primeira vez O grego Stefanos Tsitsipas, de 28 anos, nº 51 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, alcançou pela primeira vez as oitavas de final do US Open ao derrotar o tcheco Jiri Lehecka, de 24 anos, nº 19 do mundo e cabeça de chave nº 18, por 3 sets a 1, com parciais de 2/6, 6/1, 7/6(3) e 6/1, na terceira rodada. Depois de perder o primeiro set, Tsitsipas reagiu de maneira contundente. O terceiro set tornou-se decisivo para o rumo da partida: o grego venceu o tiebreak por 7/3 e, na sequência, dominou o quarto set por 6/1. Depois de perder seus três primeiros games de saque no confronto, Tsitsipas encontrou maior regularidade no serviço e terminou a partida com 12 aces. A classificação representa um feito inédito para o grego em Nova York. Em suas oito participações anteriores no US Open, seu melhor resultado havia sido a terceira rodada, alcançada em 2020 e 2021. Agora, em sua nona participação, Tsitsipas conseguiu chegar às oitavas e passou a ter alcançado essa fase nos quatro torneios de Grand Slam. Tsitsipas enfrentará nas oitavas de final o norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do ranking mundial e cabeça de chave nº 8. 🟣 4 SET 2026 · DESTAQUE Duplas: Irmãs Williams protagonizam disputa acirrada após quatro anos sem jogar juntas Convidadas pela organização com um wild card, as norte-americanas Serena Williams, de 44 anos, e Venus Williams, de 46, retornaram às duplas em um torneio de Grand Slam pela primeira vez desde o US Open de 2022. Diante da taiwanesa Hao-Ching Chan, de 32 anos, nº 48 do ranking mundial de duplas e da australiana Maya Joint, de 20, nº 30 do ranking mundial de duplas e cabeças de chave nº 14, as irmãs Williams protagonizaram uma partida equilibrada e de sucessivas mudanças no controle do jogo, disputada durante 3 horas e 2 minutos no Arthur Ashe Stadium. Chan e Joint começaram melhor e venceram o primeiro set por 6/3. Serena e Venus reagiram no segundo e levaram a definição ao tiebreak, que venceram para fechar a parcial em 7/6(6) e empatar a partida. Já no terceiro e decisivo set, as irmãs Williams chegaram a estar atrás por 4/1, recuperaram-se e novamente levaram a decisão ao desempate. O momento mais marcante ocorreu justamente no match tiebreak: Serena e Venus abriram 5/0, ficando a apenas cinco pontos da vitória. Chan e Joint, porém, demonstraram grande equilíbrio emocional e capacidade técnica para reagir em uma situação bastante desfavorável, conquistaram 10 dos 12 pontos seguintes e venceram a partida de forma espetacular, por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7(6) e 7/6(7), com o match tiebreak de 10/7. Além da intensidade da disputa, chamou a atenção o nível competitivo apresentado pelas irmãs Williams. Aos 44 e 46 anos - idades pouco comuns para uma atuação nesse nível no tênis profissional - e depois de quatro anos sem disputarem juntas uma partida de Grand Slam, Serena e Venus conseguiram enfrentar em igualdade uma dupla cabeça de chave até os últimos pontos. O desempenho evidenciou que, apesar do longo período sem atuarem juntas e da idade, conservaram recursos técnicos, entrosamento e capacidade competitiva para sustentar uma partida de mais de três horas. O confronto também teve relevância histórica. Diante de aproximadamente 24 mil espectadores no Arthur Ashe Stadium, as irmãs voltaram à quadra onde construíram parte importante de suas trajetórias no tênis. Juntas, Serena e Venus conquistaram 14 títulos de duplas em torneios de Grand Slam, incluindo os títulos do US Open de 1999 e 2009. 🟣 4 SET 2026 · DESTAQUE Navarro elimina Muchova, nº 7 do mundo, e avança às oitavas A norte-americana Emma Navarro, de 25 anos, nº 27 do ranking mundial e cabeça de chave nº 26, eliminou a tcheca Karolina Muchova, de 30 anos, nº 7 do mundo e cabeça de chave nº 7, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5, na terceira rodada do US Open 2026. A vitória de Navarro ganha destaque também pelo desempenho recente de Muchova. Em julho, a tcheca chegou à final de Wimbledon 2026 e foi vice-campeã, após ser derrotada por sua compatriota Linda Noskova, de 21 anos, por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 5/7 e 6/3. Com o resultado, Noskova conquistou seu primeiro título de Grand Slam. Para Navarro, a vitória sobre Muchova foi a terceira em 2026 contra uma adversária que ocupava uma das dez primeiras posições do ranking mundial e a nona desse tipo em sua carreira. Com a classificação, a norte-americana alcançou as oitavas de final de um torneio de Grand Slam pela primeira vez desde Wimbledon 2025. No US Open, o melhor resultado de Navarro ocorreu em 2024, quando chegou à semifinal e foi derrotada por Aryna Sabalenka, que posteriormente conquistou o título daquela edição. 🟣 4 SET 2026 · DESTAQUE Tommy Paul elimina Bublik em cinco sets e enfrentará Alcaraz O norte-americano Tommy Paul, de 29 anos, nº 21 do ranking mundial e cabeça de chave nº 20, eliminou o cazaque Alexander Bublik, de 29 anos, nº 16 do mundo e cabeça de chave nº 15, por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 3/6, 6/7(4), 6/1 e 6/3, pela terceira rodada do US Open 2026. A partida durou mais de três horas. Paul esteve atrás por 2 sets a 1, mas reagiu vencendo o quarto set por 6/1 e confirmou a virada no quinto. Com a vitória, terá pela frente nas oitavas de final o espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, nº 3 do mundo e cabeça de chave nº 2. 🟡 4 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Alcaraz chega às oitavas e enfrentará Tommy Paul O espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, nº 3 do ranking mundial e cabeça de chave nº 2, avançou às oitavas de final ao derrotar o chinês Wu Yibing, nº 113 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/1. Atual campeão do US Open, Alcaraz alcançou sua 17ª vitória consecutiva em partidas de Grand Slam. O espanhol agora enfrentará o norte-americano Tommy Paul, cabeça de chave nº 20, nas oitavas de final. 🔵 4 SET 2026 · FEITO E RECORDE Sabalenka chega a 16 vitórias consecutivas no US Open A bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do ranking mundial e cabeça de chave nº 1, derrotou a uzbeque Kamilla Rakhimova, nº 92 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, e avançou às oitavas de final do US Open 2026. Bicampeã consecutiva do torneio, Sabalenka alcançou sua 16ª vitória seguida no US Open. Se conquistar novamente o título em 2026, será tricampeã consecutiva - feito que não ocorre no torneio feminino desde Serena Williams, campeã em 2012, 2013 e 2014. 🟣 4 SET 2026 · DESTAQUE Townsend elimina Shnaider e terá Sabalenka pela frente A norte-americana Taylor Townsend nº 96 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, eliminou a russa Diana Shnaider, nº 16 do ranking mundial e cabeça de chave nº 15, por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 6/7(3) e 6/3, e avançou às oitavas de final do US Open 2026. Townsend enfrentará agora a nº 1 do mundo e atual bicampeã Aryna Sabalenka nas oitavas de final. 🟡 4 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Keys salva cinco match points e consegue grande virada no US Open A norte-americana Madison Keys, de 31 anos, nº 9 do ranking mundial e cabeça de chave nº 9, protagonizou uma grande reação na segunda rodada do US Open 2026. Ela derrotou a húngara Anna Bondar, de 29 anos, nº 74 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/4 e 7/6(5), com 10/5 no match tiebreak. No terceiro set, Keys chegou a estar perdendo por 5/2 e salvou cinco match points antes de levar a decisão para o match tiebreak. Nele, a norte-americana voltou a ficar atrás no placar, por 5/3, mas conquistou sete pontos consecutivos e fechou a disputa em 10/5. Com os cinco match points salvos, Keys igualou o norte-americano Sebastian Gorzny como os únicos jogadores que, até o encerramento da segunda rodada, haviam conseguido salvar cinco match points em uma mesma partida no US Open 2026. 🔵 4 SET 2026 · FEITO & RECORDE Monfils se despede do US Open e encerra trajetória em Grand Slams O francês Gaël Monfils, de 40 anos, nº 57 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, disputou sua última partida no US Open e também o último jogo de Grand Slam de sua carreira. Ele foi derrotado pelo norte-americano Learner Tien, de 21 anos, nº 15 do mundo e cabeça de chave nº 14, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/3, na segunda rodada, no Louis Armstrong Stadium. Monfils já havia anunciado que encerrará a carreira profissional ao final da temporada de 2026. Após a partida, o US Open exibiu um vídeo em sua homenagem, e o francês agradeceu ao público de Nova York. Com a despedida, Monfils encerrou sua trajetória no US Open com 34 vitórias e 18 derrotas e sua participação em torneios de Grand Slam com 131 vitórias e 70 derrotas. Os números representam também uma marca histórica para o tênis de seu país: nenhum tenista francês conquistou mais vitórias do que Monfils no US Open ou no conjunto dos torneios de Grand Slam. 🔵 4 SET 2026 · FEITO & RECORDE Zverev disputa cinco sets nas duas primeiras rodadas e estabelece feito inédito O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do ranking mundial e cabeça de chave nº 1, precisou novamente de cinco sets para avançar no US Open 2026. Ele derrotou o francês Quentin Halys, de 29 anos, nº 52 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 4/6, 7/6(3), 6/7(3) e 6/3, em 4h33min de partida. O confronto terminou por volta das 2h15 da madrugada, em Nova York. Na primeira rodada, Zverev também havia disputado cinco sets contra o italiano Lorenzo Sonego, em uma partida de 4h53min. Com isso, o alemão acumulou 9h26min de jogo e dez sets disputados nas duas primeiras rodadas. A sequência estabeleceu um feito inédito na Era Aberta: Zverev tornou-se o primeiro cabeça de chave nº 1 masculino a disputar cinco sets em cada uma das duas primeiras rodadas de um torneio de Grand Slam. O alemão alcançou ainda outra marca no US Open: tornou-se o primeiro tenista masculino a chegar a 20 vitórias em torneios de Grand Slam em 2026, com campanha de 20 vitórias e duas derrotas nos quatro torneios de Grand Slam da temporada. 🟣 3 SET 2026 · DESTAQUE Van de Zandschulp elimina De Minaur por 3 sets a 0 O neerlandês Botic van de Zandschulp, de 30 anos, nº 70 do ranking mundial e sem status de cabeça de chave, eliminou o australiano Alex de Minaur, de 27 anos, nº 7 do mundo e cabeça de chave nº 6, por por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 7/5 e 6/2, na segunda rodada do US Open 2026. Van de Zandschulp chegou à partida sem nunca ter vencido De Minaur nos quatro confrontos anteriores entre os dois. Desta vez, o neerlandês venceu em sets diretos e interrompeu a sequência do australiano, que havia alcançado as quartas de final do US Open em 2024 e 2025. O resultado também remete a outra vitória de destaque de Van de Zandschulp em Nova York. No US Open de 2024, também pela segunda rodada, o neerlandês eliminou Carlos Alcaraz, então nº 3 do mundo e cabeça de chave nº 3, em sets diretos. 🟣 3 SET 2026 · DESTAQUE Sweeny elimina Musetti e alcança sua primeira terceira rodada de Grand Slam O australiano Dane Sweeny, de 25 anos, nº 123 do ranking mundial, participante da chave principal por wild card e sem status de cabeça de chave, eliminou o italiano Lorenzo Musetti, de 24 anos, nº 14 do mundo e cabeça de chave nº 13, por 3/6, 6/1, 6/2 e 6/2, na segunda rodada do US Open 2026. Depois de perder o primeiro set, Sweeny assumiu o controle da partida e venceu 18 dos 23 games seguintes, completando a virada em quatro sets. Com o resultado, o australiano alcançou pela primeira vez na carreira a terceira rodada de um torneio de Grand Slam. Musetti, por sua vez, havia chegado às quartas de final do US Open em 2025. 🟤 3 SET 2026 · CURIOSIDADE Quem recebe wild card pode ser cabeça de chave? Sim. Receber um wild card e ser cabeça de chave são situações independentes. O wild card determina a forma de ingresso do tenista na chave principal: ele recebe um convite da organização, sem precisar conquistar a vaga por classificação direta no ranking ou pelo qualifying. Já a definição dos cabeças de chave está relacionada à organização e ao equilíbrio da competição. Os jogadores mais bem posicionados, segundo os critérios adotados pelo torneio, são distribuídos em diferentes posições da chave, evitando que os principais competidores se enfrentem logo nas primeiras rodadas e contribuindo para uma distribuição mais equilibrada ao longo do torneio. Por isso, um jogador que recebeu um wild card também pode ser cabeça de chave, desde que esteja entre os tenistas que atendam aos critérios de classificação utilizados para a definição dos cabeças de chave. O regulamento dos torneios de Grand Slam prevê expressamente essa possibilidade. No US Open 2026, o australiano Dane Sweeny, de 25 anos, nº 123 do ranking mundial, recebeu um wild card para disputar a chave principal, mas não foi cabeça de chave. 🟣 3 SET 2026 · DESTAQUE Khachanov elimina Auger-Aliassime e avança à terceira rodada O russo Karen Khachanov, de 30 anos, nº 50 do mundo e sem status de cabeça de chave, eliminou o canadense Félix Auger-Aliassime, de 26 anos, nº 4 do ranking mundial e cabeça de chave nº 8, por 6/7(5), 6/3, 6/2 e 6/2, na segunda rodada do US Open 2026. Sem vencer uma partida nos três torneios preparatórios que disputou antes do US Open, Khachanov conseguiu a reação após perder o primeiro set e quebrou o saque do canadense sete vezes durante o confronto, ou seja, venceu sete games em que Auger-Aliassime estava sacando, ao longo da partida. Auger-Aliassime foi semifinalista em Nova York em 2021 e 2025 e demonstrou queda de rendimento físico ao longo da partida. A vitória foi apenas a segunda de Khachanov sobre um adversário do Top 10 em um Grand Slam. O resultado também estabeleceu uma marca inédita em sua carreira: pela primeira vez, o russo alcançou pelo menos a terceira rodada nos quatro torneios de Grand Slam de uma mesma temporada. Khachanov também foi semifinalista do US Open em 2022. 🟡 2 SET 2026 · FIQUE DE OLHO Zverev escapa da eliminação após quase cinco horas de partida O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1 do US Open, esteve a apenas dois pontos da eliminação diante do italiano Lorenzo Sonego, de 31 anos e nº 89 do mundo. Depois de perder o terceiro set, Zverev viveu um momento crítico no quarto: Sonego vencia por 5/4 e o game estava empatado em 30/30, com Zverev sacando. Como o italiano já liderava a partida por dois sets a um, se conquistasse os dois pontos seguintes, quebraria o saque do alemão e venceria a partida. Zverev, porém, reagiu e venceu o set por 7/5. No quinto set, Zverev completou a virada e garantiu a classificação para a segunda rodada, vencendo por 6/4, 3/6, 6/7(7), 7/5 e 6/4. A partida no Arthur Ashe Stadium, em Nova York, durou 4h53min e terminou às 1h55min da madrugada. Segundo Zverev, foi a partida mais longa que já disputou em uma primeira rodada. 🟤 2 SET 2026 · CURIOSIDADE Como Zverev pode ser nº 2 do mundo e nº 1 no US Open? O alemão Alexander Zverev, de 29 anos e nº 2 do ranking mundial, disputa o US Open 2026 como cabeça de chave nº 1, uma situação que pode parecer contraditória, mas tem uma explicação simples. O nº 1 do ranking mundial é o italiano Jannik Sinner, de 25 anos, que não disputa o torneio devido a uma lesão no joelho. Com sua ausência, Zverev tornou-se o jogador mais bem colocado no ranking entre os participantes e, consequentemente, recebeu a condição de cabeça de chave nº 1. Assim, as duas posições coexistem: Zverev continua sendo o nº 2 do ranking mundial da ATP, mas é o nº 1 entre os cabeças de chave do US Open 2026. A posição no ranking reflete a classificação mundial do jogador; a condição de cabeça de chave estabelece sua posição dentro da chave daquele torneio. 🔵 2 SET 2026 · FEITO E RECORDE Lucky loser Bu Yunchaokete elimina cabeça de chave nº 12 e faz história O chinês Bu Yunchaokete, de 24 anos, que havia perdido na rodada final do qualifying, entrou na chave principal como lucky loser após a desistência por lesão do australiano Thanasi Kokkinakis. Nesta quarta-feira, 02 de setembro, ele protagonizou uma das maiores surpresas até agora: venceu o espanhol Rafael Jódar, de 19 anos e cabeça de chave nº 12, por 6/2, 6/1 e 6/1. Bu tornou-se o primeiro lucky loser da Era Aberta a vencer um cabeça de chave do Top 15 em um torneio de Grand Slam. Foi também a primeira vitória de sua carreira em uma chave principal de Grand Slam. 🟣 2 SET 2026 · DESTAQUE Daniel Mérida elimina Rublev e chega pela primeira vez à terceira rodada O espanhol Daniel Mérida, de 21 anos, nº 39 do mundo e sem status de cabeça de chave, venceu o russo Andrey Rublev, de 28 anos, nº 24 do ranking mundial, cabeça de chave nº 23, por 6/7(3), 6/2, 6/4 e 6/4, nesta quarta-feira (2), e avançou à terceira rodada. O resultado ganha peso porque esta é a primeira participação de Mérida na chave principal do US Open. Rublev, ex-nº 5 do mundo, já alcançou dez quartas de final de Grand Slam. Mérida vive a melhor temporada da carreira: conquistou seu primeiro título ATP em Umag e chegou às quartas do Masters 1000 de Montreal. Na terceira rodada, Mérida enfrentará o norte-americano Alex Michelsen, de 22 anos, nº 45 do mundo e sem status de cabeça de chave, que eliminou o também norte-americano Brandon Nakashima, de 25 anos, nº 17 do mundo e cabeça de chave nº 16, por 6/3, 6/4 e 6/4. O confronto reúne uma particularidade: Mérida e Michelsen, ambos sem status de cabeça de chave, como visto, eliminaram cabeças de chave nesta rodada do torneio. Além disso, nenhum dos dois jamais chegou às oitavas de final do US Open. Como se enfrentarão diretamente na terceira rodada, um deles alcançará essa fase pela primeira vez na carreira. 🟡 1º SET 2026 · FIQUE DE OLHO Irmãs Williams voltarão a jogar juntas nas duplas femininas do US Open As norte-americanas Serena Williams, de 44 anos, e Venus Williams, de 46 anos, voltarão a formar dupla no US Open. Convidadas por wild card, elas enfrentarão na primeira rodada a taiwanesa Hao-Ching Chan, de 32 anos, e a australiana Maya Joint, de 20 anos, cabeças de chave nº 14. Será a primeira participação conjunta das irmãs Williams nas duplas do US Open desde 2022. Campeãs em Nova York em 1999 e 2009, Serena e Venus conquistaram juntas 14 títulos de duplas femininas em torneios de Grand Slam. O confronto traz ainda uma coincidência: Joint foi a adversária que venceu Serena em Wimbledon neste ano, partida na qual a norte-americana sofreu uma lesão no joelho que posteriormente a impediu de disputar as duplas ao lado de Venus. 🔵 1º SET 2026 · FEITO E RECORDE Monfils vence no dia em que completa 40 anos de idade e alcança marca histórica no US Open O francês Gael Monfils, de 40 anos, venceu o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo, de 22 anos, de virada, por 2/6, 6/1, 6/2 e 6/0, no Louis Armstrong Stadium, no dia de seu 40º aniversário. A vitória ganhou significado especial porque este é o último US Open da carreira de Monfils, que anunciou sua aposentadoria ao final da temporada de 2026. O francês recebeu um wild card para disputar o torneio e, depois de perder o primeiro set, dominou as três parciais seguintes para prolongar sua despedida de Nova York. Com o resultado, Monfils tornou-se o jogador mais velho a vencer uma partida de simples da chave principal do US Open desde Jimmy Connors, em 1992. A coincidência torna o feito ainda mais curioso: Connors também conseguiu sua vitória aos 40 anos, justamente no dia de seu aniversário. 🟣 31 AGO 2026 · DESTAQUE Tiafoe reage em batalha de cinco sets e supera Martin Damm O norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, 11º cabeça de chave e duas vezes semifinalista do US Open, precisou de uma grande reação para superar o compatriota Martin Damm, de 22 anos, por 6/4, 4/6, 3/6, 6/3 e 6/4, após 3 horas e 48 minutos de partida no Louis Armstrong Stadium. Tiafoe chegou a ficar em situação delicada depois de perder o segundo e o terceiro sets, ficando dois sets a um atrás. Damm pressionou o favorito principalmente com seu poderoso serviço e terminou a partida com 28 aces. Nos dois últimos sets, Tiafoe conseguiu elevar seu nível, conquistou uma quebra de serviço em cada parcial e sustentou a vantagem para completar a virada. Finalista do Masters 1000 de Cincinnati pouco antes do US Open, o norte-americano evitou assim tornar-se mais um cabeça de chave eliminado na primeira rodada em Nova York. 🟣 31 AGO 2026 · DESTAQUE Alcaraz vence na volta às simples após 139 dias afastado por lesão O espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, retornou às partidas de simples depois de 139 dias afastado das competições devido a uma lesão no punho direito. Atual campeão do US Open e segundo cabeça de chave do torneio, ele derrotou o russo Roman Safiullin, de 29 anos, por 6/4, 6/4 e 6/4, na primeira rodada. Mais importante que o resultado foi a resposta física do espanhol. Após 2 horas e 22 minutos de partida no Arthur Ashe Stadium, Alcaraz afirmou que não sentiu dores e que o punho respondeu bem ao esforço competitivo, uma das principais dúvidas que cercavam seu retorno após mais de quatro meses sem disputar uma partida de simples. A vitória também ampliou uma marca expressiva do espanhol em Nova York: Alcaraz soma 25 vitórias e apenas três derrotas no US Open, aproveitamento de 89,2%, o melhor percentual entre os homens na Era Aberta. Desde que começou a disputar chaves principais de Grand Slam, em 2021, ele também nunca perdeu uma partida de primeira rodada, acumulando 21 vitórias em 21 estreias. 🟣 31 AGO 2026 · DESTAQUE Taylor Townsend elimina a vice-campeã de Roland Garros Maja Chwalinska A norte-americana Taylor Townsend, de 30 anos, protagonizou uma das surpresas da primeira rodada do US Open ao derrotar a polonesa Maja Chwalinska, de 24 anos e cabeça de chave nº 20, por 6/2 e 6/3, em apenas 78 minutos. O resultado ganha relevância porque Chwalinska chegou a Nova York após alcançar a final de Roland Garros em 2026, enquanto Townsend ocupava apenas a 96ª posição do ranking de simples. A norte-americana dominou especialmente nos pontos disputados com seu primeiro serviço, perdendo apenas quatro deles durante toda a partida. Townsend, que também ocupa a 2ª posição do ranking mundial de duplas, avançou para enfrentar a australiana Taylah Preston na segunda rodada. 🔵 31 AGO 2026 · FEITO E RECORDE Wawrinka encerra sua trajetória em Grand Slams no US Open O suíço Stan Wawrinka, de 41 anos, disputou sua última partida de Grand Slam justamente no torneio em que conquistou o título em 2016. Ele foi derrotado pelo italiano Matteo Berrettini por 7/6(4), 7/6(3) e 6/0, na primeira rodada. A despedida tem forte valor histórico: Wawrinka encerra uma trajetória de cerca de 20 anos nos Grand Slams, com três títulos — Australian Open 2014, Roland Garros 2015 e US Open 2016. Sua presença em Nova York só foi possível após uma desistência abrir espaço para que recebesse um wild card, tornando ainda mais simbólica sua última participação no torneio. 🟣 31 AGO 2026 · DESTAQUE Tsitsipas surpreende e elimina o cabeça de chave nº 10 Arthur Fils Stefanos Tsitsipas protagonizou uma das primeiras grandes surpresas do US Open 2026 ao eliminar o francês Arthur Fils, cabeça de chave nº 10, por 4/6, 7/6(3), 6/1 e 6/4. O resultado ganha ainda mais destaque porque Fils chegou a Nova York após conquistar seu primeiro título de Masters 1000, em Cincinnati, e havia vencido os cinco confrontos anteriores contra Tsitsipas. O grego, atualmente fora do Top 50 e disputando pela primeira vez o US Open sem ser cabeça de chave, conseguiu reagir e vencer a partida, depois de estar perdendo o segundo set por 5–2. 🔵 31 AGO 2026 · FEITO E RECORDE Venus Williams e Sofia Kenin protagonizam o início mais tardio de uma partida na história do US Open O confronto entre as norte-americanas Venus Williams, de 46 anos, e Sofia Kenin, de 27 anos, começou à 0h13 em Nova York, estabelecendo o recorde de início mais tardio de uma partida na história do US Open. A programação avançou pela madrugada depois que a partida anterior no Arthur Ashe Stadium, entre Novak Djokovic e Mariano Navone, durou 4 horas e 36 minutos. Em sua 26ª participação na chave principal do US Open, Venus ainda protagonizou uma reação no segundo set e chegou a ter sete oportunidades de levá-lo. Kenin conseguiu salvar todos os set points e venceu por 6/2 e 7/6(6), encerrando uma noite histórica no Arthur Ashe Stadium depois das 2h da madrugada. ⚫ 30 AGO 2026 · MUDANÇA NA CHAVE Lesões tiram Casper Ruud e Marin Cilic da chave; dois lucky losers ganham vagas O norueguês Casper Ruud, de 27 anos, cabeça de chave nº 19 e finalista do US Open em 2022, ficou impossibilitado de disputar a chave de simples devido a uma lesão nas costas, sofrida durante um treinamento no Cincinnati Open. Apesar da tentativa de recuperação, o problema físico não evoluiu como esperado e sua equipe decidiu preservar o tenista. A vaga de Ruud foi ocupada pelo francês Arthur Gea, de 21 anos, que ingressou na chave principal como lucky loser. Também por motivo de lesão, o croata Marin Cilic, de 37 anos, campeão do US Open de 2014, ficou fora da competição de simples. A organização não informou a natureza da lesão. Seu lugar foi ocupado pelo finlandês Otto Virtanen, de 25 anos, também como lucky loser. As duas mudanças mostram na prática como funciona o mecanismo do lucky loser: tenistas que não conseguiram a classificação pelo qualifying ainda podem ingressar na chave principal quando vagas são abertas posteriormente. 🟣 30 AGO 2026 · DESTAQUE Mariano Navone elimina Novak Djokovic em uma das grandes surpresas do US Open O argentino Mariano Navone, 25 anos e nº 49 do mundo, protagonizou uma das maiores surpresas do início do US Open 2026 ao eliminar o sérvio Novak Djokovic, de 39 anos, quarto cabeça de chave e quatro vezes campeão do torneio, por 7/6(5), 5/7, 4/6, 6/2 e 6/1, após 4 horas e 36 minutos no Arthur Ashe Stadium. Djokovic chegou a liderar por dois sets a um e esteve com uma quebra de vantagem no quarto set, mas enfrentou problemas físicos durante a partida, incluindo episódios de vômito, cãibras e dores. O sérvio afirmou depois do confronto que chegou a considerar abandonar a partida, mas decidiu permanecer em quadra até o final. A vitória foi histórica para Navone, então nº 49 do mundo: além de representar sua primeira vitória em uma partida de cinco sets, tornou-se o primeiro tenista em 20 anos a eliminar Djokovic na rodada inicial de um Grand Slam. Para Djokovic, foi a primeira derrota na primeira rodada em 20 participações no US Open e apenas a terceira vez em toda a carreira que perdeu na estreia de um torneio de Grand Slam. As anteriores ocorreram no Australian Open de 2005 e de 2006. 🔵 28 AGO 2026 · FEITO E RECORDE Kei Nishikori se despede dos Grand Slams no US Open O japonês Kei Nishikori, de 36 anos, disputou a última partida de Grand Slam de sua carreira no mesmo torneio em que viveu um de seus maiores momentos: o US Open. Finalista em Nova York em 2014, Nishikori avançou pelas duas primeiras rodadas do qualifying e chegou à terceira e decisiva partida, que valia uma vaga na chave principal. Na rodada final, foi derrotado por 6/4 e 7/6(3) pelo também japonês Rei Sakamoto, de 20 anos, que garantiu pela primeira vez a classificação para a chave principal do US Open. A despedida teve ainda um simbolismo especial. Após a partida, Nishikori foi homenageado em uma cerimônia realizada em quadra e destacou o potencial do jovem compatriota, em um encontro que acabou representando uma passagem de geração no tênis japonês. Ex-nº 4 do mundo, Nishikori encerrará sua carreira profissional após o Japan Open, em Tóquio, previsto para o final de setembro. 🔵 26 AGO 2026 · FEITO E RECORDE Muchova e Mensik conquistam juntos o primeiro título de Grand Slam de suas carreiras Os tchecos Karolina Muchova, de 30 anos, e Jakub Mensik, de 20 anos, conquistaram o título de duplas mistas do US Open 2026 ao derrotarem a suíça Belinda Bencic, de 29 anos, e o italiano Flavio Cobolli, de 24 anos, por 6/3, 1/6 e 10/6, na final disputada no Arthur Ashe Stadium. A conquista teve significado especial para os dois campeões: tanto Muchova quanto Mensik levantaram pela primeira vez um troféu de Grand Slam em suas carreiras, considerando todas as modalidades. Disputada durante a Fan Week, a competição de duplas mistas adotou formato mais curto, com sets reduzidos e um match tiebreak de 10 pontos para decidir a partida quando necessário. Muchova e Mensik chegaram ao título justamente dessa maneira, vencendo o desempate decisivo por 10/6. 🟣 25 AGO 2026 · DESTAQUE Serena Williams retorna ao US Open ao lado de Carlos Alcaraz nas duplas mistas A norte-americana Serena Williams, de 44 anos, voltou a disputar uma partida no US Open quatro anos depois de sua última participação no torneio. Em seu retorno, formou dupla com o espanhol Carlos Alcaraz, de 23 anos, na competição de duplas mistas disputada durante a Fan Week. A dupla enfrentou a suíça Belinda Bencic, de 29 anos, e o italiano Flavio Cobolli, de 24 anos, sendo derrotada por 5/4(4) e 4/1. A partida marcou não apenas o retorno de Serena ao US Open, mas também a volta de Alcaraz às competições depois de um período afastado devido a uma lesão no punho. A presença conjunta de uma das maiores campeãs da história do tênis e de um dos principais nomes da atualidade transformou o confronto em uma das grandes atrações da Fan Week. 🔴 25 AGO 2026 · FORA DAS QUADRAS Roger Federer retorna ao Arthur Ashe Stadium durante a Fan Week O suíço Roger Federer, de 45 anos, voltou ao Arthur Ashe Stadium durante a Fan Week do US Open 2026, quatro anos depois de encerrar sua carreira profissional. Campeão de 20 títulos de Grand Slam e cinco vezes consecutivas do US Open, entre 2004 e 2008, Federer participou de uma apresentação especial no principal estádio do complexo de Flushing Meadows, reencontrando o público de um torneio no qual construiu uma das passagens mais marcantes de sua carreira. A presença do ex-nº 1 do mundo acrescentou um componente histórico às atividades que antecederam o início da chave principal, reunindo no Arthur Ashe Stadium uma das maiores referências do tênis mundial. ⚫ 24 AGO 2026 · MUDANÇA NA CHAVE Lesão abdominal impede João Fonseca de disputar o US Open O brasileiro João Fonseca, de 20 anos, ficou impossibilitado de disputar o US Open 2026 devido a uma lesão abdominal, após exames indicarem que seria necessário um período maior de recuperação antes de retornar às competições. Fonseca havia sentido um desconforto no lado esquerdo do abdômen durante um treinamento no Cincinnati Open e acabou ficando fora daquele torneio. Mesmo após iniciar o tratamento, o brasileiro e sua equipe avaliaram que ele ainda não estava em condições de competir em alto nível em Nova York. Na ocasião, Fonseca ocupava a 26ª posição do ranking da ATP e chegaria ao US Open depois de alcançar, meses antes, sua primeira quartas de final de Grand Slam, em Roland Garros. Em sua estreia na chave principal do US Open, em 2025, havia avançado até a segunda rodada. ⚫ 21 AGO 2026 · MUDANÇA NA CHAVE Lesão no joelho tira Jannik Sinner do US Open O italiano Jannik Sinner, de 25 anos, nº 1 do ranking mundial, ficou impossibilitado de disputar o US Open 2026 devido a uma lesão no joelho direito. Sinner vinha trabalhando com sua equipe médica e chegou a retornar aos treinamentos em quadra em Monte Carlo, mas constatou que precisaria de mais tempo para se recuperar. A ausência teve peso especial na disputa pelo título: o italiano foi campeão do US Open em 2024, finalista em 2025 e chegava à temporada de Nova York depois de conquistar Wimbledon 2026. Foi também a primeira vez que Sinner ficou fora de um torneio de Grand Slam desde sua estreia nesse nível, no próprio US Open, em 2019. Na temporada de 2026, ele acumulava 44 vitórias e apenas três derrotas, com seis títulos conquistados.

  • As várias facetas da Engenharia Social

    Episódio 1: Como a percepção pode ser manipulada High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar Uma Série do High-Tech Society - Apresentação Quando se fala em engenharia social, a maioria das pessoas associa imediatamente o termo a golpes virtuais, furtos de senhas, invasões de sistemas ou fraudes bancárias. Essa percepção não está errada, mas representa apenas uma parte de um fenômeno muito mais amplo. Embora a literatura especializada concentre grande parte de seus estudos na obtenção de informações, acessos privilegiados ou vantagens econômicas, mecanismos característicos da engenharia social também podem, em determinadas circunstâncias, ser empregados para outros objetivos. Esta nova série da High-Tech Society propõe examinar diferentes facetas desse fenômeno. Cada episódio abordará um objetivo específico associado ao emprego desses mecanismos, sempre com base em pesquisas acadêmicas, documentos técnicos e literatura especializada. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial As várias facetas da Engenharia Social Episódio 1: Como a percepção pode ser manipulada Este primeiro episódio examina uma questão ainda pouco explorada na literatura de divulgação científica: Como mecanismos característicos da Engenharia Social podem substituir, gradualmente, a imagem social construída sobre uma pessoa por uma imagem distorcida? Imagine descobrir, muito tempo depois, que algumas pessoas passaram a tratá-lo de maneira diferente. Antigos colegas deixam de manter contato. Convites deixam de acontecer. Comentários antes amistosos tornam-se mais frios ou desconfiados. Em determinados ambientes, percebe-se uma mudança de atitude cuja origem ninguém consegue explicar com precisão. Não existe uma condenação judicial ou uma prova objetiva que justifique essa transformação. Mesmo assim, algo parece ter mudado. Seria apenas uma sucessão de mal-entendidos? Consequência natural de conflitos interpessoais? Ou poderiam existir situações em que a percepção coletiva sobre uma pessoa pudesse ser influenciada, lenta e progressivamente, por estratégias deliberadas de manipulação? A imagem social de uma pessoa é construída ao longo da convivência. Familiares, amigos, colegas de trabalho, instituições e diferentes grupos formam impressões a partir das experiências compartilhadas, dos comportamentos observados e da confiança desenvolvida ao longo do tempo. Quando essa percepção se consolida, surge aquilo que frequentemente chamamos de reputação: um patrimônio social capaz de influenciar relações pessoais, oportunidades profissionais, credibilidade e capacidade de exercer influência nos diferentes ambientes em que a pessoa atua. Justamente por depender da percepção e da confiança de terceiros, a reputação também pode tornar-se vulnerável a processos destinados a interferir na maneira como uma pessoa passa a ser percebida. É nesse ponto que mecanismos característicos da Engenharia Social assumem particular relevância para a questão examinada neste episódio. Engenharia Social Em sua essência, a engenharia social consiste no emprego de estratégias destinadas a influenciar percepções, decisões e comportamentos humanos por meio da exploração de características do comportamento e das relações sociais, como confiança, autoridade, urgência, reciprocidade e outros mecanismos estudados pela psicologia e pelas ciências do comportamento. Aplicados à formação da percepção social, esses mecanismos permitem compreender como a interpretação sobre uma pessoa pode ser influenciada sem que seu comportamento tenha necessariamente se modificado. A questão, portanto, deixa de ser apenas como uma reputação é construída e passa a incluir as circunstâncias em que alguém pode ter interesse em enfraquecê-la. Quando a reputação passa a incomodar A confiança que sustenta uma reputação nem sempre é rompida porque a pessoa modificou seu comportamento. Em determinadas circunstâncias, o conflito pode surgir justamente quando alguém preserva sua independência, contesta decisões, recusa determinações incompatíveis com seus princípios, impede privilégios ou procura evitar prejuízos ao interesse coletivo. Nesses contextos, alguém cuja credibilidade fortalece sua capacidade de resistência pode passar a ser percebido como um obstáculo a determinados interesses. O enfraquecimento de sua reputação pode então tornar-se um meio de reduzir sua participação, limitar sua atuação e diminuir sua influência social. Esse processo não precisa começar por uma acusação direta. Pode desenvolver-se gradualmente pela alteração dos significados atribuídos ao comportamento da pessoa. A independência pode ser apresentada como arrogância; o rigor, como inflexibilidade; a recusa a uma irregularidade, como falta de colaboração; e a defesa de critérios impessoais, como dificuldade de convivência. O comportamento pode permanecer fiel aos mesmos princípios. O que se procura modificar é a percepção construída pelos demais a respeito desse comportamento. Para produzir essa mudança, episódios reais podem ser apresentados parcialmente, situações circunstanciais transformadas em características permanentes e informações retiradas de seu contexto. Quando inexistem elementos suficientes para sustentar determinada narrativa, rumores, insinuações ou conteúdos sem base factual adequada podem introduzir dúvidas e contribuir para a formação de uma imagem distorcida. Nessas circunstâncias, a reputação pode não constituir o objetivo final. Ao reduzir a confiança depositada em uma pessoa, procura-se também limitar sua capacidade de influenciar decisões, mobilizar apoio ou resistir a pressões incompatíveis com seus princípios. O desgaste da reputação passa, assim, a funcionar como instrumento para enfraquecer a autonomia e a influência social de alguém cuja independência representa um obstáculo a determinados interesses. Nesse ponto, é importante distinguir dois sentidos bastante diferentes atribuídos à palavra confiança. Neste artigo, ela é compreendida como resultado da percepção construída ao longo do tempo a partir da competência, da integridade, da coerência e da responsabilidade demonstradas por uma pessoa. Em determinados ambientes, entretanto, quando a autoridade passa a exigir obediência a determinações incompatíveis com a legalidade, com princípios éticos ou com a finalidade institucional da própria organização, a expressão “pessoa de confiança” pode adquirir significado completamente diferente. Pode passar a identificar aquele de quem se espera obediência incondicional ao poder, inclusive mediante o cumprimento de determinações desprovidas de fundamento legal ou ético, a preservação de interesses particulares incompatíveis com a finalidade institucional ou a ausência de contestação. Nesse caso, não se trata da confiança social construída pelo mérito e pela conduta, mas de uma expectativa de lealdade pessoal ou submissão. Uma pessoa pode, portanto, preservar a confiança conquistada socialmente e, ao mesmo tempo, deixar de ser considerada “de confiança” por quem esperava dela uma obediência incompatível com seus princípios. Como a percepção pode ser gradualmente influenciada A percepção humana não é construída a partir de uma única informação, mas do conjunto de experiências, lembranças e mensagens acumuladas ao longo do tempo. Para interpretar essa enorme quantidade de estímulos, o cérebro seleciona informações, estabelece relações e forma julgamentos utilizando processos naturais que tornam possível a vida cotidiana. Esses processos, entretanto, também podem ser explorados por estratégias de manipulação. Uma informação repetida tende a tornar-se mais familiar e, em determinadas circunstâncias, pode parecer mais plausível porque já foi vista ou ouvida diversas vezes. Conteúdos apresentados de maneira emocionalmente intensa também podem favorecer reações imediatas, reduzindo momentaneamente o espaço dedicado à reflexão crítica. Por isso, processos de manipulação podem desenvolver-se gradualmente, mediante repetição de mensagens, retirada de fatos de seu contexto, associação contínua entre determinadas ideias ou apresentação seletiva de informações. Isoladamente, cada elemento pode parecer pouco significativo; acumulados ao longo do tempo, porém, podem contribuir para modificar a interpretação construída sobre uma pessoa. Isso não significa que as pessoas sejam incapazes de pensar criticamente ou que toda mudança de opinião resulte de manipulação. Significa que a percepção humana pode ser influenciada e que conhecer esse processo ajuda a preservar a autonomia de julgamento. Distinguindo a crítica legítima da manipulação Críticas, divergências e debates fazem parte do funcionamento normal de uma sociedade democrática. Questionar decisões, investigar fatos, denunciar irregularidades ou apresentar evidências de comportamentos inadequados não constitui, por si só, manipulação. Uma reputação também pode ser legitimamente afetada quando fatos verdadeiros, relevantes e devidamente comprovados demonstram que a conduta de alguém se distancia da confiança anteriormente depositada nessa pessoa. Nesses casos, a mudança de percepção decorre dos próprios fatos. O fenômeno analisado neste artigo é diferente. Ele ocorre quando se procura conduzir terceiros a determinado julgamento por meio da apresentação seletiva de informações, da retirada de contexto, da exploração emocional ou de narrativas que não encontram sustentação suficiente nos elementos objetivos apresentados. Essa distinção exige cautela. O simples fato de alguém considerar injusta uma crítica não demonstra a existência de uma estratégia de manipulação. Da mesma forma, a repetição de uma informação não prova, isoladamente, coordenação entre aqueles que a divulgam. A avaliação deve considerar a qualidade das evidências, a preservação do contexto, a independência das fontes, a distinção entre fatos e opiniões, a possibilidade de contraditório e a coerência entre as conclusões divulgadas e os elementos que lhes dão suporte. Esses critérios ajudam tanto a evitar que críticas legítimas sejam indevidamente classificadas como manipulação quanto a reconhecer situações em que a percepção possa estar sendo deliberadamente direcionada. High-Tech Society – Análise Conhecer para se proteger Não existe uma fórmula capaz de identificar automaticamente uma tentativa de manipulação. Algumas atitudes, entretanto, podem favorecer uma avaliação mais cuidadosa antes da formação de um julgamento. É importante verificar se as afirmações apresentadas possuem evidências verificáveis, se os fatos foram preservados em seu contexto e se fontes independentes confirmam as mesmas informações. Também convém distinguir fatos de interpretações e opiniões de evidências. Com a evolução das tecnologias digitais e da inteligência artificial, esse cuidado deve alcançar também fotografias, vídeos e áudios, que podem ser editados, retirados de contexto ou até integralmente gerados de forma artificial, com elevado grau de realismo, dificultando para quem os recebe distinguir um registro autêntico de um conteúdo manipulado ou fabricado. Outro cuidado consiste em perceber de que maneira a informação procura alcançar o leitor. Narrativas construídas para provocar indignação imediata, medo ou hostilidade podem reduzir o espaço destinado à reflexão. Isso não significa que toda mensagem emocional seja manipuladora, mas recomenda cautela diante de conclusões que parecem exigir adesão imediata. Em uma sociedade caracterizada pela circulação permanente de informações, preservar essa capacidade de reflexão constitui uma importante forma de proteção. Compreender como mecanismos característicos da engenharia social podem atuar amplia nossa capacidade de distinguir fatos de narrativas construídas e reconhecer possíveis tentativas de manipulação. Mas conhecer esses mecanismos permite ir além. Também ajuda a compreender que, em um processo de manipulação, podem existir aqueles que foram verdadeiramente induzidos a acreditar em uma realidade distorcida e aqueles que, conscientes da distorção, contribuem deliberadamente para produzi-la, sustentá-la ou disseminá-la em benefício de determinados interesses. Reconhecer uma manipulação significa, portanto, não apenas perceber a realidade que foi distorcida, mas procurar compreender os interesses envolvidos, os mecanismos empregados e a atuação daqueles que, muitas vezes protegidos pelas sombras do próprio processo, contribuem conscientemente para que a manipulação alcance seus objetivos. As sombras podem ocultar por algum tempo aqueles que distorcem a realidade, mas não são capazes de impedir indefinidamente que a verdade encontre seu caminho para a luz. Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT nas etapas de pesquisa e organização preliminar do conteúdo. A definição da abordagem editorial, a análise crítica, a revisão técnica e a redação final foram realizadas pelo Editor, responsável final pelo conteúdo publicado. Fontes: BIRTHRIYA, Santosh Kumar; AHLAWAT, Priyanka; JAIN, Ankit Kumar. A Comprehensive Survey of Social Engineering Attacks: Taxonomy of Attacks, Prevention, and Mitigation Strategies. Journal of Applied Security Research, 2025. ECKER, Ullrich K. H. et al. The Psychological Drivers of Misinformation Belief and Its Resistance to Correction. Nature Reviews Psychology, 2022. FAZIO, Lisa K.; RAND, David G.; PENNYCOOK, Gordon. Repetition Increases Perceived Truth Equally for Plausible and Implausible Statements. Psychonomic Bulletin & Review, 2019. HADNAGY, Christopher. Social Engineering: The Science of Human Hacking. 2nd ed. Wiley, 2018. HEARTFIELD, Ryan; LOUKAS, George. A Taxonomy of Attacks and a Survey of Defence Mechanisms for Semantic Social Engineering Attacks. ACM Computing Surveys, 2016. KAHNEMAN, Daniel. Thinking, Fast and Slow. Farrar, Straus and Giroux, 2011. LEWANDOWSKY, Stephan et al. Misinformation and Its Correction: Continued Influence and Successful Debiasing. Psychological Science in the Public Interest, 2012. NIST — National Institute of Standards and Technology. Social Engineering - Glossary Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. As várias facetas da Engenharia Social: Episódio 1 – Como a percepção pode ser manipulada. High-TechSociety.com, 27 ago. 2026. Disponível em:https://www.high-techsociety.com/post/as-v%C3%A1rias-facetas-da-engenharia-social

  • US Open 2026 – Parte 3

    Recordes, grandes campeões e o US Open em tempo real High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar Ao longo desta série especial, apresentada em três partes, o High-Tech Society abordou a história do US Open, o complexo de quadras de Flushing Meadows, as características do piso duro, os critérios de participação, o formato da competição, a premiação, os principais destaques, os ingressos e as alternativas para acompanhar o torneio. Nesta terceira e última parte, o olhar se volta para os tenistas que construíram alguns dos capítulos mais importantes da competição, para recordes e partidas que permaneceram na história e, ao mesmo tempo, para o presente: neste domingo, 30 de agosto, começam as partidas das chaves principais de simples masculina e feminina do US Open 2026. O torneio de simples prossegue até 13 de setembro. Fan Week Antes do início das chaves principais de simples, o US Open promoveu, de 23 a 29 de agosto, a Fan Week, uma semana que reúne competições, atividades para os torcedores e eventos especiais. A programação começou com o Arthur Ashe Kids’ Day, tradicional evento voltado especialmente às crianças e famílias, com atividades de tênis, jogos interativos, apresentações e atrações infantis, ao mesmo tempo em que celebra o legado esportivo, educacional e humanitário de Arthur Ashe. A Fan Week também incluiu partidas de exibição, atividades de entretenimento e o Media Day, dedicado a entrevistas dos jogadores antes do início das chaves principais. Qualifying e Duplas Mistas No âmbito competitivo, foram realizados o qualifying masculino e feminino, no qual 128 homens e 128 mulheres disputaram as últimas 16 vagas de cada chave principal de simples, e o US Open Mixed Doubles Championship, a competição de duplas mistas do torneio. Nas duplas mistas, cada equipe é formada por dois tenistas, uma mulher e um homem, que jogam juntos contra outra dupla constituída da mesma maneira. As duplas mistas constituem uma competição oficial do Grand Slam, e não uma exibição. Após a fase classificatória em 24 de agosto, a final da chave principal foi disputada nos dias 25 e 26 e terminou com o título dos tchecos Karolina Muchova, de 30 anos, e Jakub Mensik, de 20 anos, que derrotaram na final a suíça Belinda Bencic, de 29 anos, e o italiano Flavio Cobolli, de 24 anos, por 6-3, 1-6 e [10-6]. Foi o primeiro título de Grand Slam conquistado por Muchova e Mensik em qualquer modalidade. Como funcionam as regras das duplas mistas As duplas mistas seguem um formato de pontuação específico, destinado a tornar as partidas mais curtas. Nesta modalidade, desde a fase classificatória até as semifinais da chave principal, os confrontos foram disputados em melhor de três sets, sendo que os dois primeiros sets eram vencidos pela dupla que alcançasse quatro games, desde que houvesse uma diferença mínima de dois games. Se o set chegasse ao empate de 4 games a 4, a disputa passava para um formato especial destinado a definir o vencedor do set, chamado tiebreak. No tiebreak, não se utiliza a contagem tradicional de pontos do game - 15, 30, 40 e game - e os pontos passam a ser contados sequencialmente: 1, 2, 3 e assim por diante. Vence o tiebreak e, consequentemente, o set, a dupla mista que primeiro alcançar 7 pontos, desde que tenha uma vantagem mínima de dois pontos. Assim, se houver empate em 6 a 6, a disputa continua até que uma das duplas consiga abrir dois pontos de diferença, como 8 a 6, 9 a 7 ou 10 a 8, por exemplo. Outra particularidade das duplas mistas foi a utilização do sistema chamado no-ad, abreviação da expressão inglesa no advantage. No sistema tradicional de pontuação do tênis, quando um game chega ao empate em 40 a 40, um dos lados precisa conquistar dois pontos consecutivos para vencê-lo: o primeiro estabelece a vantagem e o segundo encerra o game. Se o jogador ou a dupla que obteve a vantagem perder o ponto seguinte, o placar retorna ao empate em 40 a 40. No sistema no-ad utilizado nas duplas mistas, essa etapa da vantagem é eliminada. Quando o game chega a 40 a 40, o ponto seguinte decide imediatamente quem vence o game. Dessa maneira, evita-se que um mesmo game seja prolongado por sucessivas situações de empate e vantagem, contribuindo para reduzir a duração das partidas. Há ainda outra diferença importante. Se cada dupla vencesse um dos dois primeiros sets, não era disputado um terceiro set convencional. Em seu lugar, a partida era decidida por um match tiebreak de 10 pontos. Seu funcionamento é semelhante ao do tiebreak anteriormente explicado, mas, nesse caso, a disputa não serve apenas para definir um set: ela substitui integralmente o terceiro set e determina a dupla vencedora da partida. No match tiebreak, os pontos também são contados sequencialmente — 1, 2, 3 e assim por diante —, e vence a dupla que primeiro alcançar 10 pontos, desde que mantenha uma diferença mínima de dois pontos. Portanto, um resultado de 10 a 9 não encerra a partida. Se isso ocorrer, a disputa prossegue até que uma das duplas consiga dois pontos de vantagem, como 11 a 9, 12 a 10 ou 13 a 11, por exemplo. Na final das duplas mistas, houve uma diferença em relação às fases anteriores: os dois primeiros sets foram disputados no formato de seis games, com tiebreak em caso de empate em 6 a 6. Foram mantidos, entretanto, o sistema no-ad e o match tiebreak de 10 pontos em substituição ao terceiro set. Isso permite compreender o placar da decisão: Muchova e Mensik venceram o primeiro set por 6-3; Bencic e Cobolli venceram o segundo por 6-1; e, como cada dupla havia conquistado um set, o título foi decidido no match tiebreak, vencido por Muchova e Mensik por 10-6. O resultado final foi registrado como 6-3, 1-6 e [10-6]. Começam as disputas de simples do US Open 2026 Neste domingo, 30 de agosto de 2026, começam as disputas das chaves principais de simples masculina e feminina do US Open 2026. A partir desta etapa, os jogadores avançam em sistema eliminatório: quem vence permanece na competição e segue para a rodada seguinte; quem perde está eliminado da disputa pelo título. Carlos Alcaraz inicia a edição como campeão masculino da última edição, US Open 2025. Aryna Sabalenka chega a Nova York como bicampeã consecutiva, vencedora das edições de 2024 e 2025. Em 2026, a tenista de Belarus busca o terceiro título seguido no US Open, feito que não ocorre no torneio feminino desde Serena Williams, campeã entre 2012 e 2014. As partidas das chaves principais são distribuídas entre o Arthur Ashe Stadium, o Louis Armstrong Stadium, o Grandstand e as demais quadras do USTA Billie Jean King National Tennis Center. A programação combina sessões diurnas e noturnas e, ao longo das duas semanas, reduz progressivamente o número de jogadores até as decisões no Arthur Ashe Stadium: a final de simples feminina será disputada no sábado, 12 de setembro, e a final de simples masculina no domingo, 13 de setembro, encerrando o US Open 2026. Os maiores campeões da história do US Open A história do US Open começou muito antes da chamada Era Aberta do tênis. A competição masculina foi disputada pela primeira vez em 1881, ainda com o nome de U.S. National Championships, enquanto o torneio feminino teve início em 1887. Somente em 1968 começou a Era Aberta, quando os torneios passaram a permitir a participação conjunta de tenistas amadores e profissionais. Essa diferença entre os períodos é importante para compreender a evolução do esporte e deve ser considerada ao comparar os resultados obtidos em épocas distintas, pois somente em 1968 os tenistas profissionais passaram a ser admitidos no US Open, até então destinado exclusivamente a tenistas amadores. Observar conjuntamente essas diferentes gerações permite perceber a dimensão histórica do US Open, disputado há 145 anos. Entre todos os períodos, a maior vencedora de simples é Molla Bjurstedt Mallory, nascida na Noruega, que conquistou oito títulos entre 1915 e 1926. Helen Wills, norte-americana, aparece logo depois, com sete títulos. Entre os homens, o recorde histórico é compartilhado por Richard Sears, William Larned e Bill Tilden, todos norte-americanos, também com sete conquistas cada. Na Era Aberta, iniciada em 1968, Chris Evert e Serena Williams, ambas norte-americanas, lideram entre as mulheres, com seis títulos cada. Entre os homens, os norte-americanos Jimmy Connors e Pete Sampras e o suíço Roger Federer conquistaram cinco títulos cada. A tabela a seguir reúne os principais campeões de simples de toda a história da competição, permitindo comparar diferentes gerações e, ao mesmo tempo, identificar em que período suas conquistas ocorreram. Feitos marcantes do US Open Ao longo de sua história, o US Open produziu marcas que também ajudam a compreender as transformações do torneio. Uma das mais singulares pertence ao norte-americano Jimmy Connors: ele é o único tenista, entre homens e mulheres, a conquistar títulos de simples do US Open em três tipos diferentes de piso. Foi campeão na grama em 1974, no saibro em 1976 e no piso duro em 1978, 1982 e 1983. A marca acompanha a própria evolução do torneio, que mudou de superfície ao longo de sua história. Connors também detém o recorde masculino de 98 vitórias em partidas de simples no US Open. Entre as mulheres, a liderança pertence a norte-americana Chris Evert, com 101 vitórias. Evert estabeleceu ainda outra marca expressiva, ao alcançar as semifinais em 16 participações consecutivas no torneio. A duração das partidas também produziu episódios históricos. Em 2024, o britânico Daniel Evans e o russo Karen Khachanov disputaram a partida mais longa já registrada no US Open. O confronto da primeira rodada durou 5 horas e 35 minutos e terminou com vitória de Evans em cinco sets, depois de o britânico estar perdendo por 4 games a 0 no set decisivo. Esses recordes, separados por diferentes gerações, mostram como a história do US Open combina longevidade, mudanças no próprio torneio e desempenhos individuais excepcionais. Ao longo de sua história, o US Open passou por diferentes sedes, superfícies e formatos até se consolidar como um dos quatro torneios do Grand Slam. Das primeiras edições ainda no século XIX às grandes arenas de Flushing Meadows, gerações de tenistas construíram recordes, protagonizaram feitos marcantes e contribuíram para transformar o US Open como um dos principais eventos do calendário mundial do tênis. Em 2026, essa história continua a ser escrita. Com o início das disputas das chaves principais de simples masculina e feminina, novos confrontos, surpresas e possíveis recordes surgirão até as finais de 12 e 13 de setembro. Depois de percorrer os três artigos desta série especial, você já conhece a história, os protagonistas, as regras e as particularidades do torneio. Chegou o momento de voltar as atenções para as quadras de Nova York. Que tal acompanhar de perto as disputas de simples do US Open 2026? A bola está em jogo, novos capítulos começam a ser escritos e fortes emoções nos aguardam até o último ponto! Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT nas etapas de pesquisa e organização preliminar do conteúdo. A definição da abordagem editorial, a análise crítica, a revisão técnica e a redação final foram realizadas pelo Editor, responsável final pelo conteúdo publicado. Fontes pesquisadas: ATP Tour: Ranking mundial masculino – simples International Tennis Hall of Fame: Elisabeth Moore – títulos de simples no U.S. National Championships Juliette Atkinson – títulos de simples no U.S. National Championships Maria Esther Bueno – trajetória e títulos no U.S. Championships US Open: Fan Week 2026 – programação, qualifying e atividades Fan Week – programação oficial dos eventos Duplas mistas 2026 – participantes, programação e formato das partidas Final das duplas mistas – Muchova/Mensik x Bencic/Cobolli Datas e programação geral do US Open 2026 Court of Champions – grandes campeões e registros históricos Lista histórica de campeões do US Open Recordes históricos e maiores campeões de simples Jimmy Connors – títulos em três superfícies diferentes Chris Evert – 16 semifinais consecutivas Chris Evert e Jimmy Connors – recordes de vitórias em simples Daniel Evans x Karen Khachanov – partida mais longa da história do US Open WTA: Ranking mundial feminino – simples Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. US Open 2026 – Parte 3: Recordes, grandes campeões e o US Open em tempo real. High-TechSociety.com, 30 ago. 2026. Disponível em:

  • US Open 2026 - Parte 2

    Participantes, competição, premiação, destaques, ingressos e onde assistir High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar Depois do período de classificação, as chaves de simples masculina e feminina do US Open 2026 estão definidas para o início das partidas em 30 de agosto. Nesta fase principal, estarão reunidos alguns dos melhores tenistas do mundo no USTA Billie Jean King National Tennis Center, complexo administrado pela United States Tennis Association (USTA), localizado no Flushing Meadows - Corona Park, um dos grandes parques públicos do Queens, em Nova York. Nesta segunda parte, o High-Tech Society apresenta a fase classificatória (qualifying), explica como os jogadores chegam à etapa principal do torneio (chave principal) e a lógica que justifica a definição dos cabeças de chave, além de abordar o formato da competição, a premiação, os favoritos, os ingressos e as opções de transmissão em diferentes regiões do mundo. Participantes A competição de simples, com um jogador enfrentando outro jogador, é organizada em duas etapas distintas: o qualifying, ou fase classificatória, e a etapa principal, designada pelo torneio como chave principal. Coincidentemente, tanto o qualifying quanto a chave principal têm início com a participação de 256 tenistas, sendo 128 na modalidade masculina e 128 na modalidade feminina, muito embora a finalidade e os critérios de acesso às duas etapas sejam diferentes. Qualifying O qualifying antecede a chave principal e reúne tenistas que não obtiveram entrada direta e que disputam, nessa fase classificatória, vagas para ingressar na chave principal. Em cada modalidade, as 128 vagas do qualifying são distribuídas da seguinte forma: 119 entradas diretas + 9 wild cards = 128 participantes. As 119 entradas diretas são preenchidas entre os jogadores elegíveis e inscritos, seguindo a ordem do ranking. Assim, um tenista pode não possuir classificação suficiente para entrar diretamente na chave principal, mas estar bem posicionado o bastante para conseguir uma vaga no qualifying. As outras nove vagas para participar do qualifying são destinadas a wild cards, convites concedidos pela organização. Neste US Open 2026, por exemplo, Kei Nishikori, finalista do US Open em 2014, recebeu um wild card para disputar o qualifying. O convite garantiu sua participação na fase classificatória, mas não uma vaga na chave principal. O japonês venceu as duas primeiras rodadas e chegou à partida decisiva, disputada em 28 de agosto de 2026, na qual foi derrotado pelo compatriota Rei Sakamoto por 6-4 e 7-6(3). Sakamoto conquistou, assim, uma das 16 vagas disponíveis na chave principal masculina. Também neste US Open 2026, Grigor Dimitrov, ex-número 3 do mundo e semifinalista do US Open em 2019, foi um dos 16 classificados para a chave principal masculina. Depois de vencer as duas primeiras rodadas do qualifying, o búlgaro garantiu sua classificação em 27 de agosto de 2026, quando seu adversário na terceira e decisiva rodada, Otto Virtanen, desistiu antes da realização da partida, avançando assim por walkover (W.O.) na terceira e decisiva rodada do qualifying. Os 128 participantes do qualifying disputam três rodadas eliminatórias: 128 participantes → 64 → 32 → 16 classificados. Portanto, dos 128 homens que iniciam o qualifying, 16 conquistam vagas na chave principal. O mesmo ocorre no feminino. Considerando as duas modalidades, 256 tenistas participam do qualifying e 32 avançam — 16 homens e 16 mulheres. Chave principal A chave principal é a etapa na qual os tenistas passam a disputar efetivamente o título do US Open. São 128 participantes no masculino e 128 no feminino, totalizando 256 tenistas. Em cada modalidade, as 128 vagas são preenchidas da seguinte forma: 104 entradas diretas + 16 classificados pelo qualifying + 8 wild cards = 128 participantes. Considerando conjuntamente as competições masculina e feminina, são 208 vagas de entrada direta, 32 conquistadas no qualifying e 16 concedidas por wild cards, totalizando os 256 participantes das chaves principais das duas modalidades. Entrada direta pelo ranking A maior parte das vagas da chave principal — 104 no masculino e 104 no feminino — corresponde às chamadas entradas diretas. Nesse mecanismo, o jogador consegue ingressar na chave principal sem precisar disputar o qualifying. As referências são os rankings mundiais de simples da Association of Tennis Professionals (ATP), no masculino, e da Women’s Tennis Association (WTA), no feminino. Para a elaboração inicial da lista de participantes do US Open 2026, foram considerados os rankings de 20 de julho. As vagas foram preenchidas seguindo a ordem dessas classificações e considerando também os jogadores habilitados a utilizar ranking protegido ou especial. Não existe, portanto, uma posição fixa no ranking que garanta todos os anos a entrada direta no US Open. O chamado “corte” corresponde à posição do último jogador que conseguiu uma dessas vagas naquela edição. Em 2026, o corte inicial ficou na 101ª posição do ranking masculino e na 102ª do feminino. Esses números resultam da composição das listas de participantes e podem mudar a cada edição. Ranking protegido ou especial Dentro do conjunto das entradas diretas existe ainda a possibilidade de utilização do ranking protegido, no circuito masculino, ou ranking especial, no feminino. O mecanismo permite que determinados jogadores que permaneceram afastados das competições por um período prolongado, nas situações previstas pelos respectivos regulamentos, possam retornar ao circuito sem depender exclusivamente de seu ranking mundial atual, que pode ter caído significativamente durante a ausência. No circuito masculino, a ATP denomina o mecanismo Entry Protection. Cumpridos os requisitos estabelecidos pela entidade, o jogador passa a dispor temporariamente de uma posição de referência que pode ser utilizada para solicitar inscrição em determinado número de torneios. Um exemplo hipotético facilita a compreensão: um jogador que estivesse na 40ª posição antes de um afastamento prolongado poderia retornar ocupando apenas a 200ª posição do ranking mundial. Se tivesse direito ao ranking protegido e a posição de referência reconhecida pela ATP fosse suficiente para superar o corte do US Open, poderia conseguir entrada direta na chave principal mesmo que seu ranking atual não fosse suficiente. No circuito feminino, a WTA utiliza o Special Ranking, mecanismo de finalidade semelhante e com regras próprias, aplicável às situações previstas pela entidade, incluindo determinados afastamentos por condições médicas e maternidade. O ranking protegido ou especial não devolve ao jogador sua antiga posição no ranking mundial, não acrescenta pontos e não garante automaticamente uma vaga no torneio. Ele fornece uma posição de referência para fins de inscrição. Se essa posição for suficiente para a entrada no US Open, o tenista poderá ocupar uma das vagas disponíveis. Por isso, o ranking protegido ou especial não constitui uma categoria adicional às 128 vagas da chave principal. Quando utilizado para conseguir acesso direto, o jogador ocupa uma das 104 vagas destinadas às entradas diretas. Wild cards Além das entradas diretas e dos classificados pelo qualifying, cada chave principal possui oito wild cards. São convites concedidos pela organização que permitem a participação de jogadores que não obtiveram vaga pelo processo normal de entrada direta. É importante distinguir os dois tipos de convite: existem wild cards para o qualifying e wild cards para a chave principal. Receber um convite para o qualifying permite apenas disputar a fase classificatória; receber um wild card para a chave principal coloca o jogador diretamente entre os 128 participantes que disputam o título. Neste US Open 2026, Venus Williams e Sloane Stephens, ambas ex-campeãs do US Open, receberam wild cards para a chave principal feminina. No masculino, Gaël Monfils e Alexei Popyrin estão entre os jogadores contemplados com esse tipo de convite. Uma mudança de última hora ocorreu na chave masculina. O norte-americano Patrick Kypson, que havia recebido um wild card para a chave principal, desistiu do US Open devido a uma lesão. Com a desistência, o convite foi realocado para o suíço Stan Wawrinka, campeão do US Open de 2016, que passou a integrar diretamente a chave principal do torneio. Lucky loser Existe ainda uma situação excepcional que pode alterar a composição originalmente definida da chave principal. O lucky loser é um jogador derrotado no qualifying que pode posteriormente ingressar na chave principal caso surja uma vaga em decorrência da desistência de outro participante, respeitados os critérios estabelecidos pelo regulamento para determinar quem poderá ocupar essa vaga. Assim, a composição das chaves do US Open envolve diferentes mecanismos de acesso. O ranking determina a maior parte das entradas, o qualifying oferece uma segunda possibilidade de classificação, os wild cards permitem convites concedidos pela organização e mecanismos específicos, como o ranking protegido ou especial e o lucky loser, atendem a situações previstas pelos regulamentos do tênis profissional. Imagem ilustrativa estilizada, produzida com inteligência artificial Competição O torneio de simples é disputado em sistema eliminatório. Com 128 participantes em cada modalidade, são necessárias sete vitórias consecutivas para conquistar o título. No simples masculino, as partidas são disputadas em melhor de cinco sets; no feminino, em melhor de três. No set decisivo, caso o placar alcance 6 games a 6, utiliza-se o match tiebreak de 10 pontos, com diferença mínima de dois pontos para determinar o vencedor. Além das competições de simples, o US Open também possui disputas de duplas masculinas e femininas, nas quais dois jogadores formam uma equipe e enfrentam outra dupla. Em 2026, as chaves dessas modalidades serão divulgadas separadamente: a feminina em 1º de setembro e a masculina em 2 de setembro, com o início das partidas nos dias seguintes. Entre os nomes já confirmados estão Serena e Venus Williams, que receberam um wild card para competir juntas nas duplas femininas. Campeãs do US Open em 1999 e 2009, as irmãs voltarão a disputar juntas uma competição de duplas de Grand Slam depois da última participação de ambas no US Open de 2022. Cabeças de chave e sorteio Entre os 128 participantes de cada chave principal, 32 são definidos como cabeças de chave. Essa condição é diferente da entrada direta: um jogador pode possuir ranking suficiente para entrar automaticamente na chave principal, mas não estar entre os 32 cabeças de chave. A finalidade desse mecanismo é distribuir os jogadores mais bem classificados por diferentes setores da chave, reduzindo a possibilidade de que os favoritos ao título se enfrentem nas primeiras rodadas. Sem essa proteção, um sorteio inteiramente aleatório poderia, por exemplo, colocar os dois jogadores mais bem classificados frente a frente logo na primeira rodada, produzindo uma espécie de “final antecipada”. Por isso, o sorteio da chave não é totalmente aleatório. Antes dele, os cabeças de chave são organizados de acordo com regras específicas de distribuição. Em uma chave de 128 jogadores, o cabeça de chave nº 1 é colocado em uma extremidade e o nº 2 na extremidade oposta. Dessa maneira, os dois somente poderão se enfrentar na final. Os cabeças de chave nº 3 e nº 4 são então sorteados entre setores diferentes da chave, de modo que cada um fique em uma metade distinta e possa encontrar os dois primeiros apenas a partir das semifinais. A distribuição prossegue por grupos: os cabeças de chave 5 a 8, 9 a 12, 13 a 16, 17 a 24 e 25 a 32 são sorteados dentro de posições previamente determinadas pelo regulamento. Assim, existe sorteio, mas ele ocorre dentro de uma estrutura que espalha progressivamente os jogadores mais bem classificados pela chave. O resultado é uma distribuição hierarquizada. Os dois primeiros somente podem se enfrentar na final; os quatro primeiros, entre si, somente a partir das semifinais; e os jogadores dos grupos seguintes passam a poder encontrar adversários de classificação semelhante conforme o torneio avança. Os demais participantes — aqueles que não são cabeças de chave — completam as posições disponíveis da chave por meio do sorteio, observadas as demais regras aplicáveis. Portanto, ser cabeça de chave não significa receber qualquer vantagem na pontuação ou começar o torneio em uma rodada posterior. Todos iniciam a competição normalmente. A proteção está exclusivamente na posição ocupada na chave, criando uma distribuição planejada dos jogadores mais bem classificados antes que os resultados em quadra determinem quem continuará avançando. No masculino, a desistência de Jannik Sinner alterou a configuração inicialmente esperada. Alexander Zverev assumiu a condição de cabeça de chave número 1, enquanto Carlos Alcaraz aparece como número 2. Novak Djokovic é outro dos grandes nomes presentes na disputa. Premiação O US Open 2026 estabeleceu um novo recorde de compensação aos jogadores: US$ 108 milhões, aumento de 20% em relação aos US$ 90 milhões distribuídos em 2025. Os campeões das chaves masculina e feminina de simples receberão US$ 5,5 milhões cada, o maior prêmio individual destinado a campeões de um torneio de tênis. A distribuição da premiação individual de simples é a seguinte: Campeão: US$ 5,5 milhões Vice-campeão: US$ 2,8 milhões Semifinalistas: US$ 1,45 milhão Quartas de final: US$ 780 mil Oitavas de final: US$ 480 mil Terceira rodada: US$ 290 mil Segunda rodada: US$ 190 mil Primeira rodada: US$ 140 mil Também houve aumento na premiação destinada aos participantes do qualifying. Como a fase classificatória é disputada em três rodadas, o valor recebido depende do momento em que o tenista encerra sua participação no torneio. Quem é eliminado na primeira rodada do qualifying recebe US$ 32 mil. O jogador que vence sua primeira partida, mas é eliminado na segunda rodada, recebe US$ 48 mil. Já aquele que vence as duas primeiras partidas e perde na terceira e decisiva rodada do qualifying recebe US$ 66 mil. Esses valores não são cumulativos. A premiação é determinada pela etapa alcançada pelo jogador quando sua participação se encerra. Assim, quem perde na segunda rodada do qualifying recebe US$ 48 mil no total, e não US$ 32 mil mais US$ 48 mil. Da mesma forma, quem perde na terceira rodada recebe US$ 66 mil no total. A mesma lógica se aplica ao tenista que consegue superar as três rodadas do qualifying. Nesse caso, ele não encerrou sua participação no torneio: conquistou uma das 16 vagas e avançou para a chave principal. Por isso, não recebe US$ 66 mil referentes à terceira rodada do qualifying para depois somar esse valor à premiação da chave principal. Se esse jogador for eliminado na primeira rodada da chave principal, sua premiação será de US$ 140 mil no total. Portanto, não receberá US$ 66 mil mais US$ 140 mil. Se continuar avançando, o valor será novamente determinado pela rodada em que encerrar sua participação. Desse modo, qualifying e chave principal fazem parte de uma progressão única de premiação para o jogador que consegue se classificar: o valor final corresponde à etapa alcançada no US Open, e não à soma dos valores previstos para cada rodada disputada. Além da premiação tradicional, a edição de 2026 marca a criação do Player Support Program, iniciativa que fará do US Open o primeiro torneio de Grand Slam a estabelecer um programa desse tipo. O fundo terá um aporte inicial de US$ 2 milhões, dividido igualmente entre homens e mulheres e mantido em uma conta específica enquanto são definidos os detalhes de seu funcionamento. A elegibilidade não será estabelecida por faixas de ranking: o programa deverá abranger os participantes das chaves principais de simples e duplas do US Open. O programa foi concebido para complementar os fundos de aposentadoria já existentes, oferecendo benefícios relacionados a acontecimentos ocorridos durante a carreira profissional e à transição dos jogadores para a aposentadoria.Os benefícios específicos, seus valores e as condições para recebê-los ainda serão definidos, com orientação e participação do recém-criado Grand Slam Player Advisory Council, que também apresentará recomendações sobre a aplicação dos recursos do programa. Destaques A condição de favorito em um Grand Slam não depende exclusivamente da posição ocupada no ranking. Resultados recentes, desempenho na superfície, histórico no torneio e condição física também podem influenciar as perspectivas de cada jogador. Na modalidade masculina, soma-se a esses fatores a experiência em partidas disputadas em melhor de cinco sets, característica que pode adquirir importância ao longo das sete rodadas da competição. Na chave masculina, três nomes chegam naturalmente ao primeiro grupo de candidatos ao título. Carlos Alcaraz, da Espanha, é o atual campeão do US Open e busca seu terceiro título em Nova York. Seu retorno às competições, entretanto, acontece depois de um período afastado por lesão no punho, acrescentando uma variável importante à avaliação de seu desempenho. Alexander Zverev, da Alemanha, é o cabeça de chave número 1. Campeão de Roland Garros em 2026 e vice-campeão de Wimbledon, já conhece também uma decisão em Nova York, onde foi finalista em 2020. Novak Djokovic, da Sérvia, chega novamente como um dos nomes capazes de disputar o título. Tetracampeão do US Open e detentor de 24 títulos de Grand Slam em simples, busca ampliar um dos maiores currículos da história do tênis. Além deles, o quadro masculino apresenta outros jogadores em condições de avançar profundamente. Ben Shelton chega após uma forte temporada nas quadras duras norte-americanas, enquanto Arthur Fils conquistou o título em Cincinnati. Daniil Medvedev, campeão do US Open em 2021, também possui experiência comprovada nas condições de Flushing Meadows. Na competição feminina, Aryna Sabalenka, de Belarus, inicia a defesa de dois títulos consecutivos conquistados em Nova York. Uma terceira vitória seguida faria dela a primeira mulher desde Serena Williams, campeã entre 2012 e 2014, a conquistar três edições consecutivas do US Open. Elena Rybakina, do Cazaquistão, chega como número 2 do mundo, campeã do Australian Open de 2026 e em posição de disputar inclusive a liderança do ranking mundial durante o torneio. Jessica Pegula, dos Estados Unidos, finalista do US Open em 2024, e Coco Gauff, campeã em 2023 e vencedora recentemente em Cincinnati, também chegam entre as principais candidatas. Iga Świątek, da Polônia, campeã do US Open em 2022, permanece entre os nomes de maior capacidade competitiva da chave. A presença de outras campeãs de Grand Slam e jogadoras em ascensão amplia ainda mais o número de possíveis candidatas às fases finais. A presença de campeões de Grand Slam, jogadores em boa fase e outros favoritos ao título indica uma competição aberta, na qual diferentes nomes poderão avançar na disputa pelo troféu. Os resultados do US Open também poderão provocar mudanças importantes nas primeiras posições dos rankings mundiais masculino e feminino. Ingressos O US Open oferece diferentes modalidades de ingresso, de acordo com o estádio, a sessão e o tipo de experiência desejada pelo espectador. Os ingressos para o Arthur Ashe Stadium incluem assento reservado para a sessão correspondente e também permitem acesso, conforme disponibilidade e regras aplicáveis, às áreas de admissão geral do Louis Armstrong Stadium, Grandstand e quadras externas. Outra possibilidade é o Grounds Admission. Esse ingresso permite circular pelas áreas acessíveis do complexo e acompanhar partidas nas quadras externas e nas áreas de admissão geral do Louis Armstrong Stadium e Grandstand, de acordo com a disponibilidade de lugares. O Grounds Admission, entretanto, não concede acesso ao Arthur Ashe Stadium. Como os preços podem variar significativamente conforme o dia, a sessão, o estádio, a localização do assento e a disponibilidade, a consulta às opções atualizadas deve ser realizada nos canais oficiais de venda do US Open. Os preços são dinâmicos e podem variar significativamente conforme a data, a sessão, o estádio, a localização do assento e a disponibilidade. Como referência para a edição de 2026, a Ticketmaster informa preços médios de aproximadamente US$ 121 para o Grounds Admission, US$ 205 para o Louis Armstrong Stadium e US$ 222 para o Arthur Ashe Stadium. Também podem ser encontrados ingressos por valores inferiores, dependendo da sessão e da disponibilidade, enquanto partidas mais procuradas e assentos de categorias superiores podem alcançar preços consideravelmente mais elevados. Onde assistir No Brasil, o US Open 2026 conta com transmissão pela ESPN 2 e pelo SporTV, canais de televisão por assinatura e pela Disney+, via steaming. Para os assinantes do Plano Premium, o Disney+ oferece cobertura integral do torneio, com todas as partidas disponíveis online, que podem ser acompanhadas também pela televisão, por meio do aplicativo em dispositivos compatíveis. Em outros países da América Latina, a ESPN também está entre as principais responsáveis pela cobertura do torneio. Nos Estados Unidos, a transmissão é realizada pela ESPN. Na Europa, os direitos variam conforme o país, com cobertura de emissoras e plataformas como Eurosport em diversos mercados, Sky Sports no Reino Unido e Irlanda, Sky na Alemanha, Áustria, Suíça e Itália, e Movistar na Espanha. A disponibilidade específica de canais, plataformas digitais e partidas pode variar conforme os direitos de transmissão estabelecidos para cada país. Com as chaves definidas, o US Open 2026 está pronto para iniciar sua etapa principal. As primeiras partidas de simples estão programadas para este domingo, 30 de agosto, a partir das 11h, no horário de Nova York. A primeira rodada das chaves masculina e feminina será disputada ao longo dos três primeiros dias da competição. Ranking, histórico e condição de favorito dão lugar aos resultados em quadra: serão necessárias sete vitórias para que dois jogadores, um na chave masculina e outro na feminina, encerrem o torneio como campeões do US Open 2026. Até lá, muitas emoções estarão reservadas aos participantes e ao público. Em suas sete rodadas, o US Open 2026 exibirá ação, técnica, velocidade e determinação, em verdadeiros espetáculos nas quadras, com grandes jogadas e muitos aplausos. Mas somente dois tenistas alcançarão, ao final, a consagração: ser campeão e campeã do US Open 2026. Por Luiz Cincurá Fundador e Editor High-TechSociety.com Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT nas etapas de pesquisa e organização preliminar do conteúdo. A definição da abordagem editorial, a análise crítica, a revisão técnica e a redação final foram realizadas pelo Editor, responsável final pelo conteúdo publicado. Fontes: US Open / USTA US Open: 2026 Tournament Schedule US Open: 2026 US Open offers $108 million in player compensation, largest package in tennis history US Open: Prize Money US Open: 2026 Gate Opening Times US Open: Men’s Singles Main Draw and Qualifying Wild Cards US Open: Women’s Singles Main Draw and Qualifying Wild Cards US Open: Tickets and Grounds Admission US Open: Tournament Draws, Seeds and Schedule of Play ATP Tour ATP Tour: 2026 US Open Prize Money ATP Tour: Who Qualified for the US Open? ATP Tour: US Open Draw, Players and Tournament Information WTA WTA: US Open 2026 Draw and Seedings WTA: US Open Player and Tournament Information Grand Slam Grand Slam Rule Book: Regulations for Grand Slam Tournaments Ticketmaster Ticketmaster: 2026 US Open FAQs — Event Tips & Information Ticketmaster: 2026 US Open Tickets Guide — Ticket Types & Passes Explained ESPN ESPN MediaZone Brasil: Início do US Open é destaque da programação semanal da ESPN ESPN: US Open 2026 — Broadcast and Coverage Information Disney+ Disney+: Assista ao US Open 2026 e acompanhe mais histórias sobre o tênis entre uma partida e outra Disney+ Brasil: Planos e assinatura Como citar esta publicação: ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. US Open 2026 - Parte 2: Participantes, competição, premiação, destaques, ingressos e onde assistir. High-TechSociety.com, 29 ago. 2026. Disponível em: https://www.high-techsociety.com/post/us-open-2026-parte-2

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