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US Open 2026 - Parte 1

  • há 2 dias
  • 6 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

História, quadras e as características do piso duro em Nova York


US Open 2026_Parte 1

High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá | Citar


O US Open 2026 já começou. Realizado em Nova York, o último dos quatro torneios de Grand Slam da temporada ocorre, neste ano, entre 23 de agosto e 13 de setembro, reunindo os principais nomes do tênis mundial no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, no Queens.


Ainda que o evento tenha sido oficialmente aberto em 23 de agosto, a chave principal de simples masculina e feminina terá início somente em 30 de agosto.


A primeira semana é denominada Fan Week e inclui, entre outras atividades, o torneio classificatório, o qualifying, no qual jogadores buscam as últimas vagas disponíveis para as chaves principais. O funcionamento dessa classificação será abordado em outra parte desta série.


Em 2026, o US Open terá 22 dias de tênis e entretenimento, o maior calendário de competições da história do evento.


O US Open é o quarto e último torneio de Grand Slam realizado a cada temporada, depois do Australian Open, Roland Garros e Wimbledon. Os quatro torneios ocupam posição de destaque no calendário internacional do tênis.


Os quatro Grand Slams

Embora integrem a mesma categoria, os quatro Grand Slams apresentam características próprias quanto à história, localização, superfície das quadras e identidade de cada competição.


Uma história iniciada no século XIX


A história do US Open começou muito antes da criação da atual estrutura do tênis profissional.


A primeira edição do então U.S. National Championship foi realizada em 1881, no Newport Casino, em Rhode Island. A competição masculina de simples era disputada na grama e inicialmente reunia jogadores amadores vinculados a clubes pertencentes à associação nacional de tênis dos Estados Unidos.


Durante as décadas seguintes, o torneio passou por mudanças de local e acompanhou a própria transformação do tênis.


Em 1915, a competição foi transferida para o West Side Tennis Club, em Forest Hills, Nova York. Depois de um período entre 1921 e 1923 na Filadélfia, retornou a Forest Hills, onde permaneceu até 1977.


Um dos momentos mais importantes de sua história ocorreu em 1968, primeiro ano da chamada era aberta do tênis, iniciada quando os principais torneios passaram a permitir a participação de jogadores profissionais, até então impedidos de disputar competições reservadas aos amadores. Essa mudança permanece até hoje. A própria palavra Open, que significa “aberto” em inglês, está relacionada a essa abertura dos torneios à participação também de profissionais.


Naquele mesmo ano, foi realizada a primeira edição com a denominação US Open, vencida no torneio masculino de simples pelo norte-americano Arthur Ashe, cujo nome, décadas depois, seria dado ao principal estádio da competição.


A abertura aos profissionais não significou, entretanto, a exclusão dos amadores. Profissionais e amadores podem disputar a mesma competição, sem chaves separadas por essa condição, desde que obtenham uma vaga de acordo com os critérios estabelecidos para o torneio.


A condição de amador também não está vinculada a determinada faixa etária: jogadores de diferentes idades podem competir como amadores, desde que atendam aos requisitos esportivos necessários para participar.


De Forest Hills para Flushing Meadows


O crescimento do tênis e do público tornou as instalações de Forest Hills insuficientes para as novas dimensões alcançadas pelo US Open.


Em 1978, o torneio mudou-se para Flushing Meadows, no Queens, passando a ser disputado no atual complexo, posteriormente denominado USTA Billie Jean King National Tennis Center.


A transferência representou mais do que uma mudança de endereço. O torneio deixava a estrutura de um clube tradicional e passava a ocupar um grande complexo instalado em um parque público de Nova York, ampliando sua capacidade para receber jogadores e espectadores.


O USTA Billie Jean King National Tennis Center conta com 22 quadras duras externas, incluindo Arthur Ashe Stadium, Louis Armstrong Stadium e Grandstand, além de 12 quadras no Flushing Meadows–Corona Park adjacente e 12 quadras cobertas, totalizando 46 quadras de tênis que dão suporte à estrutura do US Open.


Imagem ilustrativa estilizada, produzida com inteligência artificial


Atualmente, seu principal palco é o Arthur Ashe Stadium, inaugurado em 1997. Com capacidade para mais de 23 mil lugares, é o maior estádio de tênis do mundo.


O complexo conta ainda com outros importantes espaços para partidas, entre eles o Louis Armstrong Stadium e o Grandstand, além de diversas quadras utilizadas durante a competição.


Um Grand Slam que já passou por três tipos de piso


Uma característica histórica diferencia o US Open dos demais torneios de Grand Slam: ele é o único que já foi disputado nas três principais categorias de superfície utilizadas no tênis.


De 1881 a 1974, o torneio foi realizado na grama. Entre 1975 e 1977, Forest Hills passou a utilizar o Har-Tru, conhecido como saibro verde. Finalmente, com a mudança para Flushing Meadows em 1978, o US Open adotou as quadras duras, utilizadas desde então.


A trajetória produziu inclusive uma marca singular. O norte-americano Jimmy Connors conseguiu vencer o US Open nas três superfícies: na grama, em 1974; no saibro verde, em 1976; e na quadra dura, em 1978. Posteriormente, conquistaria ainda os títulos de 1982 e 1983.


Desde 2020, as quadras do US Open utilizam o sistema de superfície Laykold.


Como a bola se comporta no piso do US Open?


Dizer apenas que o US Open é disputado em quadra dura não explica completamente como a superfície interfere no jogo.


Diferentes quadras duras podem apresentar velocidades distintas, dependendo de fatores como composição e textura da superfície. No US Open, as quadras Laykold utilizam um sistema de revestimento acrílico em múltiplas camadas, aplicado sobre uma base rígida de asfalto ou concreto.


A composição e a textura desse revestimento influenciam características importantes para o tênis, como o atrito, o quique e a velocidade da bola após o contato com o piso. No US Open, busca-se manter essas características uniformes entre as diferentes quadras do complexo, proporcionando aos jogadores condições de jogo mais consistentes e previsíveis.


As características atuais do piso favorecem um jogo de ritmo rápido. Após o contato com a superfície, a bola mantém velocidade suficiente para favorecer golpes agressivos e reduzir o tempo disponível para a resposta do adversário.


Isso valoriza saques eficientes, devoluções rápidas, golpes potentes e precisos e a capacidade de atacar no momento adequado. Ao mesmo tempo, a regularidade do quique permite longas trocas de bola no fundo da quadra, fazendo da superfície dura um ambiente em que diferentes estilos de jogo podem encontrar espaço.


A movimentação também é determinante. Arrancadas, desacelerações, freadas e sucessivas mudanças de direção exigem velocidade, equilíbrio, coordenação e resistência física.


Assim, a superfície não determina sozinha quem terá vantagem. Técnica, estratégia, potência, movimentação e capacidade de adaptação continuam sendo fundamentais.


Nova York e a identidade do US Open


O US Open também adquiriu características que dialogam com a cidade em que é realizado.


Nova York é multicultural e uma das maiores metrópoles do mundo, marcada pela intensa circulação de pessoas e por uma vida urbana dinâmica, com ampla oferta de atividades esportivas, artísticas e de entretenimento.


Nesse ambiente, o US Open desenvolveu uma atmosfera própria. Grandes estádios, sessões noturnas, público numeroso e participativo e a integração entre esporte e entretenimento contribuem para uma experiência diferente daquela encontrada nos demais torneios de Grand Slam.


A efervescência de Nova York encontra, assim, uma expressão particular durante o US Open. Durante algumas semanas, Flushing Meadows transforma-se em um dos grandes pontos de encontro do tênis mundial, reunindo jogadores e espectadores de diferentes nacionalidades.


Essa integração entre tradição esportiva, inovação e a atmosfera de Nova York ajuda a construir a identidade contemporânea do torneio. Mais de um século depois da primeira competição realizada em Newport, o US Open preserva sua importância histórica enquanto acompanha as transformações do tênis e fortalece sua relação com jogadores, espectadores e a própria cidade.


Por Luiz Cincurá  

Fundador e Editor


Transparência editorial: Este artigo foi produzido com o apoio do ChatGPT nas etapas de pesquisa e organização preliminar do conteúdo. A definição da abordagem editorial, a análise crítica, a revisão técnica e a redação final foram realizadas pelo Editor, responsável final pelo conteúdo publicado.


Fontes:


US Open:

Tournament Schedule 2026

Year by Year

Laykold selected as US Open court surface

Fan Week / Qualifying Tournament


USTA - United States Tennis Association:

Billie Jean King National Tennis Center – Our Campuses


ITF - International Tennis Federation:

2026 Official Grand Slam Rule Book


Como citar esta publicação:


ANDRADE, Luiz Inácio Caribé Cincurá de. US Open 2026 – Parte 1: História, quadras e as características do piso duro em Nova York. High-Tech Society, 26 ago. 2026. Disponível em: https://www.high-techsociety.com/post/us-open-2026-parte-1

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