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Atualizações do US Open 2026 (Continuação)

há 2 dias
27 min de leitura

Atualizado: há 22 horas

Acontecimentos que movimentam o torneio em Nova York


High-TechSociety.com | Por Luiz Cincurá


O US Open 2026 está em andamento em Nova York e, ao longo do torneio, acontecimentos dentro e fora das quadras ajudam a escrever a história desta edição.


Este espaço reúne fatos que merecem destaque durante a competição, como desistências e substituições de jogadores, entradas de lucky losers, resultados de grande impacto, partidas especialmente aguardadas, recordes e feitos marcantes, além de curiosidades, presença de personalidades e outros episódios que movimentam o torneio.


As informações serão acrescentadas ao longo do US Open 2026, sempre que houver acontecimentos relevantes, sem a proposta de acompanhar todos os jogos ou apresentar uma cobertura completa dos resultados. Para esse acompanhamento, a Parte 3 da série disponibiliza o painel Acompanhe o US Open 2026 em tempo real, com acesso à programação dos jogos, resultados, chaves e outras informações atualizadas do torneio.


Acompanhe as atualizações abaixo, da mais recente para a mais antiga. As cores identificam os diferentes tipos de acontecimentos e facilitam a localização dos temas de seu interesse ao percorrer a página:


🟣 DESTAQUE — Grandes surpresas e acontecimentos de repercussão.

⚫ MUDANÇA NA CHAVE — Desistências, abandonos, substituições, lucky losers e wild cards

🟡 FIQUE DE OLHO — Partidas e acontecimentos que merecem atenção.

🔵 FEITO E RECORDE — Marcas históricas e desempenhos excepcionais.

🔴 FORA DAS QUADRAS — Personalidades e acontecimentos dentro e fora do complexo.

🟤 CURIOSIDADE — Histórias e situações incomuns do torneio.


🟡 13 SET 2026 · FIQUE DE OLHO


Zverev x Shelton: saques acima dos 220 km/h e intensidade nas trocas prometem uma grande final


O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, e o norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 4 do mundo e cabeça de chave nº 8, disputam neste domingo, 13 de setembro, a final de simples masculino do US Open 2026. A partida está marcada para 14:00 horas, horário de Nova York, no Arthur Ashe Stadium, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York.


Zverev chega à decisão com a experiência de quem disputa sua sexta final de Grand Slam (confira a trajetória na tabela abaixo) e a terceira consecutiva nesta temporada. Agora ele busca o segundo Grand Slam da carreira.


Finais de Grand Slam disputadas por Alexander Zverev:

Ano

Grand Slam

Adversário

Resultado

2020

US Open

Dominic Thiem

Vice-campeão

2024

Roland Garros

Carlos Alcaraz

Vice-campeão

2025

Australian Open

Jannik Sinner

Vice-campeão

2026

Roland Garros

Flavio Cobolli

Campeão

2026

Wimbledon

Jannik Sinner

Vice-campeão

2026

US Open

Ben Shelton

Final a disputar

Shelton, por sua vez, disputará sua primeira final de Grand Slam. Como mostra a tabela abaixo, o norte-americano já conquistou sete títulos no circuito ATP. A campanha de 2026 é particularmente relevante: Shelton ganhou quatro títulos, distribuídos por três superfícies: Dallas e Montreal (quadra dura), Munique (saibro) e Stuttgart (grama). Com isso, tornou-se o primeiro norte-americano desde 2010 a conquistar títulos ATP nas três superfícies em uma mesma temporada e chega à decisão depois de uma campanha de grande repercussão em Nova York.


Títulos ATP conquistados por Ben Shelton:

Ano

Torneio

Categoria

2023

Tóquio

ATP 500

2024

Houston

ATP 250

2025

Toronto

ATP Masters 1000

2026

Dallas

ATP 500

2026

Munique

ATP 500

2026

Stuttgart

ATP 250

2026

Montreal

ATP Masters 1000


Nas quartas de final, Shelton eliminou o então campeão Carlos Alcaraz em cinco sets, em partida encerrada às 3h33min, o término mais tardio da história do US Open. Na semifinal, superou o compatriota Frances Tiafoe por 3 sets a 1.


Uma vitória teria também significado histórico para o tênis dos Estados Unidos: Shelton pode tornar-se o primeiro norte-americano a conquistar um Grand Slam de simples masculino desde Andy Roddick, campeão do próprio US Open em 2003.


Confrontos diretos


O histórico favorece amplamente Zverev. Os dois já se enfrentaram cinco vezes, e o alemão venceu todas: Cincinnati 2024, Munique 2025, Stuttgart 2025, Cincinnati 2025 e ATP Finals 2025. A final de domingo será, portanto, o sexto confronto entre eles e o primeiro em um Grand Slam.


O que pode decidir a final


O saque de Shelton será um dos principais elementos da partida. Canhoto e com saque capaz de superar com frequência os 220 km/h, o norte-americano utiliza a potência do primeiro serviço para assumir rapidamente o controle dos pontos e procura complementar essa característica com golpes agressivos de fundo. Contra Tiafoe, na semifinal, conseguiu 20 aces e colocou 75% dos primeiros saques em quadra.


Zverev também possui um dos serviços mais fortes do circuito, maior experiência em partidas de cinco sets e capacidade de sustentar longas trocas de fundo. Zverev também se destaca pela qualidade das devoluções, com capacidade para neutralizar saques potentes e colocar muitas bolas em jogo, o que pode dificultar a tentativa de Shelton de usar a força do primeiro saque para encurtar os pontos.


Outro aspecto será a maneira como Shelton administrará a agressividade. Para superar Zverev pela primeira vez, Shelton provavelmente precisará manter seu jogo agressivo e buscar golpes decisivos, mas sem assumir riscos que resultem em muitos erros. O alemão, por sua vez, deverá procurar prolongar parte das trocas e fazer com que o adversário tenha de executar repetidamente golpes de alta dificuldade.


Há ainda um componente importante no momento vivido pelos dois. Zverev começou o torneio com duas partidas consecutivas de cinco sets e acumulou um recorde de 16h40min em quadra, nas cinco partidas que o levaram à semifinal. Apesar do início desgastante, seu desempenho mudou ao longo da competição: o alemão não perdeu nenhum set nas últimas quatro partidas, incluindo a vitória sobre Karen Khachanov na semifinal.


Shelton chega impulsionado pelas vitórias sobre Alcaraz e Tiafoe e deverá contar com forte apoio do público norte-americano no Arthur Ashe.


🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Elena Rybakina é campeã do US Open 2026!


A cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, é a nova campeã do US Open! Neste sábado, no Arthur Ashe Stadium, ela derrotou a bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do mundo e cabeça de chave nº 1, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 5/7 e 6/2, em 2h21 de partida.


Nesta final marcada pelo confronto entre duas das jogadoras de maior potência do circuito, Rybakina conseguiu impor seu jogo no primeiro set e venceu por 6/4. Sabalenka reagiu no segundo e, mesmo diante da resistência da adversária, fechou por 7/5, levando a decisão para o terceiro set.


Na parcial decisiva, porém, Rybakina assumiu o controle da partida. A cazaque manteve a consistência nas trocas de fundo, pressionou o serviço de Sabalenka e abriu vantagem suficiente para impedir uma nova reação da número 1 do mundo.


Com 6/2, encerrou a partida e conquistou pela primeira vez o título em Nova York. Ao longo da final, Rybakina conseguiu quatro quebras de saque ao longo da final e, além de pressionar constantemente o serviço de Sabalenka, mostrou maior consistência nos próprios games de saque nos momentos decisivos. Um indicativo da pressão que conseguiu exercer mesmo diante de uma das sacadoras mais fortes do circuito.


O resultado também encerrou uma sequência expressiva de Sabalenka no torneio. Bicampeã em 2024 e 2025, a bielorrussa chegou à sua quarta final consecutiva do US Open e buscava tornar-se a primeira mulher desde Serena Williams, entre 2012 e 2014, a conquistar três títulos seguidos em Nova York. A derrota interrompeu sua série de 19 vitórias consecutivas no torneio.


Para Rybakina, o título representa mais um marco em uma temporada especialmente importante. Ela já havia derrotado a própria Sabalenka na final do Australian Open 2026 e agora conquista os dois Grand Slams disputados em quadras duras na temporada. Com Wimbledon 2022, chega a três títulos de Grand Slam na carreira. Nas três finais de majors que disputou contra Sabalenka, a cazaque agora lidera por 2 a 1: perdeu o Australian Open 2023, mas venceu as decisões do Australian Open 2026 e do US Open 2026.


A conquista em Nova York ganha dimensão ainda maior porque acompanha uma mudança no topo do tênis feminino. Rybakina já havia assegurado matematicamente a liderança do ranking ao alcançar a semifinal, independentemente do resultado da final. Na atualização da WTA, na segunda-feira, ela aparecerá pela primeira vez como nº 1 do mundo, tornando-se a 30ª mulher a ocupar a liderança do ranking e a primeira representante do Cazaquistão a alcançar o posto. Sabalenka encerrará uma sequência de 99 semanas consecutivas na liderança.


O título também confirma uma mudança importante no confronto entre as duas. Sabalenka chegou a Nova York como bicampeã e com vantagem no histórico geral, mas Rybakina venceu justamente as duas finais de Grand Slam disputadas entre elas em 2026. Em uma rivalidade caracterizada pela potência de saque e de golpes de fundo das duas tenistas, a cazaque demonstrou novamente capacidade de manter a regularidade nos momentos decisivos.


Além do troféu, Rybakina receberá US$ 5,5 milhões, a maior premiação destinada a uma campeã de simples na história dos Grand Slams. Sabalenka, como vice-campeã, receberá US$ 2,8 milhões.


Assim, Rybakina encerra sua campanha em Nova York com uma combinação rara: primeiro título do US Open, terceiro Grand Slam da carreira e chegada inédita ao posto de número 1 do mundo.


🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Latak vence final dramática contra Guto Miguel e conquista o US Open Juvenil


O norte-americano Marcel Latak, de 17 anos nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, conquistou neste sábado o título de simples masculino juvenil do US Open 2026 ao derrotar o brasileiro Luis Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/5 e 7/6(13), após 2h46 de uma final marcada por sucessivas reviravoltas.


Guto começou melhor e venceu o primeiro set por 6/3, conseguindo três quebras de saque. Latak reagiu no segundo e, depois de uma parcial equilibrada, conseguiu a quebra decisiva para fechar em 7/5 e levar a disputa ao terceiro set.


No set decisivo, nenhum dos dois conseguiu estabelecer vantagem suficiente e a definição foi para o match tiebreak de 10 pontos. Foi então que a partida ganhou contornos especialmente dramáticos. Latak abriu 7/2, mas Guto iniciou uma grande reação. O brasileiro salvou oportunidades de título do adversário e virou a situação até chegar a 11/10, tendo seu próprio championship point para conquistar o US Open. A disputa continuou ponto a ponto até Latak finalmente fechar o desempate por 15/13.


O título torna ainda mais surpreendente a campanha do norte-americano. Latak entrou na chave como special exempt (SE), condição concedida a jogadores que não podem disputar o qualifying por ainda estarem competindo em outro torneio qualificado. Antes do torneio, ele próprio reconheceu que chegou a Nova York sem expectativa de avançar tão longe. Nas quartas de final, derrotou o compatriota Keaton Hance e, na semifinal, eliminou o alemão Jamie MacKenzie, cabeça de chave nº 2, por 2 sets a 0.


Para Guto Miguel, a derrota ocorreu depois de uma campanha que novamente o colocou entre os principais nomes do tênis juvenil mundial. O brasileiro já havia vivido outra partida extraordinária nas quartas de final, quando salvou três match points contra o norte-americano Jordan Lee antes de vencer o match tiebreak por 13/11. Na final, a situação quase se repetiu — desta vez, porém, foi Latak quem resistiu nos pontos decisivos.


Mesmo com o vice-campeonato, Guto encerra o US Open depois de uma temporada de destaque nos Grand Slams juvenis: foi campeão de simples de Roland Garros e campeão de duplas em Wimbledon, ao lado do esloveno Ziga Sesko. Em Nova York, buscava seu segundo título de simples em Grand Slam no ano.


A jornada de Latak no US Open ainda não terminou. O norte-americano também alcançou a final de duplas masculinas juvenis, ao lado do compatriota Tanishk Konduri, tornando-se o primeiro jogador desde o chinês Wu Yibing, em 2017, a disputar no mesmo US Open as finais juvenis masculinas de simples e de duplas.


🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Gabet e González-Galino vencem Konduri e Latak e conquistam as duplas juvenis


O francês Aaron Gabet e o espanhol Valentín González-Galino, ambos de 17 anos, conquistaram neste sábado o título de duplas masculinas juvenis do US Open 2026. Eles derrotaram os norte-americanos Tanishk Konduri e Marcel Latak por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(5), 2/6 e [11/9], em 1h30 de partida.


A decisão foi definida apenas nos últimos pontos do match tiebreak. Depois de perderem o segundo set por 6/2, Gabet e González-Galino recuperaram-se na parcial decisiva e fecharam em 11/9, conquistando seu primeiro título de Grand Slam juvenil como dupla.


Para Marcel Latak, a partida encerrou uma jornada incomum em Nova York. Horas antes, o norte-americano havia vencido Guto Miguel em uma longa e dramática final para conquistar o título de simples juvenil. Latak tornou-se o primeiro jogador desde o chinês Wu Yibing, em 2017, a disputar no mesmo US Open as finais juvenis masculinas de simples e duplas.


O título também tem significado histórico para González-Galino: ele tornou-se o terceiro espanhol campeão das duplas masculinas juvenis do US Open, depois de Tomás Carbonell e Javier Sánchez Vicario, campeões em 1986.


🟡 12 SET 2026 · FIQUE DE OLHO


Sabalenka e Rybakina decidem o título feminino do US Open


A bielorrussa Aryna Sabalenka, de 28 anos, nº 1 do ranking mundial e cabeça de chave nº 1, e a cazaque Elena Rybakina, de 27 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 2, disputarão neste sábado, 12 de setembro, a final feminina de simples do US Open 2026, no Arthur Ashe Stadium.


De acordo com a programação oficial do torneio, a partida terá início não antes das 16h, no horário de Nova York.


Rybakina, embora ainda figure oficialmente na segunda posição do ranking mundial, já assegurou a posição de nº 1, do mundo de acordo com o ranking mundial da WTA logo após o torneio, independentemente do resultado da final a ser realizada hoje. A vitória sobre Qinwen Zheng nas quartas de final garantiu matematicamente que ela ultrapassará Sabalenka quando a nova classificação for publicada.


Será a primeira final feminina do US Open entre as cabeças de chave nº 1 e nº 2 desde 2013, quando Serena Williams derrotou Victoria Azarenka. A partida também será uma revanche da final do Australian Open de 2026, vencida por Rybakina.


Sabalenka: regularidade, potência e experiência em Nova York


Bicampeã do US Open, com os títulos de 2024 e 2025, Sabalenka chegou à decisão após uma campanha de grande regularidade. A bielorrussa atravessou as quatro primeiras rodadas sem perder um set e encontrou seu maior desafio nas quartas de final.


Diante da tcheca Linda Noskova, campeã de Wimbledon em 2026, Sabalenka precisou de três sets e de dois tie-breaks para avançar: venceu por 2 sets a 1, com parciais de 7/6(1), 3/6 e 7/6(7).


Na semifinal, apresentou uma atuação mais dominante contra a norte-americana Jessica Pegula, nº 4 do ranking mundial e cabeça de chave nº 3. Sabalenka venceu por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/2, utilizando a potência e a profundidade dos golpes para pressionar Pegula e assumir progressivamente o controle da partida.


Sabalenka chega à final tendo vencido 12 sets e perdido apenas um, com 8 horas e 47 minutos de permanência em quadra. Além disso, acumula 19 vitórias consecutivas no US Open e disputará sua quarta final consecutiva em Nova York.


Seu jogo tem na potência uma de suas principais características. O saque é uma importante arma, mas a pressão não termina no primeiro golpe: Sabalenka procura assumir a iniciativa rapidamente com bolas profundas e aceleradas tanto de forehand quanto de backhand. Quando consegue jogar próxima à linha de base e controlar o ritmo das trocas, reduz o tempo disponível para a adversária organizar os pontos.


Ao longo dos últimos anos, porém, seu jogo passou a depender menos exclusivamente da força. Sabalenka melhorou a regularidade do saque, a movimentação, a capacidade defensiva e a escolha dos momentos para atacar. Também chega à decisão demonstrando confiança em situações de pressão, aspecto importante diante de uma adversária que costuma oferecer poucas oportunidades em seus games de serviço.


A bielorrussa busca seu quinto título de Grand Slam e o terceiro consecutivo no US Open. Caso vença, será a primeira mulher desde Serena Williams, em 2014, a conquistar três títulos consecutivos em Nova York.


Rybakina: saque, profundidade e equilíbrio sob pressão


Rybakina chegou a Nova York com um histórico diferente. Campeã de Wimbledon em 2022 e do Australian Open em 2026, nunca havia passado das oitavas de final do US Open. Nesta edição, não apenas superou essa barreira como alcançou sua primeira decisão no torneio.


Assim como Sabalenka, atravessou as quatro primeiras rodadas sem perder um set. Nas oitavas de final, derrotou a japonesa Naomi Osaka, bicampeã do US Open, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4.


Nas duas partidas seguintes, porém, precisou demonstrar capacidade de reação. Nas quartas de final, perdeu o primeiro set para a chinesa Qinwen Zheng, mas virou a partida e venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/1 e 6/4. Foi justamente essa vitória que lhe assegurou a futura liderança do ranking mundial.


Na semifinal, a situação se repetiu diante da norte-americana Coco Gauff, campeã do US Open de 2023 e cabeça de chave nº 4. Depois de perder a primeira parcial, Rybakina manteve a estabilidade, melhorou seu rendimento no saque e aumentou a profundidade dos golpes. Venceu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4.


Rybakina chega à final com 12 sets vencidos e dois perdidos, depois de 9 horas e 43 minutos em quadra.


O saque é um dos principais fundamentos de seu jogo e pode assumir importância ainda maior diante de Sabalenka. Rybakina procura obter pontos diretamente com o serviço ou produzir uma devolução mais curta que lhe permita atacar na sequência. Da linha de base, utiliza golpes planos, profundos e acelerados, capazes de mudar rapidamente uma situação defensiva para ofensiva.


Outra característica demonstrada nesta campanha foi a estabilidade emocional nos momentos difíceis. Contra Zheng e Gauff, perdeu o primeiro set, mas não abandonou seu padrão de jogo nem passou a buscar soluções precipitadas. Contra Gauff, inclusive diante de uma torcida majoritariamente favorável à norte-americana, manteve a concentração e encontrou gradualmente as condições para virar a partida.


Rybakina busca seu terceiro título de Grand Slam e o segundo em 2026. Até hoje, disputou duas finais de Grand Slam e venceu ambas: Wimbledon de 2022 e Australian Open de 2026.


O que pode decidir a final


O confronto coloca frente a frente duas das jogadoras de maior potência do circuito, mas não se resume a uma disputa de força.


Sabalenka tentará assumir a iniciativa desde os primeiros golpes, pressionando o segundo saque de Rybakina e procurando impedir que a cazaque tenha tempo para organizar seus ataques. Se conseguir manter a profundidade e a precisão demonstradas contra Pegula, poderá obrigar Rybakina a jogar com frequência em posições defensivas.


Rybakina, por sua vez, precisará de um alto aproveitamento do primeiro saque e de profundidade nas devoluções. Quanto mais conseguir neutralizar o ataque inicial de Sabalenka e prolongar os pontos em condições equilibradas, maiores serão suas possibilidades de impedir que a bielorrussa dite constantemente o ritmo da partida. A própria Rybakina reconheceu após a semifinal que precisará sacar melhor e manter uma postura agressiva na decisão.


O histórico mostra o equilíbrio do confronto. Sabalenka lidera por 10 vitórias a 7, mas, considerando apenas partidas em quadras duras, há empate em 7 a 7.


Em 2026, elas já se enfrentaram três vezes. Sabalenka venceu em Indian Wells e Miami, enquanto Rybakina conquistou justamente o confronto de maior importância: a final do Australian Open, em três sets.


Quem chega com vantagem?


Não há uma favorita ampla. Sabalenka parece chegar à decisão com uma pequena vantagem, sobretudo pelo desempenho apresentado em Nova York e pela experiência de disputar sua quarta final consecutiva no torneio. Ao longo das seis partidas que levaram as duas à final, Sabalenka também teve um desgaste físico menor: permaneceu 8h47 em quadra, contra 9h43 de Rybakina, e perdeu apenas um set, enquanto a cazaque perdeu dois


Rybakina, entretanto, possui características que tornam essa vantagem bastante reduzida. Seu saque pode limitar as oportunidades de Sabalenka nas devoluções, ela já demonstrou nesta edição capacidade para reagir depois de perder o primeiro set e possui uma referência recente particularmente importante: venceu Sabalenka na final do Australian Open deste ano.


Assim, a tendência é de uma partida decidida por margens pequenas: aproveitamento do primeiro saque, qualidade das devoluções, quantidade de erros quando as duas aumentarem a potência e, principalmente, eficiência nos pontos de maior pressão.


Sabalenka entra em quadra buscando confirmar seu domínio recente em Nova York com um terceiro título consecutivo do US Open. Rybakina tentará conquistar seu primeiro troféu no torneio e pretende assumir a liderança mundial acompanhada de seu segundo título de Grand Slam na mesma temporada.


🔵 12 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Marcel Latak disputará duas finais - no mesmo dia - no US Open Juvenil


O norte-americano Marcel Latak, de 17 anos, nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, terá neste sábado, 12 de setembro, uma programação incomum no US Open: disputará no mesmo dia as finais masculinas de simples e de duplas do torneio juvenil.


A primeira decisão será a de simples, contra o brasileiro Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, com início previsto para 11h, no horário de Nova York.


Latak terá depois outra decisão pela frente. Ao lado do também norte-americano Tanishk Konduri, enfrentará o francês Aaron Gabet e o espanhol Valentin Gonzalez-Galino na final de duplas, programada para começar não antes das 12h.


A indicação “não antes das 12h” significa que esse é apenas o horário mínimo estabelecido para o início da partida. Como Latak estará disputando a final de simples a partir das 11h, a decisão de duplas poderá começar mais tarde, de acordo com a duração do primeiro jogo e o intervalo necessário antes de seu retorno à quadra.


A situação é permitida pelas regras do torneio e não chega a ser inédita, mas representa um feito raro no US Open Juvenil. Segundo o próprio US Open, o último jogador a alcançar simultaneamente as finais masculinas de simples e de duplas na mesma edição havia sido o chinês Wu Yibing, em 2017.


Latak garantiu as duas vagas na sexta-feira. Primeiro, derrotou o alemão Jamie Mackenzie, de 18 anos, nº 2 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 2, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6(2), na semifinal de simples.


Horas depois, voltou à quadra ao lado de Konduri e venceu Safir Azam e Damir Zhalgasbay por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7(6) e 10/5 no match tiebreak, garantindo também presença na final de duplas.


A trajetória ganha ainda mais destaque porque Latak chegou ao US Open sem status de cabeça de chave. Agora, no último dia das competições juvenis masculinas, terá a possibilidade de conquistar dois títulos de Grand Slam em poucas horas - embora, antes de pensar na segunda decisão, tenha pela frente Guto Miguel, que também chega à final com uma campanha de destaque e já conquistou dois títulos de Grand Slam juvenil em 2026: Roland Garros em simples e Wimbledon em duplas.


🟡 12 SET 2026 · FIQUE DE OLHO


Guto Miguel e Marcel Latak disputam a final juvenil do US Open


O brasileiro Guto Miguel, de 17 anos, nº 1 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 1, enfrentará o norte-americano Marcel Latak, também de 17 anos nº 41 do ranking mundial juvenil e sem status de cabeça de chave, na final de simples masculina do US Open 2026 Juvenil, neste sábado, 12 de setembro, em Nova York, com início previsto para 11:00 horas da manhá de Nova York, na quadra 12 do Complexo de quadras do US Open.


Os dois chegam à decisão por trajetórias bastante diferentes. Guto entrou no torneio como principal favorito da chave e já possui dois títulos de Grand Slam juvenil, ambos conquistados em 2026: foi campeão de simples de Roland Garros e, posteriormente, conquistou Wimbledon nas duplas, formando parceria com o esloveno Žiga Šeško.


A campanha do brasileiro no US Open teve seu momento mais crítico nas quartas de final. Diante do norte-americano Jordan Lee, campeão juvenil de Wimbledon em simples, Guto perdeu o primeiro set, reagiu no segundo e levou a decisão ao tie-break do terceiro. Durante o desempate, chegou a demonstrar dificuldades físicas, mas conseguiu salvar três match points consecutivos, quando perdia por 9/8, 10/9 e 11/10. Depois da sequência de situações de risco, venceu o tie-break por 13/11 e garantiu presença na semifinal.


Na fase seguinte, Guto encontrou um caminho menos turbulento. Enfrentou o austríaco Thilo Behrmann, nº 6 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 7, e venceu por 2 sets a 0, com duplo 6/4, alcançando sua segunda final de simples de Grand Slam juvenil na temporada.


Se conquistar o título em Nova York, Guto chegará ao terceiro troféu de Grand Slam juvenil em 2026, considerando simples e duplas. Mais do que isso, poderá tornar-se o primeiro brasileiro a conquistar dois títulos de simples de Grand Slam juvenil na mesma temporada. Antes dele, os brasileiros que já venceram o US Open juvenil de simples foram Thiago Seyboth Wild, em 2018, e João Fonseca, em 2023.


Do outro lado da quadra estará um adversário cuja trajetória no torneio chama atenção justamente por não ter começado entre os favoritos. Marcel Latak garantiu sua participação no US Open após vencer um torneio preparatório realizado no Canadá.


A partir daí, o norte-americano construiu uma campanha marcada por vitórias sobre jogadores mais bem posicionados na chave. Logo na primeira rodada, eliminou o esloveno Žiga Šeško, cabeça de chave nº 6. Mais tarde, superou o búlgaro Dimitar Kisimov, cabeça de chave nº 10, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3.


Na semifinal, Latak conseguiu seu resultado de maior impacto até agora. Diante do alemão Jamie Mackenzie, nº 2 do ranking mundial juvenil e cabeça de chave nº 2, produziu 17 winners, incluindo seis aces, cometeu apenas oito erros não forçados e venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6(2).


A campanha de Latak tem ainda uma característica incomum: ele chegou simultaneamente às finais de simples e de duplas masculinas do US Open Juvenil. Horas depois de vencer Mackenzie, classificou-se para a decisão de duplas ao lado do também norte-americano Tanishk Konduri. O último jogador a disputar as duas finais masculinas juvenis na mesma edição do US Open havia sido o chinês Wu Yibing, em 2017.


A decisão colocará, portanto, frente a frente o líder do ranking juvenil, já vencedor de dois Grand Slams na temporada, e um adversário que chegou ao US Open sem status de cabeça de chave e construiu sua campanha eliminando sucessivamente alguns dos principais cabeças de chave do torneio.


Para Guto Miguel, a final representa a oportunidade de ampliar uma temporada que já o colocou entre os principais nomes do tênis juvenil mundial. Para Marcel Latak, será a possibilidade de completar uma campanha surpreendente com um título em casa - e, ainda no mesmo US Open, disputar também o troféu de duplas.


🟣 11 SET 2026 · DESTAQUE


Shelton vence Tiafoe e disputará sua primeira final de Grand Slam


O norte-americano Ben Shelton, de 23 anos, nº 9 do mundo e cabeça de chave nº 8, classificou-se para sua primeira final de Grand Slam ao derrotar o também norte-americano Frances Tiafoe, de 28 anos, nº 12 do mundo e cabeça de chave nº 11, por 3 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3, 6/3 e 7/5. A semifinal foi disputada na sexta-feira, 11 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York, com início programado para 19h, horário local.


Tiafoe começou melhor. Utilizando sua velocidade, capacidade de variar as jogadas e agressividade nos momentos certos, procurou explorar principalmente o backhand de Shelton. Quando o primeiro set se aproximava de sua definição, pressionou o saque do adversário e conseguiu a quebra que lhe permitiu abrir 5/4. Em seguida, confirmou seu próprio serviço e venceu a parcial por 6/4.


Shelton reagiu no segundo set aumentando a intensidade de seu jogo. O norte-americano passou a utilizar com maior eficiência seu potente saque de canhoto, combinado com golpes agressivos de fundo de quadra, e conseguiu reduzir o espaço para Tiafoe assumir a iniciativa das trocas. A maior pressão sobre o adversário resultou na quebra necessária para que Shelton fechasse o set em 6/3 e empatasse a partida.


A mudança de dinâmica prosseguiu na terceira parcial. Shelton manteve a potência, mas não dependeu apenas dela: mostrou capacidade defensiva para permanecer nos pontos quando Tiafoe conseguia assumir a iniciativa e esperou as oportunidades para transformar defesa em ataque. No quinto game, conseguiu quebrar o saque do adversário e passou a controlar a vantagem até fechar novamente em 6/3, assumindo a liderança por 2 sets a 1.


O quarto set apresentou o maior equilíbrio da partida. Tiafoe resistiu à pressão e utilizou sua movimentação e variedade de golpes para permanecer no confronto, enquanto Shelton continuou encontrando no saque uma importante proteção nos momentos mais exigentes. Sem conseguir abrir vantagem durante boa parte da parcial, os dois chegaram empatados a 5/5.


Foi na reta final que Shelton conseguiu impor a pressão decisiva e confirmou seu serviço para fazer 6/5 e colocou Tiafoe diante da necessidade de sacar para permanecer na partida. Sob pressão, Tiafoe cometeu uma dupla falta no ponto que encerrou o confronto, permitindo que Shelton conquistasse a quebra de saque, fechasse o set em 7/5 e confirmasse a vitória por 3 sets a 1.


A semifinal mostrou qualidades importantes dos dois jogadores. Tiafoe voltou a demonstrar a velocidade, o atletismo, a capacidade de mudar o ritmo das trocas e de transformar situações defensivas em oportunidades de ataque que o levaram à sua terceira semifinal do US Open. Sua campanha em Nova York também terá reflexos no ranking: ele deverá alcançar a posição de nº 8 do mundo, a melhor de sua carreira.


Shelton, por sua vez, confirmou que seu jogo vem adquirindo recursos além daquele que continua sendo seu golpe mais impressionante: o saque. A potência do serviço, os golpes acelerados de fundo da quadra e o forehand agressivo foram acompanhados por uma capacidade crescente de defender, construir os pontos e manter a intensidade nos momentos de pressão. Depois de eliminar o atual campeão Carlos Alcaraz em cinco sets nas quartas de final, conseguiu sustentar elevado nível competitivo diante de outro adversário que vinha realizando uma campanha de destaque.


Aos 23 anos, Shelton chega pela primeira vez à decisão de um Grand Slam. A classificação também coloca o tênis masculino dos Estados Unidos diante de uma oportunidade que não ocorre há mais de duas décadas: nenhum norte-americano conquista um título de simples masculino de Grand Slam desde Andy Roddick, campeão justamente do US Open, em 2003.


Na final de domingo, 13 de setembro, Shelton enfrentará o alemão Alexander Zverev, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1 do torneio, que derrotou o russo Karen Khachanov na outra semifinal. Será o primeiro confronto entre Shelton e Zverev em um Grand Slam e colocará frente a frente dois jogadores que chegam à decisão em momentos importantes de suas carreiras: o norte-americano em busca de seu primeiro título de Grand Slam e o alemão tentando conquistar o segundo.


🔵 11 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Zverev vence Khachanov e chega à terceira final consecutiva de Grand Slam


O alemão Alexander Zverev, de 29 anos, nº 2 do mundo e cabeça de chave nº 1, classificou-se para a final do US Open 2026 ao derrotar o russo Karen Khachanov, de 30 anos, nº 50 do mundo e sem status de cabeça de chave, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 7/6(7) e 7/6(6). A semifinal foi disputada na sexta-feira, 11 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York, com início programado para 15h, horário local.


Apesar do placar em sets, a partida apresentou elevado equilíbrio, principalmente nas duas últimas parciais. Os dois tenistas, ambos com 1,98 m de altura, possuem jogos apoiados em saques potentes e golpes fortes a partir da linha de base. Khachanov, ex-nº 8 do mundo e semifinalista do US Open também em 2022, chegou à partida demonstrando novamente sua capacidade de produzir golpes agressivos e profundos. Durante o torneio, havia eliminado, entre outros adversários, o cabeça de chave nº 3, Felix Auger-Aliassime.


No primeiro set, os dois jogadores confirmaram seus serviços até Zverev vencer um game em que Khachanov estava sacando, quando o placar marcava 4/3 para o alemão. Com a quebra de saque, Zverev abriu 5/3 e, em seguida, confirmou seu próprio serviço para fechar a parcial em 6/3, após 37 minutos.


Zverev também mostrou disposição para variar sua atuação: foi à rede nove vezes no set e venceu os nove pontos, evitando que o confronto se limitasse às trocas de potência do fundo da quadra.


O segundo set mostrou a capacidade de reação dos dois jogadores. Khachanov começou com dificuldades no saque e sofreu uma quebra logo no primeiro game, mas respondeu pouco depois. Quando Zverev sacava em 1/2, Khachanov pressionou e recuperou a quebra após uma dupla falta do alemão. A partir daí, nenhum dos dois voltou a ceder o serviço e a parcial foi decidida no tie-break.

Foi nesse momento que a capacidade competitiva de Zverev ganhou importância. O alemão chegou ao desempate com excelente retrospecto de 25 vitórias e 12 derrotas em tie-breaks na temporada e utilizou principalmente o saque para enfrentar os momentos de pressão. Depois de uma troca de 22 golpes e de desperdiçar duas oportunidades de fechar o set, converteu a terceira e venceu o tie-break por 9 a 7, estabelecendo 2 sets a 0.


Khachanov, entretanto, produziu seu melhor tênis na terceira parcial. Mais agressivo e consistente, conseguiu levar novamente o set ao tie-break, aproveitando também uma queda no percentual de primeiros saques de Zverev. O Khachanov começou melhor o desempate, venceu os três primeiros pontos e chegou a abrir 5 a 2.


O momento mais crítico da partida ocorreu pouco depois. Khachanov chegou a 6 a 4 e teve dois set points para levar a semifinal ao quarto set. Zverev reagiu justamente quando estava sob maior pressão: venceu os quatro pontos seguintes, virou o tie-break e fechou a parcial em 8 a 6, confirmando a vitória por 3 sets a 0.


A partida evidenciou algumas das principais qualidades de Zerev. Além do saque potente e dos golpes profundos do fundo da quadra, Zverev demonstrou capacidade para variar o jogo com aproximações à rede e, principalmente, manter elevado nível competitivo nos pontos decisivos. Essa característica foi determinante nos dois tie-breaks, especialmente no terceiro set, quando esteve a dois pontos de perder a parcial e conseguiu vencer quatro pontos consecutivos.


A classificação representa um feito importante na temporada de Zverev: ele disputará sua terceira final consecutiva de Grand Slam em 2026. Depois de conquistar Roland Garros, seu primeiro título de Grand Slam, chegou à decisão de Wimbledon, onde foi vice-campeão, e agora disputará também o título do US Open. Seu retrospecto nos torneios de Grand Slam nesta temporada chegou a 24 vitórias e apenas duas derrotas.


A trajetória em Nova York também demonstra sua capacidade de recuperação. Zverev precisou disputar cinco sets nas duas primeiras rodadas e acumulou 16 horas e 40 minutos em quadra até alcançar a semifinal, o maior tempo registrado por um jogador no caminho até essa fase do US Open. Depois das dificuldades iniciais, porém, elevou seu desempenho e venceu as quatro partidas seguintes sem perder um único set.


Esta será a segunda final de Zverev no US Open. Em 2020, ele esteve a dois sets da conquista, mas acabou derrotado pelo austríaco Dominic Thiem. Seis anos depois, retorna à decisão em uma situação diferente: agora como campeão de Grand Slam e cabeça de chave nº 1 do torneio, buscando o segundo título de Grand Slam de sua carreira.


🔵 11 SET 2026 · FEITO E RECORDE


Duplas: Siniakova e Townsend conquistam o US Open e completam o Career Grand Slam


A tcheca Katerina Siniakova e a norte-americana Taylor Townsend, conquistaram na sexta-feira, 11 de setembro, o título de duplas femininas do US Open 2026, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York. Elas derrotaram as norte-americanas Ashlyn Krueger e Robin Montgomery, que receberam wild card para disputar o torneio, por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/0 e 6/2.


A partida começou com dificuldades para as favoritas. Siniakova e Townsend chegaram a reagir no primeiro set, conquistando 13 pontos consecutivos e igualando o placar em 4/4. Krueger e Montgomery, porém, resistiram à pressão. Quando Siniakova sacava em 5/6 para levar a parcial ao tie-break, cometeu três duplas faltas no game, inclusive no ponto que encerrou o set em 7/5 para as norte-americanas.


No segundo set, Siniakova e Townsend foram contundentes, pois passaram a controlar as trocas, elevaram a eficiência junto à rede e praticamente não deram oportunidades às adversárias. Venceram 23 de 27 pontos em determinado trecho da partida e fecharam a parcial em 6/0, em apenas 24 minutos. Ao longo do set, produziram 11 winners e cometeram somente dois erros não forçados.


No terceiro set, a experiência e a capacidade de atuação em dupla fizeram diferença. Siniakova e Townsend conseguiram uma quebra de saque depois de um longo game e abriram vantagem. No último game da partida, entretanto, voltaram a enfrentar dificuldades: Siniakova, sacando para o título, cometeu duplas faltas e a parceria precisou salvar cinco break points. A atuação de Townsend junto à rede foi importante para resistir à reação das adversárias, antes de a dupla confirmar a vitória por 6/2.


O título tem significado histórico. Siniakova e Townsend completaram juntas o Career Grand Slam, denominação dada à conquista dos quatro torneios de Grand Slam ao longo da carreira. A parceria já havia vencido Wimbledon em 2024, o Australian Open em 2025 e Roland Garros em 2026. Faltava justamente o US Open, torneio em que haviam sido vice-campeãs em 2025.


Para Taylor Townsend, de 30 anos, a conquista também representa seu primeiro título de duplas femininas do US Open, depois de ter chegado à final em 2022 e 2025. A norte-americana tornou-se ainda a sexta tenista em atividade a completar o Career Grand Slam nas duplas.


O feito de Katerina Siniakova é ainda mais raro. A tcheca conquistou seu 12º título de Grand Slam em duplas e tornou-se a primeira tenista da história a completar o Career Grand Slam ao lado de duas parceiras diferentes. Antes de alcançar os quatro títulos com Townsend, ela já havia conquistado todos os Grand Slams formando dupla com a também tcheca Barbora Krejcikova.


A conquista confirma Siniakova e Townsend como uma das parcerias de maior destaque do circuito atual. Depois de perderem o primeiro set da decisão, a capacidade de reação, a cobertura da quadra, a performance junto à rede e o entrosamento permitiram que assumissem o controle da partida e transformassem uma final inicialmente difícil em uma vitória que entrou para a história das duplas femininas.


🟣 10 SET 2026 · DESTAQUE


Sabalenka e Rybakina vencem as semifinais e decidirão o US Open


As semifinais femininas do US Open 2026 foram disputadas na noite de quinta-feira, 10 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, em Nova York. Na primeira partida da sessão noturna, iniciada às 19h, a bielorrussa Aryna Sabalenka derrotou a norte-americana Jessica Pegula por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/2. Na sequência, por volta das 20h55, a cazaque Elena Rybakina enfrentou a norte-americana Coco Gauff e venceu, de virada, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4.


Sabalenka x Pegula


O primeiro set mostrou o equilíbrio que se esperava entre duas adversárias que se conhecem bem. As duas protegeram seus games de saque mesmo quando pressionadas: Pegula salvou um break point no quarto game, enquanto Sabalenka precisou resistir quando a norte-americana ameaçou seu serviço em 4/4. A definição ocorreu quando Pegula sacava em 5/6 para levar o set ao tie-break. Sabalenka criou três oportunidades consecutivas de quebra e aproveitou a segunda para fechar a parcial em 7/5, após 43 minutos.


A partir daí, a potência, a profundidade e a precisão dos golpes de Sabalenka passaram a determinar o ritmo da partida. A bielorrussa conseguiu a quebra de saque para abrir 3/1 no segundo set e dificultou cada vez mais a capacidade de Pegula de redirecionar a bola e utilizar a velocidade dos golpes da adversária a seu favor. Sabalenka terminou a partida com 29 winners e voltou a quebrar o saque da norte-americana no último game para fechar o set em 6/2 e a partida em 80 minutos.


O desempenho evidenciou algumas das principais qualidades da bicampeã Sabalenka: saque potente, golpes agressivos e profundos dos dois lados da quadra e capacidade de assumir a iniciativa das trocas. Pegula procurou responder com a regularidade, precisão e capacidade de redirecionamento que caracterizam seu jogo, mas, principalmente no segundo set, encontrou poucas oportunidades diante da intensidade imposta pela adversária.


Com a vitória, Sabalenka alcançou sua quarta final consecutiva do US Open e ampliou para 19 partidas sua sequência de vitórias no torneio. A bicampeã busca agora o terceiro título consecutivo em Nova York.


Rybakina x Gauff


Na segunda semifinal, Coco Gauff começou melhor. A norte-americana suportou a pressão dos golpes de Rybakina, utilizou sua movimentação e solidez defensiva para prolongar as trocas e, ao mesmo tempo, encontrou oportunidades para assumir a iniciativa. No sexto game, quebrou o saque da cazaque para abrir 4/2 e, depois de confirmar seu serviço sem perder pontos, construiu vantagem de 5/2. Gauff fechou o primeiro set em 6/3.


Rybakina, porém, manteve a tranquilidade e começou a impor com maior eficiência uma das combinações mais fortes de seu jogo: saque potente e golpes profundos e acelerados a partir da linha de base. Aproveitou erros de Gauff no segundo set e venceu a parcial por 6/4, levando a decisão para o terceiro.


No set decisivo ocorreu o momento mais crítico da partida. Rybakina aumentou a intensidade de seu jogo e conseguiu uma quebra para abrir 5/3, ficando a apenas um game da final. Gauff reagiu imediatamente e devolveu a quebra, reduzindo para 5/4. A possibilidade de recuperação da norte-americana, entretanto, durou pouco: no game seguinte, Rybakina voltou a pressionar o serviço de Gauff, conseguiu uma nova quebra de saque e fechou o set em 6/4 e a partida por 2 sets a 1.


A reação mostrou características que têm marcado a evolução de Rybakina: além da conhecida potência do saque e dos golpes de fundo, a cazaque demonstrou controle emocional e capacidade de manter um jogo agressivo mesmo sob pressão. Depois de perder o primeiro set e enfrentar uma adversária apoiada pela maioria do público no Arthur Ashe Stadium, não abandonou sua estratégia e conseguiu elevar o nível nos momentos decisivos.


Rybakina chega assim à primeira final de sua carreira no US Open. Campeã de Wimbledon em 2022 e do Australian Open de 2026, disputará seu terceiro título de Grand Slam e, independentemente do resultado da decisão, assumirá pela primeira vez a posição de nº 1 do mundo.


As derrotas de Pegula e Gauff produziram ainda uma marca incomum para o tênis norte-americano: 2026 tornou-se o primeiro ano desde 2006 em que nenhuma tenista dos Estados Unidos disputou uma final de simples feminina nos quatro torneios de Grand Slam.


A final entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina será disputada no sábado, 12 de setembro, no Arthur Ashe Stadium, com início não antes das 16h (horário de Nova York).


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